20 dezembro, 2014

OS ELEITOS NOS REPRESENTAM

Passada a eleição, Política continua sendo um assunto em pauta, pois o processo eleitoral não finda: políticos eleitos já se candidatam no instante mesmo da posse. Políticos eleitores, mesmo que não o percebam, também já estão envolvidos nas eleições seguintes. Assim sendo, o período entre uma eleição e outra pode ser usado pelos eleitores para acompanhamento e cobrança referentes aos atos dos eleitos. Também pode ser oportunidade de reflexão a respeito da importância do ato de votar – inclusive para quem prefere as opções nulo, em branco ou abstenção – já que todos os viventes participam do processo eleitoral. Mesmo aquele que se abstém participa, pois seu ato influencia no resultado. Aliás, até mesmo mortos participam, o que se constata na intensificação da influência de Eduardo Campos justamente após sua trágica morte.
Outro ponto que merece atenção é o fato de que, quando elegemos um candidato, independentemente do partido ao qual pertença, estamos oportunizando poder de decisão ao grupo de entidades e cidadãos representados por ele. No atual sistema eleitoral brasileiro, os partidos reúnem-se – ou se distribuem – conforme os interesses que representam. PP e PMDB, para citar dois, tinham filiados distribuídos em apoiadores dos dois principais concorrentes à presidência da República, Aécio e Dilma (em ordem alfabética). O eleitor que não percebe isto corre o risco de ser tratado como simples correia de transmissão de discursos fabricados por marqueteiros que são, por isto mesmo, incluídos no processo.
 Então, devido ao nosso estilo de participar da Política, no Congresso Nacional já estão formadas, entre outras, bancadas como a Ruralista, a da Escola Privada, a da Saúde Privada e a dos Grupos de Comunicação. Por qual razão será que não há bancadas como a da Agricultura Familiar, a da Escola Pública, a da Saúde Pública e a da Cultura?
Afinal, porque será que estamos representados pelos eleitos, mas nossa sensação é a de que nossa vontade não?

18 dezembro, 2014

ARRIBA, CUBA!





A notícia da RETOMADA do contato entre Cuba e EUA tomou o mundo com um misto de surpresa positiva, para aqueles que torcem pela felicidade do povo, e decepção para aqueles que, ao verem um pano vermelho, tremem mais que MARIA quando é obrigado a entrar no Horto. Ainda não vi os espamos de Reinaldo Azevedo, Jabour ou Mainardi, mas curti a tristeza de YOANI SÁNCHEZ ao sentir que corre risco de perder boquinha de dedo-duro.
A manchete de alguns jornais brasileiros bem poderia ter sido: OBAMA OBEDECE JUVIDOSA DIREITISTA BRASILEIRA E VAI PRA CUBA. Ficaria perfeita nas vozes dos William’s Bonner & Waack; Casoy também não faria feio. Imagino seus semblantes ao dar a notícia sem poder repisar, por exemplo, as invencionices a respeito do PORTO DE MARIEL. Talvez fizessem figa, com a mão às costas.
É óbvio que não dá para ser romântico sobre as razões deste inicial – tomara que se amplie – afrouxar o embargo imposto aos cubanos. Uma delas deve ser o medo de que China e Rússia ocupem este espaço tão próximo do quintal de Tio Sam. Sabe-se que estes dois países estão envolvidos na construção de um CANAL TRANSOCÊANICO na Nicarágua. Até o Brasil tem posto as manguinhas de fora ao investir na construção do já referido porto.
Esta “abertura” norte-americana bem pode ser mais uma versão da clássica FRASE de Lampedusa na obra “O Leopardo”. Porém, como diz VEI LEITE, “quem vai bater está sujeito a apanhar”. Então, pode acontecer de o povo cubano fazer uma limonada deste limão e aproveitar a brecha para desenvolver mais ainda suas potencialidades.
Viva Cuba!


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15 dezembro, 2014

JORNALISMO OU PEDESTALISMO CONVENIENTE?


No programa Roda Morta (ex-TV Cultura) MODESTO CARVALHOSA, o convidado da vez, leva Nunes, o Augusto, a um orgasmo sináptico quando afirma que o governo F(T)HC era democrático, pois só ele governava. Ainda segundo ele, com Lula e Dilma, o partido é que governa.  Isto porque, para ele, o PT é um partido hegemônico, ao contrário do PSDB. Fosse eu composto de pena e bico, processá-lo-ia sem dó.
Carvalhosa também afirmou que os governos petistas aparelharam a Petrobras. E, até onde assisti o programa, nenhum dos entrevistadores lembrou-o de que F(T)HC colocou o GENRO como Diretor-Geral da ANP.
Sinceramente, há momentos em que não sei distinguir jornalista de um reles segurador de microfone. Felizmente, há exceções que nos ajudam a manter a lucidez.
{8¬..



Ps.: saiba mais sobre Carvalhosa e o genro de F(T)HC clicando nos HYPERLINK (palavras realçadas)