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24 dezembro, 2014

NÃO LAMURIE, REME!

"Leve um homem e um boi ao matadouro
o que berrar é o homem
mesmo que seja o boi"

Interessante esta indignação que assola a lateral esquerda ao tomar conhecimento da escalação do escrete ministerial que entra em campo em 2015, capitaneado por Dona Dilma, nossa Presidenta. Sim, nossa Presidenta. Digo-o da mesma forma que dizia estar presidentado por Lula, F(T)HC, Itamar, Collor ou ditadoriado por Figueiredo, Geisel et caterva. Porque, conforme já disse em postagem anterior, os eleitos nos representam, mesmo que nem sempre façam o que julgamos adequado; mesmo que não os aceitemos; mesmo que tenhamos votado em outro candidato, anulado o voto ou ter optado pela abstenção.
Por gosto ou por desgosto do político eleitor, o político eleito para chefiar a administração – federal, estadual, municipal – terá que dividir as tomadas de decisão com os políticos eleitos para criar as leis e com os ocupantes do Poder Judiciário, cuja função é cuidar para o bom andamento do processo. Então, vamos parar de chorumelas e cobrar trabalho dos escalados por Dona Dilma. E cobrar trabalho não é se incrustar no muro das lamentações oferecido pela grande inpremça, representantes dos patrocinadores de sempre, cujos interesses são o nosso real problema.
A cultura judaico-cristã instituiu a ideia do “salvador da pátria” com tal eficiência que até ateus e a toas acreditam nisso. Os resultados têm sido decepção e revolta inútil. Mais importante que o diretor são as diretrizes a serem executadas por ele. Posto isto, vamos fazer as cobranças no campo das diretrizes, vamos influenciar na sua formulação. É por aí que avançaremos rumo a melhores condições de vida para todos. Todos os ministros são demissíveis e sua manutenção no cargo dependerá de como a maior parte da população encarar o trabalho a ser executado por eles. A força está no movimento, não no lenço.
Quanto aos puristas de plantão, que curtem recitar poesia enquanto alguém toca a canoa, lembro o que aconteceu em Santa Catarina. Creio que foi o único estado em que o PT lançou chapa pura ao governo. Na hora da onça beber água, boa parte dos políticos eleitores que abominam as coligações armadas para vencer eleições pulou da canoa. Quando CLÁUDIO VIGNATTI foi conferir os votos dos puros de consciência, eles não estavam lá. Preferiram a segurança da arquibancada que o risco da arena.

Assim sendo, vamos arregaçar as mangas e pegar o remo que nos couber, seja ele de situação ou de oposição ao que propor o capitão da canoa, conforme os anseios de cada um. Dizem que, na luta entre o rochedo e o mar, quem sofre é o marisco. Talvez seja opção do marisco. E sofrimento é uma opção que não costuma contribuir.

Ps.: saiba mais clicando nos HYPERLINKS (palavras realçadas).

20 dezembro, 2014

OS ELEITOS NOS REPRESENTAM

Passada a eleição, Política continua sendo um assunto em pauta, pois o processo eleitoral não finda: políticos eleitos já se candidatam no instante mesmo da posse. Políticos eleitores, mesmo que não o percebam, também já estão envolvidos nas eleições seguintes. Assim sendo, o período entre uma eleição e outra pode ser usado pelos eleitores para acompanhamento e cobrança referentes aos atos dos eleitos. Também pode ser oportunidade de reflexão a respeito da importância do ato de votar – inclusive para quem prefere as opções nulo, em branco ou abstenção – já que todos os viventes participam do processo eleitoral. Mesmo aquele que se abstém participa, pois seu ato influencia no resultado. Aliás, até mesmo mortos participam, o que se constata na intensificação da influência de Eduardo Campos justamente após sua trágica morte.
Outro ponto que merece atenção é o fato de que, quando elegemos um candidato, independentemente do partido ao qual pertença, estamos oportunizando poder de decisão ao grupo de entidades e cidadãos representados por ele. No atual sistema eleitoral brasileiro, os partidos reúnem-se – ou se distribuem – conforme os interesses que representam. PP e PMDB, para citar dois, tinham filiados distribuídos em apoiadores dos dois principais concorrentes à presidência da República, Aécio e Dilma (em ordem alfabética). O eleitor que não percebe isto corre o risco de ser tratado como simples correia de transmissão de discursos fabricados por marqueteiros que são, por isto mesmo, incluídos no processo.
 Então, devido ao nosso estilo de participar da Política, no Congresso Nacional já estão formadas, entre outras, bancadas como a Ruralista, a da Escola Privada, a da Saúde Privada e a dos Grupos de Comunicação. Por qual razão será que não há bancadas da Agricultura Familiar, da Escola Pública, da Saúde Pública e da Cultura?
Afinal, por que será que estamos representados pelos eleitos, mas nossa sensação é a de que nossa vontade não?

