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02 janeiro, 2016

E OS CATASTROFISTAS SE CATASTROFARAM...

  
...como sempre.
2015 foi mais um ano classificado pela Gramde Inpremça como apocalíptico. Que nem que aquele papo de 2014 batizado de NÃO VAI TER COPA. Como se viu, a Copa de 2014 teve quase tudo: aeroportos, hotéis, estradas, público, estádios, jogos espetaculares... Quase foi nota 10. Faltou o que o pessoal que cochila na estufa acreditava que tinha: aquilo que os inglês chamam team.
Aprendi com Tião, garçon e cozinheiro dos bons, que comércio é como arapuca: precisa estar armada. Se estiver armada, pode ser que caia algum passarinho; se não estiver, passarinho não cai mesmo. Observando o noticiário a respeito do movimento turístico pelo País, fico a pensar como está o humor dos empresários que acreditaram na assoladora crise que sumiu com o dinheiro do povo e não se prepararam para atender a demanda por milhões de pães-com-mortadela & tubaínas. Especialmente, se for um empresário que já tenha “comido bronha” na Copa que não haveria.
Então, meu povo, 2016 já deu a largada. Sigamos aquele verso do BELCHIOR: “o mundo inteiro está naquela estrada ali em frente”. Porque cobra que não se vira não engole sapo. E sapo que não dá seus pulos...
Pra cima com a viga!




Ps. 1 - foto de Copacabana emprestada da Folha de São Paulo
Ps. 2 - saiba mais clicando nos HYPERLINKS (palavras realçadas).

12 setembro, 2013

FLORIPA: ÔNIBUS URBANO AVESSO À RODOVIÁRIA?!



 
Alguns anos atrás, quando eu morava na Lagoa da Conceição, tomei um ônibus do Bairro até o centro, pois precisava ir até o TERMINAL RITA MARIA, de onde viajaria até outra cidade. Era final de tarde e a chuva caía fininha, daquele tipo de molhar cachorro besta. Quando o ônibus passou em frente à rodoviária, na costumeira lentidão do tráfego, resolvi marcar quanto tempo seria necessário para seguir até o ponto final, desembarcar e voltar caminhando até à estação rodoviária. Foram longos e encharcados vinte minutos. Isto significava cerca de um terço do tempo necessário ao deslocamento – do mesmo ônibus – entre a Lagoa e o ponto final.
Isto aconteceu muitas vezes comigo e, tenho certeza, com todos que precisaram – e precisam – se valer do transporte coletivo para se dirigir à estação rodoviária de Florianópolis. A diferença básica é que as pessoas que vêm do sul da Ilha ou do continente não passam em frente à rodoviária, como é o caso da maioria da população, que se distribui pelo norte e leste da cidade. Creio que nossa cidade seja a única que, possuindo um sistema de transporte coletivo, não oferece ponto de ônibus junto à rodoviária, como se seus moradores e visitantes merecessem “penar” carregando suas malas por uma razoável distância. Este fato é agravado quando o “merecedor” é portador de alguma deficiência motora ou é de idade avançada. Interessante é que o aeroporto dispõe de ponto de ônibus, mesmo recendo um afluxo de passageiros muito menor que a dita cuja. Na temporada de verão, a fila de caminhantes é engrossada pelos turistas e suas pesadas malas.
Às vezes, penso que os responsáveis pelo turismo nesta que se pretende a capital do Mercosul, incluindo nossos prefeitos e vereadores, não têm conhecimento deste despropósito rodoviário. Será que eles não percebem que há uma vasta área em frente à estação, exatamente entre ela e a avenida por onde passam ônibus urbanos?
Por que os usuários de transporte coletivo urbano de Florianópolis e região não merecem um ponto de desembarque Junto ao Terminal Rita Maria?
O que cometemos para merecer carregar nossa bagagem sob a chuva ou frio do inverno?
Neste momento em que a Prefeitura Municipal está discutindo a LICITAÇÃO referente ao Sistema de Transporte Coletivo, bem poderiam refletir um pouco sobre esta involuntária peregrinação.
 
Ps.: saiba mais  clicando nos HIPERLINKS (palavras realçadas)

13 maio, 2013

CINTO PARA A SEGURANÇA DE QUEM?



