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12 abril, 2020

FELIZ TUDO, COSA MAH LINDA DO PAINHO!


Porque a poesia é um presente que descarece de embrulho ou traslado, toma lá este doidema!


MARIA


tu és
the sun shining
candidamente over mim
quand tu chantes
ou me chama
“paaai”
        De... mo... ra... da... meeente pronunciado
como pilherianamente o notam as Cosmó’s Leites


oceano
– sem fim –
a nos apartar
eu aqui
tu
lá
apart...


NÃO!


par toi
a mente estende-me
cruzo o horizonte
a buscar teu sol(r)rising
por sobre mares e montes
- que os há
sei e não sinto -
par moi
estão pontes




Cosmó, 01:40 - 12/04/20
                                                          Ps.: sob a luz de BIRD, o Parker aquele

12 março, 2019

Boa viagem, Goltinho!



Goltinho, sim

ora, direis:
- perdestes o senso?

eu vos direi:
- nem tanto:



Ficha do jogo:

SANTOS F. C. 3 X CORINTHIANS 0
Local: Pacaembu
Santos: Laércio; Carlos Alberto, Oberdan, Haroldo e Lima; Zito e Mengálvio; Toninho, Coutinho, Pelé e Edu. Técnico: Antoninho.
Corinthians: Márcio; Jair Marinho, Galhardo, Clóvis e Edson; Dino Sani e Nair; Garrincha, Flávio, Rivelino e Marcos. Técnico: Filpo Nuñes

GOLS: Coutinho: aos 20', aos 25' e aos 37' do primeiro tempo.

20 agosto, 2018

DULCE MUSA

Porque só quando a visão de cenas como esta despertar a ira da maioria das pessoas é que a situação presente será transformada.


DULCE MUSA


ó rainha da vida,
tão doce neste teu jeito ímpar
de saciar os mais recônditos desejos
afagar-nos o peito
quando a arder em clamor

só tu
fiel companheira de tantas horas
sabes a fúria contida num silêncio
segues pari passu nosso caminhar tolhido
acaricias o corpo febril
envolto em correntes milenares

só tu
sorris ao sonho dos desgarrados,
dos atirados ao limbo

ó sedutora ira
virá o amor suplantar-te em sinceridade?
haverá outra tábua para esses involuntários tripulantes
temidos que são
pelo resto da barca?

ó Dulcíssima
beijai esses lábios rasgados
essas gargantas proibidas
redimí esses corpos
oprimidos que são
pela contida amargura da alma

01 maio, 2018

PERGUNTAS DE UM TRABALHADOR QUE LÊ



Taí o poema que sempre me vêm à mente quando se fala em trabalhador, seja lá qual for o dia do ano. Obviamente, sabemos que, segundo prega e reza o pessoal que cochila na estufa, é tudo uma questão de mérito.
Aliás, à época em que eu tentava estudar História na Unicamp, emprestei o livro para que um colega de sala, professor numa escola de São Paulo, pudesse mostrar o poema aos seus alunos. Consequência: uma de suas alunas o denunciou à diretoria e ele foi demitido. Sucedeu-se nos anos 80, bem antes de "escola sem partido" passar a ser recomendação de alguns educadores.
Grande BRECHT!

PERGUNTAS DE UM TRABALHADOR QUE LÊ

Quem construiu a Tebas de sete portas?
Nos livros estão nomes de reis:
Arrastaram eles os blocos de pedra?

E a Babilônia várias vezes destruída
Quem a reconstruiu tantas vezes?

Em que casas da Lima dourada moravam os construtores?
Para onde foram os pedreiros, na noite em que a Muralha da China ficou pronta?

A grande Roma está cheia de arcos do triunfo:
Quem os ergueu?
Sobre quem triunfaram os Césares?

A decantada Bizâncio
Tinha somente palácios para os seus habitantes?

Mesmo na lendária Atlântida
Os que se afogavam
gritaram por seus escravos
Na noite em que o mar a tragou?

O jovem Alexandre conquistou a Índia.
Sozinho?

César bateu os gauleses.
Não levava sequer um cozinheiro?

Filipe da Espanha chorou,
quando sua Armada naufragou.
Ninguém mais chorou?

Frederico II venceu a Guerra dos Sete Anos.
Quem venceu além dele?
Cada página uma vitória.
Quem cozinhava o banquete?

A cada dez anos um grande Homem.
Quem pagava a conta?

Tantas histórias.
Tantas questões.

Ps. 1: imagem emprestada do site ambientalsustentavel.org
Ps. 2: saiba mais clicando no HYPERLINK (palavra realçada)

20 novembro, 2016

DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA?


