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19 dezembro, 2011

SE NÃO ERA O SANTOS NÃO TINHA COMO DAR BOLA

Ainda bem que Cumpadi Macka alerta-me para o fato de, inconscientemente, ter previsto a vã tentativa: o Santos não poderia ser o campeão de 2012 jogando em 2011. Parece-me que MURICY leu minha postagem, pois não pôs o time em campo, explicando, ao final da partida, que o Santos voltará a Tóquio para disputar no próximo ano, que vem a ser 2012. Ou será que minha postagem previu a explicação de Muricy? Do meu ponto de vista (e só posso falar a partir dele) o treinador optou por não colocar o real-Santos em campo. Aquele esquema de anti-jogo nada tem a ver com o time que foi campeão da Copa do Brasil, do Paulistão e da Libertadores.
Digo sempre que, ao contrário dos torcedores de outros clubes, sou santista por escolha racional: em 1962, tinha sete anos de idade e fui obrigado a perceber que o futebol existia por causa daquele escrete (como se dizia então) que trucidou a tudo e a todos que pisaram dentro das quatro linhas mais comumente denominadas “campo”. Creio que fica fácil compreender que não me tornei santista por obedecer ao Véio Leite ou porque queria protestar contra a escolha dele, por exemplo. Por mais de uma década minha opção foi sendo cristalizada através das notícias que chegavam de todo o Mundo. Torcedores de outros clubes não sabem o que é isto. Talvez os barcelonenses de hoje em dia tenham alguma noção do que digo, quero dizer, teclo.
O Santos que conheço é o time da virada, dos muitos gols (mesmo que tome um punhado, parfois). Quando vi a escalação dos três zagueiros, independentemente da qualidade de cada um deles, senti que o brejo se aproximava da vaca. Pensei comigo: o Muricy deve ter tomado banho como sabonete do Felipão ou se enxugado com a toalha do Parreira. No transcorrer do jogo, ficou claro que o brejo era destino: Danilo afrouxou o raiado (alegou que sentiu incômodo nas costas); Ibson entrou no lugar de Ganso para fazer o quê não consegue desde que saiu do Flamengo; querendo fugir deste mundo terminou por apelar ao Além Kardec. Tudo aquilo acontecendo e o Muricy sentadim sem saber onde deixou os milhos de atirar aos pombos. No seu BLOG Xico Sá já havia dado a dica e pena que ele não leu:
“Confio no Muricy, mas a preleção para a decisão teria que ser do Serginho Chulapa, com quem estive ontem, para a minha sorte e recreio d´alma. Ele diria, certamente: “Quem tiver com medo desses branquelos donos da bola que pegue o trem-bala, hoje precisamos de homens.”
Quanto à reação da Imprensa e dos torcedores rivais, de maneira geral, fica comprovado o que eu afirmei na postagem anterior: o desejo de se submeter que norteia os filhos de PINDORAMA não é pouco. O papo geral é que todos os bípedes do planeta têm (não que precisem, “têm”) que jogar conforme a aula ministrada por Guardarola & Cia. Ora, o sucesso brasileiro no futebol, nas muitas ocasiões em que ocorreu, deveu-se ao estilo de jogar desenvolvido aqui: jogar e fazer os gols sorrindo, brincando com a bola e com o adversário. Foi com futebol assim que brasileiros construíram seu nome no reino das chuteiras. Foi botando pra F que Santos, Flamengo, São Paulo e Internacional sagram-se campeões do mundo. Aliás, o divinal Barcelona, com a vitória de ontem igualou o número de títulos do próprio Santos.
Enfim, e repetindo, é botando pra F.... que brasileiros (incluindo aí a selelerda do Mano) que voltaremos a instaurar no temor nos adversários dos outros países. Não é, como Muricy pareceu também acreditar, botando pra ser F...do.
Ô professor! Por que não deixou o Santos ir pra dentro deles?!
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