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25 abril, 2015

QUE A FESTA CONTINUE BONITA, PÁ!




Uma singela homenagem aos envolvidos na REVOLUÇÃO DOS CRAVOS, nestes tempos em que a Direitosa Modernenta emite seus urros, tanto cá nesta Terra Brasilis como n’Além-mar.
Não mais SALAZARES!
À frente, Portugal!





NÃO CARA-PÁLIDA!

sei que só
não salvarei a tribo
mas não serei o batedor
que dirá à cavalaria
qual é a melhor hora para o ataque

não me cativam
teus espelhos e contas de vidro

Ps. 1 – o poemeta é de nossa lavra.
Ps. 2 – saiba mais clicando nos HYPERLINKS (palavras realçadas)

25 abril, 2012

AINDA O OCUPA CIC

TOM JOBIM canta este hino à sua aldeia composto por ALBERTO CAIEIRO, via Fernando Pessoa:
"O Tejo é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia,
Mas o Tejo não é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia
Porque o Tejo não é o rio que corre pela minha aldeia.
(...)"

Hoje, corri o DIÁRIO CATARINENSE de ponta a ponta e só vi uma pequena nota na página do MARCOS ESPÍNDOLA sobre o OCUPA CIC. Quase todo o caderno Variedades, assim como muitas páginas do jornal, é dedicado ao histórico show que Paul MacCartney, que acontece em Floripa, hoje. Mesmo sempre ter preferido o Lennon, entendo que Paul merece ocupar o noticiário e as conversas, musicais ou não, da Ilha da Magia. Entretanto, não creio que ele esteja num estágio artístico que mereça 100% da nossa atenção. Há por aqui muitos outros artistas que merecem apoio e reconhecimento pela qualidade do seu trabalho e pela perseverança nele.

Mesmo considerando que a mídia local pouco valor dá à produção e valores culturais catarinenses, o fato é que me fica a impressão de que a presença de MacCartney colabora para eclipsar o justo movimento dos envolvidos na produção cultural do Estado.

Isto fica claro quando MOACIR PEREIRA, um dos mais renomados analistas políticos da imprensa local, dedica sua coluna ao Xou de Pôul. E olha que isto acontece exatamente no dia seguinte à FRAGOROSA DERROTA da política fiscal do Governo Estadual no Senado Federal. Moacir preferiu falar de Paul. Por que será que não incluiu uma notinha sequer sobre a ocupação do CIC, já que a coluna versou - coisa rara - sobre arte?

Enfim, depois de ler quase todo o citado jornal, quedei a imaginar que talvez fosse o caso de os participantes do movimento OCUPA CIC enviarem uma notinha ao Paul MacCartney explicando as razões do movimento e solicitando que ele a leia para o numeroso e merecido público que o receberá com muito carinho e, no caso de alguns, até com devoção.

Que tal, hein pessoal?

Com a palavra...


Ps.: mais informações nos HYPERLINKS (palavras realçadas)

02 dezembro, 2007

PRETENSÃO?

Como a maioria só conhece dois dos versos e os cita como ingredientes de uma receita de bolo, eis a íntegra:

MAR PORTUGUÊS
(Fernando Pessoa)

Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!

Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!
Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.

Quem quere passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu.

Como gosto de uma briguinha (meu amigo João, lá de Souzas das Campinas, diz que me subestimo quando apenas falo que adoro) resolvi dar pitaco. Daí, respondo ao mestre que muito gosto, porém não respeito. O não respeitar é por que não respeito coisa alguma, gostando ou não. Respeito me cheira a hipocrisia e falsidade. Prefiro acreditar nas diferenças sem “desde que”.
Voltando ao pitaco, aí ele vai:

Pessoa,

o que “vale a pena”
a alma
apequena

Floripa, 24/02/05