Oras! Quem deve ter consciência negra são brancos e pretos de alma branca. Estes sim. Quem explica o caso da onça é NABBY CLIFFORD, o Embaixador do Reggae: 



Mudemos, pois, para Dia da Consciência Preta! É óbvio que sei que alguns dirão que EU é que sou racista. Porém, como não sou carneiro e muito menos creio que riacho corre à montante...
De inhapa, como diz o Ilhéu, outro poemeu:

MEU QUERIDO IRMÃO BRANCO

Sei que você
Quer segurar, quer abafar
O que eu quero te falar
Quer me fazer acreditar
Que apesar da cor
Nós somos um par

Quer me iludir
Me reprimir, me colocar
No meu devido lugar
Mas, meu irmão a tua mão
Não pode mais
A minha mão segurar

A minha dor
A minha cor
Agora quer te cobrar
Aquele sangue
Aquele açoite
O teu abraço não vai apagar

Pois eu não quero
Que o meu filho pra existir
Tenha que se tingir
De branco
Oh, mano!


Ps.: saiba quem são ABDIAS DO NASCIMENTO e NABBY CLIFFORD clicando nos HYPERLINKS (palavras realçadas).

14 novembro, 2016

PRENHE SELENE


Já que é dia/noite de falar da lua, aí vai um poemeu cujo cometimento iniciou-se durante um luau na Praia Mole e completou-se em Sambaqui, de há muito. Desejo que gostem.
{8¬)


prenhe selene


fito a imensidão
infinita porque me escapa até onde
estar finito?, como algo pode?
passam nuvens pela
     lua
lua
   pelas estrelas
      estrelas pelo céu
p                                               assam

o tempo
a passar
p      assa
p      a      s       sa
p      a      s       s       a
passa?

eu passo
inteiro
integrado
unha e carne nu dedo
  o dedo da criação
durante
enquanto
estou
    amo
 s.


praia mole/sambaqui, 26/05/02

08 março, 2016

NAVALHA NO CERNE



Neste vosso dia, um poemeu dedicado àquelas que lutam.

NAVALHA NO CERNE

“...mas minha nega
é exatamente porque sei
das tuas dificuldades
dos riscos que corres
        (e tanto por tão pouco)
em tuas rondas noturnas
oferecendo pelas esquinas
este corpinho que deus fez
e muitas vezes
em troca
recebendo apenas porradas

neguinha
é por isto que tou aqui
pra te proteger desses jacks
que te seguem pelas madrugadas
te espreitam nos becos das viaturas

eu
que sei dos teus mais íntimos sonhos
mesmo quando te calas
pô neguinha...
sem sacanagem...”

amantes...
palavras cada vez mais sussurros
o vício e o sofrer...

amantes?!

olhares
silêncio
pensamentos
a brisa garoenta agita a cortina
momentaneamente
o neon do hotelzinho de família
invade a penumbra

algo mais brilha na alcova

ZZZAPT!

enfim
os dentes do cordeiro
alcançaram a garganta do pastor/lobo

antes do rubro sorriso tingir o chão
resoluta
posta-se Margot atrás da porta
bem sabe que ainda não é tempo

de limpar a lâmina


Ps.: imagem emprestada de JUNIÃO.

09 agosto, 2015

EH, MEU PAI!


Como de praxe nesta data, divido este poemeu com as pessoas cujo pai já foi viajar. Parafraseando Boldrin, fora ou dentro do combinado. Poema ilustrado, como sempre, pela heraclitiana canção "Poeira". A presente versão é de CARLINHOS VEIGA.
Saravá, Véi Leite!





eh meu pai!

         [poeira entra em meus olhos
         não fico zangado não
         pois sei que quando eu morrer
         meu corpo irá para o chão
         se transformar em poeira
         poeira vermelha
         poeira do meu sertão
         (que ouvi com o Duo Glacial lá pelos meus seis carnavais)]

eh meu pai nosso que estais comigo
santificado seja o nosso rumo
caminhas por onde estou
como eu danças no bojo do vento que brinca nesta beiramar
onde mulheres bonitas
         - ah como tu irias gostar de vê-las!
cheirosas balançando suas nádegas
prestes a romper justas malhas coloridas
         e ofuscar o sol
         maravilhar o sol
beiramar continuação
embora aparentemente distante
da morada da tua ex-carne
aparente porque quando olho tu olhas
sentes a escuma da cerveja que bebo
e te escuto a bronquear por minha barba
e meu cabelo comprido que este nosso vento bagunça
         e aquela do jogo de futebol entre cabelo ruim e cabelo bom? hein?
         sabes que riem quando esta tua nossa história
e outra vez desobedeço
filho do Leite que sou
e se fosse diferente terias vergonha de mim
como teve em Pedregulho
enquanto me gritavas teu orgulho
         - na nossa família tem criminoso; ladrão, não!

