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11 abril, 2019

POR QUE NÃO ATERRAR TODO O CANAL?


Cancelei minha matrícula no curso de História na Unicamp quando poderia tê-lo concluído no semestre seguinte. Não me interessava o diploma. Sigo a gostar de aprender e a não valorizar canudos. E já aviso que isto não é uma receita; é apenas um estilo. 
Uma notícia como esta me deixa tranquilo quanto àquela minha decisão: esses especialistas devem dispor de graduados canudos e, mesmo assim, não aprenderam uma definição das primeiras aulas de Geografia: uma ilha é um pedaço de terra cercado de água por todos os lados.
Pela imagem acima, creio que se pode constatar que CARL HOEPCKE prestou mais atenção às aulas de Geografia que os especialistas da reportagem do ND Mais:
LOCAL DE UMA POSSÍVEL QUARTA PONTE...

Ademais, a tal quarta ponte seria construída antes ou depois das atuais despencarem? Ainda bem que o técnico do DENIT afirmou que " uma ponte não é tão cara assim...".




Ps.: saiba mais clicando nos HYPERLYNKS (palavras realçadas).

16 janeiro, 2016

MUITO ALÉM DOS CENTAVOS


De início, quero deixar claro que nada tenho contra alguém, em grupo ou sozinho, manifestar sua insatisfação seja lá com o que for e exigir o que julga ter direito. Às vezes, mas só às vezes, parece-me que falta dentre as faixas e cartazes reivindicatórios uma plaquinha com os dizeres “Queremos nossos deveres”. Porém, isto já é outro papo. Pra outro momento.
Há uma incoerência, por pequena que seja, no fato de uma entidade chamado Movimento Passe Livre pleitear redução de tarifa. Oras, é como alguém que se diz socialista, ou comunista, exigir aumento de salário, sendo que salário é um dos frutos da relação Capital x Trabalho. Entendo, e posso estar equivocado, que o MPL deveria centrar energia na extinção do pagamento individual dos custos do Sistema de Transporte Coletivo. As empresas prestadoras deste serviço público deveriam ser contratadas pela prefeitura, que as pagaria com os impostos e tributos que arrecada.
Em alguns dos debates sobre Transporte Coletivo que participei, fazia-se a comparação com a coleta de lixo urbano: o caminhão coletor não cobra diretamente do morador no momento de recolher seus lindos e bem organizados sacos de lixo. Tanto faz se ele dispõe dois sacos de lixo por dia ou uma sacolinha a cada dois dias, o caminhão leva tudo e os custos são pagos pela prefeitura. Ou não é assim?
Outro detalhe que me chama à atenção é que, salvo raras exceções, fala-se apenas nos centavos acrescidos ou na percentagem de reajuste. Entretanto, quem circula de ônibus sabe que os buracos são muito além do bolso:
- o desconforto nos ônibus e metrôs quando lotados;
- os imensos intervalos entre um horário e outro;
- as instalações físicas dos pontos de embarque/desembarque que, quando existem, são eficientes apenas ao meio-dia, caso não esteja chovendo nem ventando; e, para não alongar muito a lista,
- a falta de segurança dos passageiros.
Em relação a este quesito, uma pergunta que muitas vezes fiz, e ainda faço, a fiscais e agentes de trânsito que, por ventura, encontro quando viajo de busão é:
- Por que num automóvel que disponha de airbag, cinto de segurança etc., criança deve viajar instalada em cadeirinha certificada pelo INMETRO, sob pena de multa, ao passo que nos ônibus urbanos, ela pode ficar nos braços dos pais, sentada sozinha ou em pé no corredor?
Respondem-me, quando respondem, que a lei não exige cinto de segurança ou cadeirinha em ônibus urbanos.
Fico a pensar que os responsáveis pelas leis que regem o trânsito acreditam que passageiro de coletivos tem o corpo fechado. Também pode ser que percebam sua existência apenas como pagador de passagem. Aliás, parece-me que boa parte dos usuários concorda com isto.
Olhando bem para esta foto em que carrego Maria Cândida enquanto o ônibus trafega pela seguríssima rodovia SC-401 rumo ao centro de Florianópolis, até que estamos bem confortáveis, né? Realmente, devo ser mesmo um implicante.

13 maio, 2013

CINTO PARA A SEGURANÇA DE QUEM?



Esta reportagem do jornal HORA DE SANTA CATARINA que nos informa sobre a penalização de empresa de ônibus por transportar excesso de passageiro trouxe-me um outro assunto: veja o que recomenda o Corpo de Bombeiros de Santa Catarina quando trata do uso do CINTO DE SEGURANÇA no seu site.

