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08 março, 2014

MULHERES: MAIS UM FELIZ DIA!

O Fratura Exposta retoma as atividades num dia pra lá de bacana. Principalmente, porque o Mundo homenageia estas criaturas divinas. Divinas, nos sentidos estrito e lato. E é por isto que tasco este poemeta composto lá nos antigamente, mas que ainda reflete meus pensamentos nestes atualmentes e, tenho fé, perpetuar-se-á nos futuramente. Arrombei com esta mesóclise, hein?
E vamos poetar!


pra tu vê

deus
um cabôco de muita paciência
(um trem que poderia ter feito num vapt-vupt
optou por investir uma semana da sua santa eternidade!)
fez o mundo e as coisas todas:
as paradas, as móveis e as imóveis
fez o homem
         (os imóveis inventaram os automóveis)
e de uma lasca deste
fez a mulé

pronto o serviço
deu um passo pra trás
enxugou o suor da testa
         (embora o sol só tivesse uma semana de brilho
tava de rachar mamona)
admirou aquela sua obra-prima
         (até pensou umas besteiras mas...)
sorriu satisfeito e disse:
- cuida deste trem todo pra mim, minha filha

no sétimo dia
criou as férias e partiu pra curtir uma ilha famosa
chegou a ser visto flanando pela noite do centrinho da lagoa
(embora ninguém o tenha fotografado
há quem jure ter ouvido um cabel(barb)udo exclamar
ao ver um semelhante a enfiar sementes num barbante:
- jisuis! haja paciência!)

tava feito o paraíso

não fosse este bando de cornos
(alguns estabelecidos
outros candidatos a)
que teimam em não obedecer as gerentas
a gente tava nadando de braçada

08 março, 2013

ÀS FLORES: O JARDIM



Um poema dedicado - porque, nelas, inspirado - às meninas que acreditam que Vida é Movimento.
Bejotas procês!
{8¬)

JARDIM


Sabe, como as outras, que desfruta do mais
belo jardim e que o bondoso
jardineiro jamais deixaria
alguém lhe arrancar
uma pétala sequer.

O canteiro fica em frente à janela da
menina mais romântica da aldeia.

O seu mais profundo desejo é ser levada
para o pequenino vaso de
porcelana branca com
passarinhos azuis e amarelos
posto sobre o criado mudo,
ao lado da cama, cujos  lençóis
exalam as mais  finas
fragrâncias de colônia
e platônicas paixões
arrebatadoras.
Ah... aquele brilho que suas pupilas irradiavam
quando, ao chegar do colégio,
jogava-se sobre a cama,
abraçada à almofada, em meio
a murmúrios e suspiros profundos.

Tudo o que quer nesta vida é trocara segurança
das mãos do velhinho e os beijos
profissionais das abelhas e borboletas
pelo suave roçar daquela pele aveludada
ou, pelo menos, um simples olhar.

Todas as outras, como soe acontecer, repreendem-na,
meneando suas corolas  ao vento, por esta
inconseqüência adolescente de  sonhar
em abandonar a terra fértil do canteiro,
o regador infalível etc.

No entanto, lá no íntimo, todas sabem que a vida é uma
.