Esta reportagem do jornal HORA DE SANTA CATARINA que nos informa sobre a penalização de empresa de ônibus por transportar excesso de passageiro trouxe-me um outro assunto: veja o que recomenda o Corpo de Bombeiros de Santa Catarina quando trata do uso do CINTO DE SEGURANÇA no seu site.

Está no CÓDIGO NACIONAL DE TRÂNSITO, instituído pela Lei nº 9.503, de 23/09/97:
Art. 65. É obrigatório o uso do cinto de segurança para condutor e passageiros em todas as vias do território nacional, salvo em situações regulamentadas pelo CONTRAN.
Entretanto, temos também este artigo:
Art. 105. São equipamentos obrigatórios dos veículos, entre outros a serem estabelecidos pelo CONTRAN:
I - cinto de segurança, conforme regulamentação específica do CONTRAN, com exceção dos veículos destinados ao transporte de passageiros em percursos em que seja permitido viajar em pé;

Como habitual usuário de ônibus urbano, muitas vezes viajando em pé, sugiro uma questão: afinal, qual a razão da obrigatoriedade do uso do cinto de segurança?
O Código reza que o “uso” do cinto é obrigatório. Não é como, por exemplo, o triângulo cuja “existência” é obrigatória no veículo, mas não o seu “uso”. Seu uso é obrigatório quando surge circunstância em que se torne necessário sinalizar aos demais veículos, como no caso de parada para troca de pneu.
Pois bem. Na mesma avenida onde o passageiro de automóvel, mesmo ocupando o banco traseiro, é obrigado a usar o cinto de segurança, podemos ver milhares de super-homens, supermulheres, supercrianças e superidosos dispensados do artefato imprescindível à segurança. Tentando entender: se a obrigatoriedade do cinto destina-se a oferecer segurança a passageiros e condutores, por que os ônibus urbanos são dispensados de portar este equipamento? Usuários de transporte coletivo urbano são indestrutíveis?
Com a palavra...

Ps.: saiba mais clicando nos HYPERLINKS (palavras realçadas)

03 abril, 2013

POR FLORIPA!




Como alguns disseram, creio mesmo que este 02 de abril de 2013 é um dia pra maçar a história de Florianópolis. CÉSAR SOUZA Jr., nosso Prefeito, deu encaminhamento ao que, no meu entender, propôs de mais importante durante a campanha eleitoral: a urgência em planejar Floripa tendo a melhoria da qualidade de vida como parâmetro.
Qualquer pessoa que nunca tenha ouvido falar em Urbanismo sente que a cidade precisa encontrar um caminho seguro para o desenvolvimento, um caminho que não a leve para um beco sem saída. Basta nos movimentarmos em direção a um ponto que fique a mais de 10 quarteirões de nossa casa pra sentirmos que a cidade está quase empacada. Simplesmente, temos passado cada vez mais tempo tentando ir ou voltar de algum lugar, seja para trabalho ou lazer.
Acredito que mesmo boa parte das pessoas que se sentirem prejudicadas devido as medidas anunciadas pela atual administração encontrarão, numa Floripa bem organizada, novas maneiras de alcançar o sucesso em seus empreendimentos. Por exemplo, já imaginaram o dia em que alguém que venha participar de um evento e que esteja hospedado num dos hotéis situados próximos à AV BEIRAMAR possa, numa manhã de folga, simplesmente atravessar a avenida e tomar um sol – ou coisa mais líquida e gelada – nas areias do outro lado, ao invés de ter que amargar horas até alguma das praias ainda “própria para banho”? Aliás, façam mais um pequeno esforço e imaginem o dia em que nossas praias não precisarem mais da colocação desta plaquinha, o que parece ser o trabalho mais relevante da FATMA.
Afinal, quase todos nós conhecemos a história da Galinha dos Ovos de Ouro. Você, que me privilegia com esta visita ao blog, conhece esta história?


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14 dezembro, 2012

RODOVIÁRIA DE FLORIPA: ESTADO TERMINAL?