Está no CÓDIGO NACIONAL DE TRÂNSITO, instituído pela Lei nº 9.503, de 23/09/97:
Art. 65. É obrigatório o uso do cinto de segurança para condutor e passageiros em todas as vias do território nacional, salvo em situações regulamentadas pelo CONTRAN.
Entretanto, temos também este artigo:
Art. 105. São equipamentos obrigatórios dos veículos, entre outros a serem estabelecidos pelo CONTRAN:
I - cinto de segurança, conforme regulamentação específica do CONTRAN, com exceção dos veículos destinados ao transporte de passageiros em percursos em que seja permitido viajar em pé;

Como habitual usuário de ônibus urbano, muitas vezes viajando em pé, sugiro uma questão: afinal, qual a razão da obrigatoriedade do uso do cinto de segurança?
O Código reza que o “uso” do cinto é obrigatório. Não é como, por exemplo, o triângulo cuja “existência” é obrigatória no veículo, mas não o seu “uso”. Seu uso é obrigatório quando surge circunstância em que se torne necessário sinalizar aos demais veículos, como no caso de parada para troca de pneu.
Pois bem. Na mesma avenida onde o passageiro de automóvel, mesmo ocupando o banco traseiro, é obrigado a usar o cinto de segurança, podemos ver milhares de super-homens, supermulheres, supercrianças e superidosos dispensados do artefato imprescindível à segurança. Tentando entender: se a obrigatoriedade do cinto destina-se a oferecer segurança a passageiros e condutores, por que os ônibus urbanos são dispensados de portar este equipamento? Usuários de transporte coletivo urbano são indestrutíveis?
Com a palavra...

Ps.: saiba mais clicando nos HYPERLINKS (palavras realçadas)

04 dezembro, 2012

O QUE VALE UM CICLISTA?



Lamentavelmente, temos NOTÍCIA de que mais um ciclista perde a vida para o reino dos automóveis e caminhões. Mais um porque a quantidade de vítimas nesta batalha de frágeis Davi’s contra milhares de Golias’s nas ruas e estradas só aumenta. Mais um porque não há sinal palpável de que os Golias’s, com seus motores cada vez mais potentes e contando com o apoio – ainda que tácito – das autoridades responsáveis pela organização do tráfego de veículos motorizados ou não, sempre saem ilesos dos acidentes. Ilesos nos sentidos explícito e figurado.. Mais um porque, no fundo, acidente que envolve ciclista não merece muito destaque nos meios de comunicação: algumas linhas e basta. Afinal, o deus é o automóvel.

Normalmente, apenas parte dos ciclistas, solidários nas arriscadas pedaladas, movimenta-se pleiteando melhores condições de sobrevivência nas congestionadas arenas asfaltadas. Para completar o caos, a maior parte dos ciclistas não se envolve na pressão. Preferem seguir em frente, cabisbaixos, enquanto pneus e para-choques lhes permitirem.

Muita gente já deve ter visto como automóveis freiam bruscamente, derrapam, quase capotam, para não atropelar um cãozinho que, inadvertidamente, atravessa uma rua ou estrada. Entretanto, quando se trata de um ciclista, o mesmo já não acontece. As explicações dos atropeladores, quase sempre, são as mesmas: “não deu tempo de frear...” ou “a bicicleta surgiu de repente...” e coisas do tipo.

Tomei o acidente fatal que ocorreu hoje na SC-401 apenas como inspiração para a postagem. Porque, para a Sociedade, este é apenas mais um acidente que, por acaso, resultou na morte de alguém que optava, ou precisava, por locomover-se de bicicleta, atrapalhando o tráfego. O que interessa é questionar – e eliminar - a permanência das circunstâncias e acontecimentos que culminam com um corpo coberto por jornais ou sacos plásticos ao lado de uma bicicleta destroçada, muitas vezes com uma das rodas girando, insistindo em seguir a viagem, como se fosse o cavalo de um cowboy vítima de emboscada.

Por isto tudo, talvez caiba uma pergunta:
- Quando a Sociedade vai valorar o ciclista em, ao menos, 10% do que vale o motorista? Ou isto é pedir muito?

Com a palavra...

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Ps.1 - a tal Sociedade é composta por todos nós, sejamos atores ativos ou passivos.
Ps.2 - saiba qual é a notícia clicando no HYPERLINK (palavra realçada)

20 março, 2012

UNIVERSIDADE VERSUS MOBILIDADE?

