14 julho, 2015

FALTOU SAL NÃO, CUMPADI



Comentário que fiz à crítica de JOSÉ GERALDO COUTO sobre o documentário O SAL DATERRA, de WIM WENDERS e JULIANO RIBEIRO SALGADO:

Cumpadi,
Assisti
O Sal Da Terra, ao lado de minha esposa que, em certo sentido, concorda contigo que Sebastião apresenta cenas da tragédia humana sem propor soluções.
Discordando, entendo este trabalho de SEBASTIÃO SALGADO como uma espécie de diagnóstico. Como um profissional de análises clínicas que identifica a quantas anda o colesterol de um paciente, contribuindo para que o médico, que tem a competência para tanto, melhor possa elaborar e propor tratamento para o problema. No caso das tragédias apresentadas em suas fotos, entendo que cumpre à Sociedade o papel de trabalhar para, ao menos, reduzi-las. Porém, a Sociedade, como alguns médicos, enxerga nelas pouco mais que possibilidades de faturamento.
Em relação ao REFLORESTAMENTO que Sebastião promove nas terras que pertenceram aos seus pais, por ter nascido naquelas bandas, vejo como um avanço além do diagnóstico, como uma ação de solução do problema identificado, num ponto em que ele tinha/tem competência para tanto. Em 1976, quando circulei com meu Tio Dó pelas carvoarias da região de Governador Valadares, cheguei a ver filho de fazendeiro que saiu da terra para estudar Agronomia e, depois de formado, voltou para gerenciar fornos na própria terra, ao invés de substitui-los por canteiros. Nunca me esqueci disso e desejo bastante que algum desses pródigos filhos de fazendeiros das Geraes assistam ao documentário e consigam acreditar que é possível salgar a Terra de outra forma.


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24 junho, 2015

NA DÚVIDA, ATIRE!




Debate democrático na TV brasileira, com raríssimas exceções, é assim: o programa CONVERSAS CRUZADAS (TV COM-SC), para debater o projeto de lei que visa armar a população, convida três pessoas a favor e uma contra.
Desta maneira, a Gramde Inpremça pauta nossa vida, assim como no caso da REDUÇÃO DA MAIORIDADE PENAL. Não demora, seremos dispensados de votar (para gáudio de muitos ingênuos).  Bastar-nos-á seguir as determinações dos órgãos de inpremça que, como se sabe, são infalíveis na defesa dos seus patrocinadores.
Em tempo: o preclaro leitor já ouviu falar de quantos POLICIAIS – que têm o direito e o dever de circular armados – são mortos em serviço?
Outra questão: sabe-se que as BRIGAS ocorridas no trânsito não são poucas, muitas das quais se transformando em casos de morte; acredita mesmo que o papo será mais tranqüilo se cada motorista e passageiro portar um trabuco?

Boa sorte para nós todos!

Ps.: como sempre, saiba mais clicando nos HYPERLINKS (palavras realçadas); eles são as cerejas deste pseudo-bolo.

13 junho, 2015

BOA TRAVESSIA, CONTERRÂNEO!



Trecho emprestado do jornal O TEMPO:

"
No Livro “Os Sonhos Não Envelhecem – Histórias do Clube da Esquina”, o autor Márcio Borges assim descreve o primeiro encontro entre Milton Nascimento, o Bituca, e Fernando Brant, apresentados por uma amigo em comum:
“Contaram e recontaram seus parcos trocados.Davam para duas cervejas e um ovo cozido. Bastante. Em torno dessa duas cervejas e do ovo cozido, dividido irmamente por Bituca (extraordinário!), os dois conversaram a tarde inteira e fizeram amizade. Fernando gostava de poesia, sabia de cor versos inteiros de García Lorca e Fernando Pessoa. Era sorridente e bem-humorado. Estava gostando muito de conhecer um músico, um compositor. Antes de se levantarem, Bituca perguntou:
– E você escreve?
– Escrever o quê? Contos, essas coisas?
– Você escreve poemas como os que acabou de recitar?
– Eu nunca escrevi nada
– Então vai ter que escrever.

Assim, combinaram de se encontrar outro dia para tentar realizar a tal empreitada. Nenhum dos dois sequer poderia imaginar as estupendas conseqüências daquele encontro casual, que fizera cruzar a linha de suas vidas."
Não é à toa que chamam artista de estrela.
Olhaí mais uma: FERNANDO BRANT!
Como bom CALDENSE, foi fazer parceria com meu irmão Junim.



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