Palavras brincantes, nem sempre sisudas. Às vezes, sim. Normalmente, não. No fundo, e no raso, não passa de meu playground. Como playground não é para ser curtido sozinho, todos estão intimados. Um detalhe: este blog não faz a menor questão do novo trambique ortográfico.
01 julho, 2014
POR QUEM COCHILA O POVO DA ESTUFA
03 outubro, 2008
EXISTE POLÍTICA PARA ALÉM DO VOTO?
Como gosto de uma briguinha, o trem segue do jeito que veio.
E aí, torcida brasileira?
Daqui pra baixo é com ele:
E aí Chassa, tudo beleza?
Como havia lhe dito...
Aproveito pra te repassar uma entrevista feita conosco pela Agência de Notícias Anarquistas, sobre o Filme.
Poendo repassar e difundir esta entrevista aos seus contatos agradeço! Pois assim estará colaborando na guerrilha de distribuição direta do mesmo...
Abraços, Axé, Arte e Anarquia!
Juliano
O período de alienação e propaganda eleitoral para a escolha de prefeitos e vereadores em todo o Brasil já começou. Programas, slogans e discursos já estão sendo bombardeados em todo o País oferecendo o "paraíso". Vote X e terá transporte gratuito. Vote Y e terá saúde. Vote W e os impostos diminuirão. Etc. Etc. Etc. O/as anarquistas recusam-se a fornecer tais cantinelas, a cair no mero jogo de palavras, do charlatanismo político. Além de uma desonestidade, ele/as acreditam que ninguém tem a solução na manga para resolver todos os problemas da sociedade. No documentário Existe Política Além do Voto?, os autores nos chamam à reflexão crítica sobre o estrume eleitoral. A ANA teve uma conversa rápida com um dos realizadores do vídeo. Leia a seguir.
Agência de Notícias Anarquistas: Sobre o vídeo de vocês "Existe Política Além do Voto?", falem um pouco a respeito, do que se trata, quais os objetivos de produzi-lo...
Juliano Gonçalves da Silva: O Existe Política Além do Voto? busca responder uma dúvida existencial: será que tudo que existe é sagrado e não deve ser mudado ou revisto justamente por ter sido sempre assim ou pelo contrário tudo deve ser dito, rediscutido e desconstruído pra estruturação de uma melhor vida social coletiva? Os objetivos foram o de utilizar as novas técnicas da comunicação a favor da Anarquia, propiciando uma ferramenta de inserção social e um diálogo mais fluído com o povo, na medida em que grande parte da população brasileira é analfabeta, e por outro lado tem uma alfabetização visual (graças até a rede Bobo e seu padrão de "qualidade") e cultura oral de ampla tradição. Além disso, a produção do documentário visava conformar mais um dos diversos materiais que coletivamente produzimos nas ultimas eleições pelo Comitê Agora é Luta!, composto entre outros pelo grupo Rusga Libertária para a campanha: Não vote, Anule, Lute! Que incluía panfletos, cartazes, pixações-graffitagem, artigos em jornais, debates, camisetas e santinhos em Cuiabá/Mato Grosso.
ANA: E o que motivou vocês a fazerem o vídeo?
Juliano: A visão de que arte tem uma função na sociedade e que esta pode ser inclusive a de questionar os elementos sagrados da própria sociedade. Eu particularmente estava com o lema de uma idéia na cabeça e uma câmera na mão, além do compromisso e engajamento do cinema com a transformação da sociedade. Isto junto com o a crítica a institucionalização estatal cinemanovista no Brasil e os elementos sarcásticos e anárquicos do cinema marginal cujo lema é se não pode mudar, então vamos avacalhar. Cabe ressaltar que fazer cinema no Brasil é algo muito difícil e fazer cinema sem dinheiro público e autonomamente então nem se diga. Os grupinhos que ficam atrás da grana pública são muito fechados e mancomunados com os poderes e poderosos. Ainda não temos uma filmografia anarquista constituída no Brasil, que me venha à cabeça temos os já clássicos: Os Libertários do Eduardo Escorel, O Pão Negro e Os episódios da Colônia Cecília, além de documentários sociais recentes, diferentemente do cinema mundial como já foi sistematizado no excepcional livro ainda inédito em português: Cine e Anarquismo – La utopia anarquista en imágenes, de Richard Porton.