eh meu pai nosso que estais comigo
quando passo/passa por mim uma bela mulher
solteira casada tanto faz
e me lembro do quanto demorei para perceber
o porquê daquele teu sorrir safado
quando tocava a ponta do nariz com a língua
continuas vivo
nos chanfros onde derramastes tua solda
dos cafundós das Geraes aos cafundós da África
da Rua dos Cachorros ao Brega de Candeias

eh meu pai nosso que estais comigo
rei dos cavalos bravios de Peçanha
criado a broto de samambaia e angu
desafiando as leis protéicas e vitamínicas
em tuas mortes não morridas
         tuberculoses maleitas costelas quebradas
         eletrochoque apendicites e etc
e o petit déjeuner de cerveja e conhaque

eh meu pai nosso que estais comigo
como nos domingos curitibanos de missa feijoada e zoológico
das cervejas no Caneca de Sangue
dois perdidos em Jacarezinho depois de goles de Ipanema
as noites nos botecos da baixada fluminense
e aquele insólito estilo de dividir a grana:
         fregueses dos botecos saindo sorrateiros atrás de fregueses do boteco
e voltando sorridentes a contar o dinheiro dos fregueses do boteco:
a grana de mão em mão até à gaveta do balcão
onde descansaria até ser coletada sob mira do treizoitão
e outro balcão outro freguês outras mãos outras...
do baixo dos meus 20 anos olhava pra ti
e ouvia teu já conhecido mote, desde Curitiba
         - onde tem gente vai gente
e lá íamos outra vez pra dentro da noite
cruel moedora de hipócritas e frouxos
bundas-moles rejeitados até pelo ralo da vida
a se perguntarem o quê fazer na superfície
além de bancarem os prazeres sadomasô de farmacêuticos
advogados cardiologistas psyco-gurus
e outras espécies de geriaputas

eh meu pai nosso que estais comigo
te vejo correndo atrás do Gentil homem
que atirou em meu primeiro amigo Suíço
protagonista da primeira cena de cinema
que ainda habita minhas retinas por quase meio século;
tu quixoterói canivete na mão rua abaixo
no encalço de Gentil e seu 38 que lhe pedia:
         - não vem Leite, não vem!
e Mareca correndo e gritando e caindo na poeira sobre um Tião ainda em seu ventre
e tudo na hora do almoço
e eu tinha 4
e por esta e outras cenas do mesmo naipe
hoje ultrapasso os 400

eh meu pai nosso que estais comigo
e com teus filhos por sangue ou escolha e amigos
que dionisiacamente te saudaram noite adentro
rindo de suas/nossas histórias
sorrisos porque não mereces choro
nem a hipocrisia do respeito
         que respeito é súplica dos fracos

eh meu pai nosso que estais comigo
cavalgando alta mula de arreios tilintantes
cruzastes o Suassuí-Poca
         este nosso Hades
reza de Vó Rosa a abrir porteiras
e no pa-ca-tá pa-ca-tá das patas levantando a terra vermelha
tua alegria a se fundir com o horizonte

eh meu pai nosso que estais
vivo é o vosso sumo

lagoa, 28/11/06

05 junho, 2015

QUADRILHA




E aí vai um poemeu dedicado ao pessoal que se escandaliza com o COMERCIAL da Natura.
E  já aviso: embora baseado em fatos reas, o poemeu é pura peça de ficção. Ou não. Até porque a poesia está em permanente processo de construção coletiva. Quem a escreve, apenas cutuca o rastilho.


QUADRILHA

a empregadinha se vira
o pai funga e suspira
a mãe lembra-se e delira
ai o chofer que a despira
abortam o filho da filha
acoitam o filho que pilha
e louvam -”que maravilha!
no seio de nossa família
a divina luz brilha!”

e toca pra diante tranqüila

tradicional sagrada família

Ps. 1 - A imagem é uma ilustração de meu MANO FROMBERG composta para exposição envolvendo poesia e gravura que fizemos na Cosmópolis dos anos 80.
Ps. 2 - saiba mais clicando nos HYPERLINKS (palavras realçadas).

21 outubro, 2014

BOA VIAGEM, MEU IRMÃOZIM!