O NOTÍCIAS DO DIA de hoje relata que o Governo de Santa Catarina pretende (ô verbinho, hein?) lançar edital de licitação para a reforma do Terminal Rodoviário de Florianópolis que, aliás, a julgar pelas condições de sua estrutura física e funcional está quase fazendo jus ao primeiro termo de seu nome. Realmente, uma cidade que se pretende destino turístico – alguns até a chamam de Capital Turística do Mercosul – precisa oferecer boas portas de entrada em seu território.

Segundo VALDIR COBALCHINI, o processo licitatório terá início em janeiro de 2013. o processo licitatório terá início em janeiro de 2013 ao custo de R$ 6,5 milhões e com previsão de conclusão da obra em 12 meses. Isto significa que os passageiros – turistas ou nativos – continuarão a penar por mais dois verões, no mínimo. Relevemos este detalhe. Afinal, o prédio precisa ser mesmo recuperado, além de ter seu funcionamento adequado às necessidades de quem o utiliza para viagens ou nele trabalha.

O problema é que, não bastasse a demora, o governo de Santa Catarina pretende passar o TERMINAL RODOVIÁRIO RITA MARIA para a iniciativa privada, depois de terminada a reforma. Oras, se o governo não dispõe dos recursos necessários à operação e manutenção do mesmo, e esta é a alegação, por que não entrega o prédio assim como está à empresa privada interessada em assumir o negócio? Ela que faça o necessário investimento e depois receba por isto, através de taxas pelo uso e aluguéis de espaços para lojas, restaurantes etc. Não é justo?

Agindo assim, os recursos públicos poderiam ser realocados para áreas mais carentes do Estado como, por exemplo, Saúde e Educação.

É possível, Secretário?

  Ps.: para saber mais, clique nos HYPERLINKS (palavras realçadas).

18 fevereiro, 2012

CUBA TAMBÉM É CARNAVAL

Bem, como hoje é sábado de carnaval, vamos passar um algodãozinho no local da injeção. Na próxima, comento os comentários que enriqueceram as postagens sobre POLÍTICA, tendo a questão cubana como tema. Principalmente, as pressões políticas externas que este país sofre, há muito tempo, como o embargo que os EUA impõem aos cubanos por escolherem caminhos diferentes daqueles que determina a cartilha de TIO SAM.
Então, já que começamos este papo acerca da ilha mais famosa do Mundo, façamos uma pausa musical apresentando um pouco do CARNAVAL CUBANO.
Abra uma garrafa de rum enquanto escuta e aprecia. Claro que este é um convite aos apreciadores do carnaval. Àquele que não gosta, basta continuar curtindo sua quarta-feira de cinzas anual. Cada mania com seu louco! Eu, cá, ficarei mais contente se as amigas e amigos de Cuba puderem me indicar algum vídeo sobre EL SON que seja legítimo de Cuba.
Aproveite que, como diz aquela canção, "é hoje só, só! só!



Ps.1 - saiba mais navegando pelos HYPERLINKS (palavras realçadas) e procure saber mais sobre os países antes de se tornar um fiel seguir de qualquer um deles. Vai sofrer menos. Ou não!
Ps. 2 - Concorda com esta descrição de Tio Sam?

07 novembro, 2011

FLORIPA x MEIMBIPE

Para quem é de FLORIANÓPOLIS ou veio morar aqui ou veio pasear ou pretende morar aqui, sugiro a leitura deste artigo do cumpadi CÉSAR FLORIANO que foi anteriormente publicado no jornal NOTÍCIAS DO DIA.
Aos que tiverem um pouquinho mais de disposição, sugiro refletir sobre o tema do texto, ainda que brevemente. Como se diz em Minas, antes pingar do que secar.
Boa leitura e aproveite para navegar pelos hyperlinks (PALAVRAS REALÇADAS)!

{8¬)


"Uma Ilha chamada Meiembipe,
uma cidade chamada Florianópolis

Ao terminar de ler o livro “Um rio chamado tempo, uma casa chamada terra” do escritor moçambicano MIA COUTO, uma obra prima da literatura contemporânea, pensei na nossa ilha querida, Ilha de Meiembipe. O livro narra a trajetória do jovem Mariano, protagonista da história, que retorna à sua terra natal, a ilha Luar-do-chão, para coordenar os procedimentos, comuns às famílias moçambicanas, da morte do seu avô, o velho Dito Mariano. Ao chegar à ilha, tomou conhecimento, de forma inusitada, dos mistérios que rodeiam o morto, a família e o lugarejo de sua infância. Esta história que me comoveu de forma marcante, primeiro pela impecável narrativa e em segundo por suas metáforas, me serve de partida para refletir sobre o processo de ocupação e urbanização da Ilha de Santa Catarina.