ANA: Quanto tempo levou para produzir o vídeo? É um vídeo no estilo "faça você mesmo"?
Juliano: Pra fazer o filme foi jogo rápido, creio que um mês, sob a pressão da campanha que tocávamos paralelamente com diversos compas. Sim, façamos nós mesmos coletivamente, queríamos desconstruir a idéia autoral tradicional e a ilusão da montagem, diminuindo a quase zero efeitos e trucagens, por isso só usamos cortes secos. O exemplo da produção coletiva dos filiados ao Sindicato de Cinema ligado a CNT da Espanha, que recentemente circulou o Brasil (que, aliás, tá na mão pra disseminarmos), da Mostra de Cinema Anarquista produzido durante a Guerra Civil Espanhola nos guiou. E as brincadeiras que fizemos no filme como a dessincronização (a lá Tri-min-há) entre sons e imagens denunciam este engodo. Enfim, já basta de cortes molhados melodramáticos e do domínio da edição nos filmes, lembremos que existe cinema também além de Róliiude e nós fazemos o melhor cinema brasileiro do mundo.
ANA: Alguma curiosidade ou dificuldade enfrentada ao fazê-lo?
Juliano: A desconfiança de dar depoimentos discordantes que vão contra o consenso fabricado como diria Chomsky é hoje cada vez maior, a câmera intimida mais que aproxima, o medo reina na sociedade, mas em finais de 2006 a roubalheira e a indignação era tanta que conseguimos registrá-la no filme. Isso dificulta a integração antagonista, mas é um reflexo da apatia generalizada da sociedade. Há momentos do filme em que nos deparamos com a precariedade como no microfone que tem que ser operado pelo entrevistador, ao mesmo tempo, que faz as perguntas e tem que estar quase dentro do entrevistado em função da inexistência de boom direcional, o que nos obrigou a sermos criativos pra superar a nossa precariedade e tirar o melhor proveito dela. Mas esta é a nossa condição de latino-americano e da miséria das condições técnicas, tirar leite de pedras tem sido a nossa contribuição ao cinema mundial, vide a "estética da fome" e mais recentemente "a cosmética da miséria", assim as dificuldades desta ordem não são a exceção e sim a regra.
ANA: Como as pessoas podem conseguir uma cópia do DVD?
Juliano: Mandando uma mensagem pro agoraeluta@yahoo.com.br solicitando o filme (recebendo resposta com as instruções para pagamento) ou carta pra Caixa Postal 10062, Cep 88062-970, Yjureré Mirim/SC, com cinco reais camuflados (coloquem dentro de um papel carbono), que cubra os custos do DVD e do envio postal. Foda-se a propriedade intelectual, é mais um roubo como diria Proudhon, talvez tenhamos problemas com a Ancine e a Programadora Brasil. (risos) Mas acreditamos que os filmes existem para serem vistos. Creio que o Existe... é um bom ponto de partida pra reunir os amigo/as, vizinho/as e conhecido/as da comunidade e discutir o que fazer frente a mais este circo eleitoral que se aproxima. Assim podemos coletivamente desmascarar esta farsa que ganham os de sempre a partir da fala do próprio Ceará no vídeo: "pra se vencer uma eleição só é preciso duas coisas, muito dinheiro e muita mentira". E finalmente tomar-nos nosso destinos em nossas mãos, como mostram outros exemplos pelo mundo. Mais recentes como a Outra Campanha e a Comuna de Oaxaca no México, o movimento popular argentino "Fora todos que não reste nem um só", a mobilização Boliviana pela água-gás ou menos recentes como as coletivizações na Espanha, os marinheiros em Kronstant , Makno e a Golai Polei, as Comunas de Paris e as barricadas do desejo do 68, e tantas outras experiências de autogestão social com democracia direta. Que evidenciam a ineficácia, ineficiência e incompletude dessa dita democracia que estamos vivendo.