05 outubro, 2014

VOTO SIM!

A poucas horas do início da votação que elegerá @ mandatári@, a GLOBONEWS transmitiu uma edição especial centrada nas Eleições 2014. Entre outras matérias, exibiu o perfil, segundo seu estilo de isenção, dos três candidatos mais prováveis de alcançar o sucesso. Obviamente, para mim, iniciaram com o perfil de DILMA acentuando sua participação no movimento político que enfrentou a ditadura civil, estrelada por militares.
Em seguida, o programa apresentou o perfil de AÉCIO, destacando sua participação numa escola de samba mirim, sua ligação com Tancredo, e seu desempenho como governador de Minas, estado em que seu candidato, “estranhamente”, parece que será derrotado ainda no primeiro turno. Faltou fecharem com uma frase do tipo “um cara supimpa!”.
Por último, apresentaram o perfil de MARINA, com suas dificuldades em sobreviver às doenças e às relações políticas entre outras procelas. Fosse eu de ter dó, teria. Porém, não sendo um fiel praticante da cultura judaico-cristã, igualmente não pratico a piedade ou a compaixão.
Considerando o já citado estilo de isenção, a forma de apresentar a história dos candidatos não deixa de ser uma tentativa de influenciar a tal voz esganiçada das ruas. É comum aos conservadores, antiquados e modernosos, difundirem a crença de que o devido lugar da massa é na estufa.
Eu cá, voto tranquilo. Aliás, como sempre.
Primeiramente, por saber que, independentemente do partido a que sejam filiados, os candidatos a presidente, por exemplo, representam grupos compostos de membros de vários outros partidos. A diferença está nas propostas apresentadas e não nos apoios, declarados ou não.
Segundamente, porque gosto de ler jornais desde que aprendi as primeiras palavras. Também tive o privilégio de ter frequentado a UNICAMP nos tempos em que universidade realmente merecia este epíteto. Lá, quase me tornei um estudante de História.
Terceiramente, porque tenho razoável memória e sei o que eles fizeram no passado. Além de ter nascido naquelas Geraes que, de há muito, merecem outro destino que não o de ver seus veios abertos e sugados pelos mesmos.
Quarta – e finalmente – porque, conforme ficou claro no DEBATE DA GLOBO, o derradeiro antes da votação, os opositores de minha candidata preferida juraram de pés juntos que vão manter os programas do atual governo (BOLSA FAMÍLIA, PRONATEC, PRÉ-SAL et caterva), pois reconhecem sua importância.

Assim sendo, você que não vai votar em Dilma, diga-me porque razão vai votar em outro candidato. Que tal elogiar seu candidato? Vamos lá?

11 novembro, 2010

CPMF SEM P: RETORNO OU TRANSTORNO?

Para começar, creio que ficou claro na postagem anterior que, do meu ponto de vista, o maior problema em relação à carga tributária, alta ou baixa, é a recusa da maior parte da sociedade em acompanhar seriamente o que é feito com os recursos públicos. Ela só se lembra do posto de saúde, para ficarmos no tema, quando precisa dos seus serviços. Acabo de assistir pela TVBV, de Florianópolis, que a Secretaria Estadual da Saúde de Santa Catarina não repassa os recursos devidos ao HOSPITAL DE LAGES. Alguém ouviu, antes das eleições, algum jornalista comentar sobre este tipo de relacionamento entre a referida Secretaria e o hospital que Raimundo Colombo (DEM-SC), governador eleito, orgulhava-se de ter ampliado? Ele, assim como Dilma Roussef (PT), foram eleitos com a proposta de dar continuidade às atuais administrações estadual e federal. Torço para que os dois melhorem a situação que encontrarão a partir de 2011. Afinal, os próximos anos de nossas vidas dependem de suas atitudes.

