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07 março, 2013

FORA ELEITOR?!



Passada a modinha do #ForaRenan, tentarei conversar sobre o assunto sem provocar a bronca dos amigos, dos inimigos (tenho algum?) e dos nem tanto. Enquanto não surge outra...
Hey ho, Let’s go!
RENAN CALHEIROS (PMDB-AL) foi eleito para o Senado em 2010. Eleito conforme os mandamentos da legislação eleitoral em vigor. Simplificando: 33,42% dos eleitores alagoanos cujos votos foram válidos escolheram-no para o cargo. Então, ele está no Senado Federal por livre escolha de cerca de um terço dos eleitores alagoanos. De forma igual foram eleitos os outros 80 senadores e os 513 deputados federais. Também assim o foram governadores, deputados estaduais, prefeitos e vereadores. Muitos deles, com processos até na instância criminal. Talvez você que me leia queira me retrucar que o eleitor nordestino não sabe votar. Sugiro que confira bem como foi o processo eleitoral no seu estado e na sua cidade. Independentemente de sua zona eleitoral, pode ser que o teu eleito seja uma pessoa bacana; pode ser que não. As diferenças entre os brasileiros não são tão grandes assim, por mais que sonhem bairristas & ACMelhados.
O eleitor, este ser que, o GOLPE MILITAR de 1964, entre outros episódios nacionais, eliminou temporariamente, voltou a exercer o poder de escolha de quem gere seu destino nos quesitos social, político e econômico. Esta volta não foi fácil, conforme o VÍDEO nos mostra. Aliás, é interessante como o golpe em pauta consegue ter viúvas que nem haviam nascido ao tempo de sua vigência. Pois é, o eleitorado brasileiro – que inclui, também, os que votam nulo, abstêm-se ou preferem aproveitar o dia para viajar – decide. O resultado desta decisão, como qualquer outro tipo de resultado, não agrada todo mundo. Principalmente, não agrada àqueles que se recusam a participar ativamente do processo. Já percebeu que os reclamantes, normalmente, não são aqueles que pegam o touro pelo chifre?
Enfim...
Você votou? Por que votou em quem votou? O que tem feito aquele em quem você votou?
Não votou? Por que não votou? Por que sonha acordado como um daqueles ENCAVERNADOS platônicos?
De minha parte, estou fã do eleitor. Torço para que sempre reflita antes do voto e que, principalmente, acompanhe o desempenho de seus candidatos no caso de serem eleitos. Enquanto isto, esforço-me para participar ativamente das tomadas de decisões no que diz respeito ao meu viver. Acredito que quem se coloca à margem não está livre do destino do grupo: as margens do rio são partes do mesmo.
Ou estou equivocado?

Ps.1 - o vídeo cita o filme NOVEMBRADA, de EDUARDO PAREDES. Ps. 2 - Para saber muito mais, clic nos HYPERLINKS (palavras realçadas).  

27 junho, 2010

OUTROS ENGENHOS; OUTRAS CHEIAS

Acompanho, pelo noticiário, o que acontece com parte dos meus irmãos nordestinos em conseqüência da CHEIA que assolou regiões de PERNAMBUCO e ALAGOAS.
Muitos prejuízos materiais e, principalmemte, sociais, com aqueles que mais sofrem perdendo o nada que tinham - se é que isto é possível - perdendo até mesmo a própria vida. Impossível não ficar consternado ao ver as cenas e ler os relatos sobre mais esta tragédia causada por equivocadas escolhas humanas. As mesmas escolhas, com pouquíssimas diferenças, que causaram os estragos em
SANTA CATARINA no ano de 2008. Da mesma forma como está acontecendo em algumas praias de FLORIANÓPOLIS.
Entretanto, o mais triste, é perceber que estas equivocadas escolhas continuam nos sendo "vendidas" pelos poucos que sempre lucram com elas. Pior: são "comparadas" pela maioria da população devido à inocência ou opção pela desinformação. Haja visto o ilegal
CÓDIGO ESTADUAL DE MEIO AMBIENTE, embora aprovado pela Assembléia Legislativa de Santa Catarina.
Logo em seguida às tragédias, fala-se muito na FALTA de prevenção. Antes das tragédias, pouco se fala e, menos ainda, pratica-se a prevenção. Pensa-se (o Humano é um bicho de memória seletiva e curta) que a recente CHEIA alagoana é uma novidade; a maioria dos brasileiros já se esqueceu até da CHEIA catarinense. Inclusive muitos alagoanos e catarinas. Ler, talvez, possa nos ajudar a compreender um pouco mais sobre este fenômeno que deve continuar a existir por mais um bocado de tempo.
Na obra
MENINO DE ENGENHO (Editora José Olympio, 1981) o paraibano JOSÉ LINS DO REGO descreve uma cena vivida em sua infância. Pura poesia. Triste? Depende da opinião de quem o ler.
Vamos lá?






Ps.: clique nos HYPERLINKS (palavras realçadas) e verá muito mais além desta postagem.