Nos anos 80, tentei ser estudante na UNICAMP. Lembro-me que, quando lá cheguei, os prédios eram emoldurados por belos gramados. Quando saí, muitos destes espaços já haviam se transformado em grandes estacionamentos, repletos de automóveis. Em pouco tempo, já não eram mais suficientes, pois o número de automóveis aumentava em PROGRESSÃO GEOMÉTRICA (na qual q é desembestado), ao contrário da superfície terrestre que, à semelhança da banheira do CHACRINHA, continua do mesmo tamanho. Sem pretender questionar a importância da Unicamp para o desenvolvimento das ciências, quase aposto que parte considerável do campus é, atualmente, ocupada por dormitórios de automóveis. Questão de escolha da comunidade unicampiana, bien sûr.
Hoje, cidadão em FLORIANÓPOLIS e, eventualmente, frequentando a UFSC, tenho acompanhado a discussão sobre um dos GARGALOS que complicam a MOBILIDADE URBANA na Ilha. A atual administração municipal afirma que não pode eliminar o congestionamento entre a UFSC e a Via Expressa Sul sem que seja cedida (à prefeitura) área suficiente para duplicar o trecho da Rua Edu Vieira, lindeiro à Universidade.
Há um intenso
DEBATE, pois a Universidade faz algumas exigências que a administração municipal julga descabidas, a ponto do Vice-Prefeito ameaçar pedir intervenção federal no processo. Uma cidade que se pretende moderna, às vezes, passa por situações como esta.
Agora, pendengas urbanísticas à parte, só estranho o fato de algumas personalidades ilhoas afirmarem que a Universidade está sendo, no mínimo, ingrata (termo meu) para com Florianópolis, pois a área que ocupa lhe foi cedida para sua instalação e tem obrigação de acatar a requisição da administração municipal. Salvo engano, pela primeira vez fico sabendo que uma universidade foi beneficiada com a concessão de área para sua instalação. Sempre acreditei que universidades fossem benéficas aos municípios onde se encontram instaladas. Tenho lido que, por vezes, municípios entram em ferrenhas disputas para ter parte de seu território “invadido” por instituições de ensino. Estou equivocado?!
Perguntinhas (ora, direis: - que blogueiro que gosta de perguntar!):
- Trocar espaço destinado à Educação por ruas ou avenidas é uma atitude moderna?
- Depois de fazer a tal duplicação, se em dois anos o congestionamento retomar seu posto, a UFSC deve ceder mais uma fatia?
- Não há mesmo ALTERNATIVAS para resolver o crucial nó cego em que está se transformando a (i)mobilidade urbana em Florianópolis, assim como acontece na maioria das cidades brasileiras?
Com a palavra, os porventura interessados.


Ps.1 - fontes e muito mais informações nos HYPERLINKS (palavras realçadas).
Ps. 2 - Meu amigo Edinho, grande batera, parece estar morrendo de vergonha.

20 dezembro, 2007

VIOLÊNCIA NO TRÂNSITO

Meu povo,
Assim como a maioria das pessoas, nem sei quantos amigos, vizinhos e conhecidos perdi bestamente nesta máquina de moer gente que é o tal trânsito brasileiro, seja nas estradas ou nas cidades. E todas estas perdas foram desnecessárias e evitáveis.
Já morei em várias cidades e estados e, mesmo assim, fico encabulado com a quantidade de acidentes em Santa Catarina. E não resolve por a responsabilidade nos buracos das estradas. Basta ver os acidentes que ocorrem na Av. Beiramar Norte, com suas várias pistas e canteiros entre as mesmas. Ou o fato de, quase todo final de semana, alguém falecer porque bateu a motocicleta contra um poste ou uma árvore.
Em boa hora, antes de começar a temporada de verão e conseqüente aumento dos acidentes automobilísticos, o Grupo RBS lança a campanha “Violência do Trânsito - Isso Tem que Ter Fim”
A reportagem especial do Diário Catarinense pode ser lida em: http://www.clicrbs.com.br/diariocatarinense/jsp/default2.jsp?uf=2&local=18&source=a1712309.xml&template=3898.dwt&edition=8987&section=846

“DIÁRIO CATARINENSE, 19 de dezembro de 2007
Reportagem Especial
Basta de violência no trânsito
Para tentar evitar a carnificina nas estradas e nas ruas que matou pelo menos 261 pessoas em Santa Catarina no verão passado, a RBS lança campanha de conscientização com o objetivo de atingir o público que mais morre no trânsito - os homens de 18 anos a 29 anos.
(...)

Boa sorte pra nós!
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