ANA: Quer acrescentar mais alguma coisa?
Juliano: Gostaria de me solidarizar publicamente com você Moésio que tem sido ameaçado pelo essencial trabalho com o coletivo da ANA, por esta corja de ditas autoridades institucionais e seus asseclas na Prefeitura de Cubatão, representando um dos braços do Estado dito de "direito", que não se lembra do direito essencial de liberdade de expressão que o sustenta. Apoio Mútuo e Solidariedade Ativa serão sempre marcas libertárias, garantiram e garantem a nossa existência social por isso: Paz entre nós e guerra aos Senhores! E o melhor protesto que podemos dar a esse Estado é a nossa resposta nas urnas. Felizmente estamos voltando a um tempo em que as idéias tornam-se perigosas. Cabe ressaltar que ultimamente muitas outras esferas dos aparelhos do Estado tem se dedicado a perseguir as idéias libertárias e seus difusores. E se está incomodando é por que tem sido eficiente, conjuntamente aos esforços de outros grupos e individualidades libertárias, autônomos e de contra-informação antagonistas com seus trabalhos em diferentes campos nos têm permitido ver além... do que o capital nos quer obrigar a ver. E lembrando Jean-Luc Godard, para mim um grande anarquista da linguagem cinematográfica, no seu Histórias do Cinema, diz que a natureza é superior a arte, que o lugar de toda criação é o homem (não nenhum partido ou classe social) e que o homem (um criador criado) tem em seu próprio coração lugares que não existem... Juntando a Durruti que diz que nós, anarquistas, trazemos um mundo novo em nossos corações e ele vem crescendo... Só posso desejar à todo/as: Luz, Câmera... Anarquia! Avante o/as que lutam! E um grande AXÉ!
agência de notícias anarquistas-ana
"Vento traiçoeiro
Passou pela minha mente
Varreu os meus sonhos"
Tony Marques
Discussão Libertária!! forumlibertario@grupos.com.br
13 setembro, 2008
SERÁ A KKK?
-“Você vai querer ver p PT de volta à prefeitura?”
Caraca! Só falta aquele capuz branco, da cor da alma dele. Deve ser contra o sistema de cotas, também.
Só não estranho porque aprendi, fora das aulas de História, que boa parte dos feitores, durante a escravidão brasileira, eram negros. Lembra-me aquele rap de Gil e Caetano.
Negro de alma branca é o maior perigo, mano!
03 setembro, 2008
JORNAL DA NOITE (BAND)
Nos tempos de Maílson saltitando pela Esplanada dos Ministérios, como era mesmo o grau de confiança dos investidores? Alguém se lembra?
Ps. 1 - não é possível afirmar que o brasileiro é, antes de tudo, um corno, né mesmo?
2 – Grampos & algemas: como sempre, não é preciso investigar o bandido; basta prender o delegado.
Ps. 2- agora, que tem gente que insiste em difundir esta tese, parece que tem.
02 setembro, 2008
GRAMPOS, CABIDES & CIA.
- “(...) defendo até mesmo o impeachment do Presidente Lula. Um presidente de bom coração não pode continuar governando. (...) Todos sabem que o pai que não faz o filho chorar, acaba chorando pelo filho”.
Alguém de algum dos conselhos tutelares comentará esta jóia?
Em tempo: Seo Mozarildo propõe cotas cabidais para parentes.
10 março, 2008
CRITICAR, CRITICO!
Criticar, critico tudo o quê me dá vontade. Minha agora é onde alcanço. E vc sabe que criticar não é falar mal disto ou daquilo.
