Palavras brincantes, nem sempre sisudas. Às vezes, sim. Normalmente, não. No fundo, e no raso, não passa de meu playground. Como playground não é para ser curtido sozinho, todos estão intimados. Um detalhe: este blog não faz a menor questão do novo trambique ortográfico.
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16 junho, 2011
MINISTRA DA CULTURA - PROGRAMA DO JÔ
Anteontem, JÔ SOARES entrevistou ANA DE HOLLANDA, Ministra da Cultura. Se considerarmos as polêmicas e, principalmente, as disputas que envolvem o Ministério, foram poucas perguntas e muita rasgação de seda. Nos comentários que tenho lido em outros cybers-espaço há muita decepção de quem imaginou que seria um acalorado debate de idéias e propostas.
Ledo e ivo engano (pra relembrar uma expressão dos tempos da zagaia de gancho). De raspão, tocaram no tão discutido PROJETO DO BLOG DA BETHÂNIA sem aprofundar a questão, como deveria ser de supor. Debates não fazem o estilo do programa.
Dentre as broncas dos que assistiram a entrevista parece-me haver um equívoco: a Ministra não disse que a verba para o referido blog não seria dinheiro público; disse que a verba não sairia do Ministério, pois seria, caso o projeto seja efetivado, captado através de renúncia fiscal. Quem disse que não seria dinheiro público foi o entrevistador. A Ministra falhou, provavelmente por desatenção, ao não corrigí-lo.
A lamentar, o fato da Ministra, justo a da pasta da Cultura,não saber o significado da sigla IPHAN. Talvez, sinal de que, no Brasil, o trator ainda é instrumento de tombamento. Esta variedade de tombamento do patrimônio cultural pode ser conferida, ao vivo, em FLORIPA, por exemplo.
Eu, cá, continuo acreditando que o que falta aos envolvidos na produção e, principalmente, aos consumidores culturais é ocupar os espaços e reivindicar o retorno dos tributos inexoravelmente pagos, também em incentivos à produção e ao consumo culturais.
Peraí! Antes que atirem as primeiras pedras, deixo claro que sei que tem um bocado de pessoas movimentando-se, das mais diversas maneiras, em defesa da Cultura. Ainda assim, penso que é preciso aumentar a pressão até chegarmos a ter uma bancada cultural nas câmaras de vereadores, assembléias legislativas, Câmara dos Deputados, Senado e, quiçá, no Planalto.
E você com isto, né mesmo?
{8¬)
Ps.: experimente os papos que há nos HYPERLINKS.
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