Depois de anos afastado do convívio familiar e da ilha, o jovem Mariano se depara com a destruição do patrimônio cultural e a venda das terras ancestrais. A especulação imobiliária, promovida em nome da modernização, do progresso e desenvolvimento, contaminam todas as relações sociais e os valores determinantes da estruturação simbólica da família. Em resposta a esta situação, uma seqüência de mistérios ronda a ilha Luar-do-chão, o funeral persiste em não se consumar, um mundo mágico vai se configurando e um morto vivo busca no jovem Mariano a possibilidade de resgate dos valores em risco. A terra em protesto da destruição do espírito do lugar se fecha para o sepultamento do avô. O coveiro tenta cavar, cavar, mas seu gesto, para o desespero da família, é inútil, o chão havia se tornado rocha. A terra mãe ilha, lugar dos ancestrais, se negava a receber o morto, seu fechamento é revolta, protesto e uma condenação aos vivos.

Este conto me fez pensar na Ilha de Santa Catarina, a destruição dos lugares sagrados, da paisagem cultural e a venda para o setor especulativo da paisagem natural. A Ilha como mercadoria, nos últimas décadas, teve sua venda anunciada, travestida de desenvolvimento e progresso. E em nome de um desenvolvimento especulativo, parte do patrimônio foi desfigurado ou destruído. Embora a máquina especulativa tenha atuado de forma agressiva sobre o território, agenciado por um Plano Diretor equivocado e pernicioso, grande parte dos elementos da paisagem cultural da ilha se mantém preservada e devem ser o objeto central de um planejamento sustentável e do novo Plano Diretor em construção.

Nas últimas décadas, alguns equívocos de planejamento e inserções promovidas por um urbanismo e uma arquitetura “tacanha”, provocaram uma desfiguração irreparável no perfil da cidade histórica e portuária. Ter construído o aterro afastando a cidade histórica do mar foi um erro irreparável, mas ter destruído o parque de Roberto Burle Marx, como continuidade da Praça XV foi uma ignorância cultural absurda. A verticalização e a ocupação desenfreada por todo o território da ilha é um desastre ecológico que tem que ser estancado imediatamente. Operação possível, mas somente a partir de uma mudança de paradigma na forma de pensar o crescimento urbano da cidade de Florianópolis e a ocupação do território da ilha. Faltou e falta para os gestores a compreensão de conceito de “insularidade”. Isto é, compreender a configuração lha como caráter do lugar, marcada por um território finito delimitado pelo mar. Compreender que é a condição de ilha que nos diferencia das demais cidades e determina nossa condição histórica. Pensar uma cidade dentro desta paisagem ilha é pensar uma cidade ilha. A Ilha de Santa Catarina, em praticamente na sua totalidade, é uma paisagem cultural que deve ser gerenciada por instrumentos avançados de urbanismo sustentável, um modelo que permita a ativação econômica sem criar desfiguração da cultura. Neste sentido, a cidade de Florianópolis não pode ser pensada como uma grande cidade capital a partir da ilha, ela tem que surgir no continente, é na sua parte continental que ela pode se afirmar como metrópole. Temos que pensar em uma cidade dividida, múltipla, polinucleada. A cidade continental deverá ser a grande prestadora de serviços, pólo de desenvolvimento regional e peça indutora do crescimento metropolitano. Não precisa ter grandes conhecimentos em urbanismo nem bola de cristal para antever esta realidade, Palhoça, São José, Biguaçu e Tijucas irão compor um grande corredor metropolitano. É urgente preparar o continente para esta realidade, criar infraestrutura para agenciar todo o crescimento que irá explodir nos próximos 30 anos nestas cidades. Transferir o aeroporto para Tijuquinhas, levar parte da máquina do estado e rodoviária, para o continente seriam algumas atitudes indutoras deste processo.

