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12 setembro, 2013

FLORIPA: ÔNIBUS URBANO AVESSO À RODOVIÁRIA?!



 
Alguns anos atrás, quando eu morava na Lagoa da Conceição, tomei um ônibus do Bairro até o centro, pois precisava ir até o TERMINAL RITA MARIA, de onde viajaria até outra cidade. Era final de tarde e a chuva caía fininha, daquele tipo de molhar cachorro besta. Quando o ônibus passou em frente à rodoviária, na costumeira lentidão do tráfego, resolvi marcar quanto tempo seria necessário para seguir até o ponto final, desembarcar e voltar caminhando até à estação rodoviária. Foram longos e encharcados vinte minutos. Isto significava cerca de um terço do tempo necessário ao deslocamento – do mesmo ônibus – entre a Lagoa e o ponto final.
Isto aconteceu muitas vezes comigo e, tenho certeza, com todos que precisaram – e precisam – se valer do transporte coletivo para se dirigir à estação rodoviária de Florianópolis. A diferença básica é que as pessoas que vêm do sul da Ilha ou do continente não passam em frente à rodoviária, como é o caso da maioria da população, que se distribui pelo norte e leste da cidade. Creio que nossa cidade seja a única que, possuindo um sistema de transporte coletivo, não oferece ponto de ônibus junto à rodoviária, como se seus moradores e visitantes merecessem “penar” carregando suas malas por uma razoável distância. Este fato é agravado quando o “merecedor” é portador de alguma deficiência motora ou é de idade avançada. Interessante é que o aeroporto dispõe de ponto de ônibus, mesmo recendo um afluxo de passageiros muito menor que a dita cuja. Na temporada de verão, a fila de caminhantes é engrossada pelos turistas e suas pesadas malas.
Às vezes, penso que os responsáveis pelo turismo nesta que se pretende a capital do Mercosul, incluindo nossos prefeitos e vereadores, não têm conhecimento deste despropósito rodoviário. Será que eles não percebem que há uma vasta área em frente à estação, exatamente entre ela e a avenida por onde passam ônibus urbanos?
Por que os usuários de transporte coletivo urbano de Florianópolis e região não merecem um ponto de desembarque Junto ao Terminal Rita Maria?
O que cometemos para merecer carregar nossa bagagem sob a chuva ou frio do inverno?
Neste momento em que a Prefeitura Municipal está discutindo a LICITAÇÃO referente ao Sistema de Transporte Coletivo, bem poderiam refletir um pouco sobre esta involuntária peregrinação.
 
Ps.: saiba mais  clicando nos HIPERLINKS (palavras realçadas)

14 dezembro, 2012

RODOVIÁRIA DE FLORIPA: ESTADO TERMINAL?

O NOTÍCIAS DO DIA de hoje relata que o Governo de Santa Catarina pretende (ô verbinho, hein?) lançar edital de licitação para a reforma do Terminal Rodoviário de Florianópolis que, aliás, a julgar pelas condições de sua estrutura física e funcional está quase fazendo jus ao primeiro termo de seu nome. Realmente, uma cidade que se pretende destino turístico – alguns até a chamam de Capital Turística do Mercosul – precisa oferecer boas portas de entrada em seu território.

Segundo VALDIR COBALCHINI, o processo licitatório terá início em janeiro de 2013. o processo licitatório terá início em janeiro de 2013 ao custo de R$ 6,5 milhões e com previsão de conclusão da obra em 12 meses. Isto significa que os passageiros – turistas ou nativos – continuarão a penar por mais dois verões, no mínimo. Relevemos este detalhe. Afinal, o prédio precisa ser mesmo recuperado, além de ter seu funcionamento adequado às necessidades de quem o utiliza para viagens ou nele trabalha.

O problema é que, não bastasse a demora, o governo de Santa Catarina pretende passar o TERMINAL RODOVIÁRIO RITA MARIA para a iniciativa privada, depois de terminada a reforma. Oras, se o governo não dispõe dos recursos necessários à operação e manutenção do mesmo, e esta é a alegação, por que não entrega o prédio assim como está à empresa privada interessada em assumir o negócio? Ela que faça o necessário investimento e depois receba por isto, através de taxas pelo uso e aluguéis de espaços para lojas, restaurantes etc. Não é justo?

Agindo assim, os recursos públicos poderiam ser realocados para áreas mais carentes do Estado como, por exemplo, Saúde e Educação.

É possível, Secretário?

  Ps.: para saber mais, clique nos HYPERLINKS (palavras realçadas).