O importante de um imposto que incida sobre a movimentação financeira é ser aplicado exatamente onde deve: na circulação da riqueza. É o que, por exemplo, deveria ser o tal imposto de renda. Assalariado recolher imposto de renda é que é uma tremenda incoerência, pois SALÁRIO não é RENDA. E não estou vendo assalariados reclamando disso.

Tomara a CPMF (sem o P), ou seja lá o nome que venha a ter, seja instituída no bojo de uma efetiva Reforma Tributária que torne nosso regime de tributação um mecanismo de crescimento da economia e de diminuição das desigualdades sociais atualmente existentes.

Em relação à fiscalização, da mesma forma que outros tributos, a CPMF também atuava como um mecanismo de identificação da má versação de verbas, públicas ou privadas. A conjunção TAMBÉM foi utilizada porque a CPMF não era O (artigo definido) instrumento de fiscalização.


Sobre a partidarização da discussão sobre a necessidade da sua volta, fica complicado que algum dos partidos políticos acusar o(s) outro(s), posto ter sido criada no governo FHC e mantida, enquanto foi possível, no governo LULA. Para reforçar esta minha afirmação, lembro que Antônio Anastasia (PSDB-MG), governador eleito sob as bênçãos de Aécio Neves, atual estrela tucana,
manifestou-se favorável à sua existência, segundo a FOLHA.COM: “ANASTASIA DIZ CONCORDAR COM VOLTA DA CPMF 'APERFEIÇOADA'” (prestem bem atenção à data da reportagem.

Quanto ao destino dos recursos arrecadados numa eventual ressuscitação da CPMF (insisto que sem o P), tomara sejam, se discriminado em lei, totalmente aplicados à promoção da SAÚDE; se assim serão aplicados ou não, assim como no caso dos demais, dependerá da vontade dos contribuinte. Como sempre.


Em tempo: aos ingênuos de plantão sugiro a leitura de CÂNDIDO, de Voltaire. Nada tem a ver com o tema, mas, talvez, tenha tudo a ver com a movimentação de boa parte daqueles que aderem a abaixo-assinados.

Ps.: saiba mais clicando nos HYPERLINKS (palavras realçadas)

09 maio, 2008

DAS PÉROLAS INQUISITÓRIAS

Seo Arthur, O Virgilante, ao iniciar o interrogatório da Dona Dirma, cita Mário, O Covas:
“Muito cuidado ao enfrentar mulheres. Algumas apanham como mulheres, mas batem como homens.”
Perguntas:
1 - como é mesmo o nome daquele cavalo do Calígula alçado à categoria de senador?
2 – o Incitatus seria menos sexista?

SENADO BRASILEIRO 09/05/08

1. Pedro Simon sobe à tribuna e discursa exigindo que o Congresso Nacional investigue as interferências políticas na avaliação da Ex-Vale do Rio Doce, quando da sua privatização. Frisa, repetidas vezes, que não defende a sua reestatização e até deseja que ela continue crescendo e adquirindo outras empresas mundo afora.
Um pouco atrasado, né Seo Pedro?

2. Seo Arthur, o Virgilante, desafia Dona Dirma pra um debate sobre quem foi mais importante para a democracia brasileira: ELE ou ELA.
Posso ser tendencioso, pois ninguém está livre disso. O fato é que me parece que ele, assim como Seo Agripino (a julgar pelo seu pronunciamento durante a sessão inquisitória aplicada à Dona Dirma) acredita que a tal vitória da democracia brasileira sobre o regime militar deve-se aos covardes.
Como diz Véio Leite: depois da onça morta, todo mundo mija no couro.

3. Como não portava fósforo, isqueiro ou pedra de binga, quando na supracitada sessão inquisitória, Arthur, o Virgilante exige que ela compareça perante a Comissão de Justiça do Senado.
Com deverá ser mais uma lenta agonia, seria interessante a presença de vendedores de amendoim, pipoca, pastel e cigarros. E lenços, por que não?