Para pensar a cidade ilha é preciso construir um plano diretor de paisagem, uma lei de paisagem rigorosa, que iniba as grandes obras de impacto. Uma lei de paisagem que preserve os visuais, os espaços perspectivos, os cones visuais, vias panorâmicas, lugares de memória, bordas d’água, trilhas, mirantes e as planícies. Na ilha a altura máxima não deveria passar de 4 pavimentos e o modelo do urbanismo baseado em lote residencial deveria ser evitado. Esta forma de ocupação é predadora para o desenho de paisagem, além de criar ruas sem definições de espaços públicos, serviços, unidades de vizinhança, alimenta a cultura dos puxadinhos e máxima ocupação do território. O modelo residencial proposto por parte do movimento social vai contra a idéia de sustentabilidade urbana.

A perspectiva de desenvolvimento para a ilha está em potencializar sua estrutura paisagística, criar uma série de eventos que dinamizem as bordas d’água em todos os seus níveis, gerando espaços públicos de laser, parques e dinamização cultural. Ativar percursos paisagísticos em diferentes escalas, trilhas, teleféricos, mirantes. Ativar o centro histórico como um corredor cultural, criando leis de incentivo para funcionamento de cinemas, restaurantes, clubes, albergues, livrarias e todos os serviços que dinamizem o setor 24 horas, o centro da cidade tem que ter vida noturna e para isto é preciso uma atitude política. A cidade ilhoa para ser viável e aprazível tem que levar em consideração seu limite de escala. Estamos no momento crítico, não podemos mais errar.

Voltando ao texto de Mia Couto, fico pensando no fantástico que seria, se a terra mãe Meiembipe, em rocha impenetrável se transformasse, impedindo novas estacas para construções, sinalizando em revolta que é preciso pensar a terra como suporte da vida e a paisagem cultural como condição e princípio de ocupação do território ilha de Santa Catarina.

Rio de Janeiro, primavera de 2011"


11 junho, 2011

CAFÉ CULTURAL COM O SECRETÁRIO AFIM















O CAFÉ COM CÉSAR SOUZA JR. - Secretário de Turismo, Cultura e Esporte de Santa Catarina, ocorrido nesta quarta-feira, 08/06/2011, foi produtivo. Embora não tenha resultado em soluções para os problemas pertinentes à área cultural, não deixa de ser mais um passo em busca delas.

Ao contrário do ocorrido quando do quase-lançamento da FRENTE PARLAMENTAR EM DEFESA DA CULTURA, o Secretário ouviu críticas, reclamações e propostas dos presentes. Aliás, pelo que se ouviu do próprio Secretário, o encontro organizado pelo CONSELHO ESTADUAL DE CULTURA pretendia reunir um pequeno grupo de pessoas para um bate-papo. Pelo jeito, a informação vazou e o auditório ficou quase (quase, de novo...) cheio de pessoas interessadas vindas de várias cidades catarinenses.

O próprio Conselho e o DIÁRIO CATARINENSE comentaram a reunião (clique nos hyperlinks para ler).
Como sou de preferir andar pra frente (parlamentar ou não) ressalto alguns pontos levantados na reunião, que divido com você que me privilegia com sua visita:
- CIC: foram apresentadas datas para entrega de alguns dos seus espaços e para lançamento de licitação para outros (claro que sei que isto já foi feito antes);
- EDITAIS: o Secretário comprometeu-se a distribuir minuta para análise e sugestões das pessoas e entidades interessadas, antes da formulação definitiva dos mesmos;
- PATRIMÔNIO CULTURAL (arquitetônico e paisagístico): questão levantada por César Floriano obteve, do Secretário, disposição em receber exemplos e sugestões de legislação necessária à sua (do patrimônio) proteção;
- DESFLORIANOPOLIZAÇÃO: todos, ao que pareceu, concordaram sobre a necessidade de distribuir as ações desenvolvidas pela Secretaria e pelo Conselho por todo o Estado, cruzando a ponte de fato.
- NOVOS ENCONTROS: o Secretário solicitou aos organizadores que promovam mais eventos do tipo, agendando um período maior que um café da manhã.
Enfim, talvez a porta não esteja aberta o tanto quanto os envolvidos na produção cultural desejam. Ainda assim, artistas e arteiros, mesmo que seja uma fresta, é preciso aproveitá-la e, enquanto cavamos nossas batatas, abrí-la pouco-a-pouco ou muito-a-muito. Um dique pode começar a ser rompido a partir de uma pequena abertura. E muitos acreditam que há um dique.
A luta é contínua!





