Mô povo,
Estes dois textos (QUEM ESPERA... e ... ESPERA – O TRANSTORNO) fazem parte da oficina já citada. O primeiro foi escrito num dos pontos de ônibus da UFSC. Havia mesmo duas gurias vestidas a caráter para alguma festa junina e as pessoas que "pintam o que veriam no canal" são colegas da mesma oficina. Na verdade, estes também escreviam (embora divididos em grupos, os textos foram escritos individualmente). Voltamos para a sala e Grace pediu que refizéssemos a história incluindo diálogos. Na apresentação do meu segundo texto, ela me disse que estava muito cinematográfico e nem tanto dramático. A reclamação deixou-me contente porque quero muito aprender a escrever roteiros.
Meus sinceros brigadins aos visitantes e comentaristas. Vocês são o tempero da cereja do pudim.
Pena que nã descobriram que o nome da personagem é ....
{8¬)
Palavras brincantes, nem sempre sisudas. Às vezes, sim. Normalmente, não. No fundo, e no raso, não passa de meu playground. Como playground não é para ser curtido sozinho, todos estão intimados. Um detalhe: este blog não faz a menor questão do novo trambique ortográfico.
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29 julho, 2011
25 julho, 2011
ESPERA II
... ESPERA – O TRANSTORNO
... olha o relógio mais uma vez:
- Puta que pariu! Que inferno! Este ônibus não passa nunca?!
Ao que a placa do ponto responde-lhe sarcasticamente:
- Aqui é uma parada e não uma passagem de ônibus.
... engole em seco, olha para as garotas fantasiadas de caipira e murmura pra si mesmo:
“Que palhaças... Quanta falta do que fazer...”
Uma ave faz um rasante atravessando o ponto de ônibus, pega uma pipoca que caíra do saco de uma das gurias, arremete de volta aos céus e junta-se ao bando que se diverte em loopings espaço à fora.
..., mais indignado ainda, grita:
- Na outra encarnação espero nascer estilingue!
O pardal, num muxoxo:
- Melhor já nascer sentado.
... trincando os dentes:
- grgrgr
Pano lento.
UFSC, 02/07/2011
Ps.: estas duas variações sobre a mesma cena brotaram durante oficina para produção de texto dramático ministrada por GRACE PASSÔ, do grupo de teatro ESPANCA.
... olha o relógio mais uma vez:
- Puta que pariu! Que inferno! Este ônibus não passa nunca?!
Ao que a placa do ponto responde-lhe sarcasticamente:
- Aqui é uma parada e não uma passagem de ônibus.
... engole em seco, olha para as garotas fantasiadas de caipira e murmura pra si mesmo:
“Que palhaças... Quanta falta do que fazer...”
Uma ave faz um rasante atravessando o ponto de ônibus, pega uma pipoca que caíra do saco de uma das gurias, arremete de volta aos céus e junta-se ao bando que se diverte em loopings espaço à fora.
..., mais indignado ainda, grita:
- Na outra encarnação espero nascer estilingue!
O pardal, num muxoxo:
- Melhor já nascer sentado.
... trincando os dentes:
- grgrgr
Pano lento.
UFSC, 02/07/2011
Ps.: estas duas variações sobre a mesma cena brotaram durante oficina para produção de texto dramático ministrada por GRACE PASSÔ, do grupo de teatro ESPANCA.
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