Costumo assistir o programa, sempre que tou em casa nas noites em que é apresentado. Interessa-me saber o que todo tipo de pessoa pensa. Meu viver é totalmente dependente do viver de todos os seres e estares. Chamo-o de PROGRAMA DE CONCORDATES porque, embora seja anunciado como um programa de debates, rarissimamente convidam pessoas com opiniões opostas. O normal é ficar só na base de comentários concordantes. Assim como o Roda Viva, que também gosto. Curto mesmo é o PROVOCAÇÕES. Por que será? {8¬)
Quanto ao que eles disseram, e aí vai minha opinião sobre a academia, principalmente, sobre a postura dos profissionais das ciências humanas, não sou tão cruel ao ponto de querer que a professora de direito internacional (não me lembro o nome) vá enfrentar aquela mosquitada amazônica; muito menos, balas de verdade. O que quero é que um(a) analista como ela deixe claro que está falando de guerrilheiros sem saber o que é ser guerrilheiro; que só pisa na lama quando vai passear na chácara ou o Pirajussara invade seu caminho.
Às vezes, incomoda-me ver alguém que não deve ter coragem de ir caminhando à padaria depois que escurece chamando presidentes, bem ou mal escolhidos pelos seus eleitores, de medíocres. Sabe lá ela o que é ser, ao menos, vereador em Xirica dos Confins? É, ao menos, síndica do seu condomínio ou participa da associação de moradores do seu bairro?
Pode-se gostar ou odiar bushes, sadams, bin ladens, malufes, papas bentos, madres terezas, serras, lulas e jkzes. A questão é deixar claro que nunca se sentou naquela cadeira ou teve que decidir se o avião deve levar bomba ou remédio. E opinar a partir daí.
A capa da Veja diz que Fidel já vai tarde. O cara que escreveu, os editores que aprovaram a publicação, têm peito pra ir à Havana e dizer isto, pessoalmente, ao cabôco barbudo?
Jornalista – e estou generalizando, é igual fiotão criado com a avó, como se diz no interior de SP: se alguém diz que não gostou do que ele escreveu, que tem de ser responsável pelo que escreveu já fica todo melindroso: “olha que vc não está respeitando a liber(impuni)dade de imprensa!”
Costumava dizer ao meu irmão Patinho, quando convivíamos de perto, que um biólogo, normalmente, só sabe como é uma borboleta quando ela está espetada numa daquelas besteiras de primeiroanista chamada insetário. Ou, então, fatiada na lâmina de um microscópio. A borboleta está uma borboleta quando, entre outros momentos, voa pela mata, pousa numa flor ou estaciona na boca de um sapo.
Simplificando, é como um agente de saúde pública, não importa o cargo, portando uma carteirinha de convênio médico.
Pra amenizar, segue uma brincadeirinha sobre o tema.
[ ]’s
{8¬)
critico
o criticar não é o não gostar
o olhar da criança
à colher de papa oferecida
anterior ao se decidir
por engolir ou não
nem sempre é birra
bem pode
já ser um postar-se criticamente
11 dezembro, 2007
CPMF, KAFKIANO TRANSTORNO
-“Vossa excelência votou contra a criação ”do” CPMF quando ela foi criada. Agora, quer perpetuá-la pra garantir o terceiro mandato!"
-“Vossa excelência votou a favor da criação da CPMF. Agora, diz que ela aumenta a carga tributária.!"
Outra coisa interessante é o tal Mão Santa dizer que é médico há quase 40 anos... Só se for por telepatia. Já imaginaram suas parnasianas receitas?
-“Esta receita de óleo de rícino foi desenvolvida por Lavoisier para curar a dentada que o Incitatus deu em Rui Barbosa - que tá ali, ó! - por não ter gostado do Encilhamento, senador da República que também o era.”
E o Stanislaw ainda comete o impropério de dizer que o samba é do crioulo doido...
04 agosto, 2007
SERÁ QUE FALTOU KOMBI?!
Senão, leiamos: http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u317645.shtml
"Uma manifestação contra o governo Lula reúne cerca de (...)
Vários participantes se dizem "de direita", mas afirmam que o movimento não tem vinculação partidária."