Ps.: para saber mais, clique nos HYPERLINKS (palavras realçadas)

21 março, 2011

FLORIPA: OUTRA AV. BEIRAMAR É POSSÍVEL?


CÉSAR FLORIANO, arquiteto, urbanista e professor na UFSC convida para conhecermos outra possibilidade de ocupação paisagística da Av. Beiramar Norte, fundamental via de circulação de automóveis (porque pedestres, ciclistas e veículos de transporte coletivo de massa têm sido, desde o sempre, preteridos pelas administrações municpais de Florianópolis).

Reproduzindo:


"PROPOSTA DE INTERVENÇÃO PAISAGÍSTICA PARA A BEIRA MAR NORTE

A Ilha de Santa Catarina, com suas belas paisagens naturais e culturais, apresenta um caráter que a qualifica como um dos mais belos cenários do Atlântico Sul. No entanto, a rápida descaracterização dos marcos paisagísticos, a ausência de uma política urbana e a falta de incentivo na criação de novos referentes arquitetônicos e artísticos, tem igualado a imagem urbana da Ilha de Santa Catarina a todas as demais grandes ocupações litorânea. A inserção inadequada de mobiliário urbano, a falta de acessibilidade, a poluição visual e a inexistência de um projeto paisagístico consistente, têm caracterizado o tratamento da borda d’água da cidade de Florianópolis como um todo.
Em setembro de 2007, no momento em que a cidade se mobilizava em torno à construção de um Plano Diretor Participativo, o Fórum de Criatividade e Imagem da Cidade realizou, em parceria com o Curso de Arquitetura da UFSC, a segunda Oficina de Desenho Urbano, tendo como foco a Orla Central da cidade. Entre os diversos trechos desenhados na oficina, constava a criação de um grande Passeio na Avenida Beira Mar Norte, equipado com trapiches, decks, equipamentos de lazer, esporte náutico e recreação infantil.
Iniciadas as obras de enrocamento e o melhoramento do passeio da Avenida Beira Mar, em 2010, por parte da Secretaria de Obras da PMF, constatamos que havia uma ausência de projeto paisagístico e de mobiliário qualificado. Faltava na ação da Prefeitura um desenho forte, um conceito articulador dos diferentes usos praticados e potencializados conforme as diretrizes tiradas da segunda oficina.
No intuito de contribuir com a Secretaria de Obras, em setembro de 2010, construímos um grupo de trabalho na Escola de Arquitetura UFSC, desenvolvendo o conceito de Projeto Paisagístico Integral. Isto é, criar na BEIRA MAR NORTE um Boulevard para contemplação da paisagem, das obras de arte, da cultura local e para vivência comunitária.
O projeto paisagístico de aproximadamente 4 km prevê a inserção de um gigantesco painel mural contando a história da cidade, de mobiliário e de equipamentos de lazer, todos concebidos como obras de arte pública. Além de inúmeros desenhos de lugares de vivência, como o jardim das bromélias, foram criadas algumas maquetes, das quais duas foram selecionadas para a presente exposição, por se tratarem de espaços referenciais: a área do Trapiche e da CASAN.
Entendemos que o esforço da Prefeitura em concluir a reforma da calçada da Avenida Beira Mar, apesar de ser um projeto singelo e sem expressão estética, merece nosso reconhecimento. Mas o local pede uma intervenção com melhor solução no desenho dos espaços públicos, no tratamento da cobertura vegetal e na inserção de obras de arte, que possam criar uma referência cultural na cidade e proporcionar um lugar qualificado ambientalmente.
Equipe:
Arq. Prof. Dr. Cesar Floriano – coordenador
David Sadowski, Vitor Sadowski, Felipe Rizzon, Felipe Miranda, Lucas Passold, Rafael Giaretta
Participação: Arq. Marisa Fonseca - FLORAM
"


QUANDO: a partir de hoje, 21/03/2011, às 17:00 h

ONDE: piso L1 do Shopping Beiramar Norte


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