Lá pelo início dos anos 80, fomos – Junim, Piu e mais alguém cujo nome não me lembro – visitar um fornecedor da Leiteria Mumu. Na propriedade havia uma olaria. Aproximei-me e fiquei observando a lida de um homem de cabelos brancos e um menino de uns quinze anos, no máximo, manuseando o barro, amassando-o e colocando-o nas formas. Na volta, vim calado, o que não é muito comum de acontecer, como se sabe. A cena ocupava-me as parcas sinapses.
Quando chegamos à casa do Piu, onde costumava me hospedar quando ia passar os finais de ano em Caldas – MG, fui direto à máquina de escrever. Arranquei pedaço de um cartaz do Espectro Contínuo, banda rockeira de Cosmópolis - SP, e enfiei na máquina. Comecei a catamilhografar. Junim veio com o violão, pôs o pé na cadeira onde eu estava sentado e começou a dedilhar. De mim, as palavras saiam compulsivamente, apesar de meus dedos gagos. Lembro-me de sua pilhéria:
- “Do jeito que você escreve, ainda vai ser escritor. Dizem que escritor não sabe escrever à máquina.”
Terminei o poema, ainda sem nome, e recostei-me na cadeira. Junim perguntou:
- “terminou?”
Eu respondi:
- “Sim. Falta o nome.”
Ele retrucou:
- “Bota ‘Sô Vicente’, que é o nome daquele senhor que estava fazendo os tijolos.”
Dito isto, arrancou o pedaço de papel da máquina, sentou-se e cantou. Nossa música ficou pronta ali. O canto está na minha mente até hoje. O poema é o que se segue:

SÔ VICENTE

o oleiro
na sua santa inocência
atolava sua imaculada mão na argila
e fazia os tijolos
que formariam o muro
barreira
entre o pomar do patrão
e a fome dos seus filhos

o bom deus
como de hábito
espalhava suas eternas bênçãos
sobre o homem de boa fé
seculus seculorum
amém...

AMÉM?!

Ps.: a foto é da vez mais recente que nos vimos.

22 abril, 2014

HISTÓRIA


Não deixa de ser interessante a ausência - nas redes sociais e órgãos de imprensa - desta data que, antigamente, era tão comentada: o DESCOBRIMENTO DO BRASIL. Para alguns, entre os quais me incluo, o Brasil, assim como toda a America, além de África e demais regiões da Terra, foi achado e não descoberto. Muitas civilizações já existiam antes de caravelas terem se lançado da Península Ibérca rumo ao Mar Tenebroso.
Em homenagem à efeméride de hoje, aí vai um singelo poemeu.


HISTÓRIA

um dia
o mastro da nau capitânea
estuprou as índias ocidentais
e...

tcham tcham tcham tchammm!

ói nóis aqui
ó!


Ps.: saiba mais sobre como é que os portugueses sentiram o baque quando aportaram em Pindorama clicando no HYPERLINK (palavra realçada).

08 março, 2014

MULHERES: MAIS UM FELIZ DIA!

O Fratura Exposta retoma as atividades num dia pra lá de bacana. Principalmente, porque o Mundo homenageia estas criaturas divinas. Divinas, nos sentidos estrito e lato. E é por isto que tasco este poemeta composto lá nos antigamente, mas que ainda reflete meus pensamentos nestes atualmentes e, tenho fé, perpetuar-se-á nos futuramente. Arrombei com esta mesóclise, hein?
E vamos poetar!


pra tu vê

deus
um cabôco de muita paciência
(um trem que poderia ter feito num vapt-vupt
optou por investir uma semana da sua santa eternidade!)
fez o mundo e as coisas todas:
as paradas, as móveis e as imóveis
fez o homem
         (os imóveis inventaram os automóveis)
e de uma lasca deste
fez a mulé

pronto o serviço
deu um passo pra trás
enxugou o suor da testa
         (embora o sol só tivesse uma semana de brilho
tava de rachar mamona)
admirou aquela sua obra-prima
         (até pensou umas besteiras mas...)
sorriu satisfeito e disse:
- cuida deste trem todo pra mim, minha filha

no sétimo dia
criou as férias e partiu pra curtir uma ilha famosa
chegou a ser visto flanando pela noite do centrinho da lagoa
(embora ninguém o tenha fotografado
há quem jure ter ouvido um cabel(barb)udo exclamar
ao ver um semelhante a enfiar sementes num barbante:
- jisuis! haja paciência!)

tava feito o paraíso

não fosse este bando de cornos
(alguns estabelecidos
outros candidatos a)
que teimam em não obedecer as gerentas
a gente tava nadando de braçada

05 dezembro, 2013

POEMA SUJO


Como sabem, sou daqueles bestas que acredita que a vida sempre melhora.
Pois, depois de ter sido contemplado pelos deuses ao devolverem minha caninha com butiá, recebo o livro que me fez escrever Fratura Exposta, meu primeiro p
oema longo. Anos atrás, havia lido sobre o POEMA SUJO, de FERREIRA GULLAR. Não conhecia o poema em sua totalidade, apenas uns trechos aqui e acolá. Sempre me recusei a lê-lo pela internet ou em livro emprestado. Só de ficar sabendo da sua existência e importância, compus um poema.
Pra quem viveu a Campinas dos antigamente, comecei a composição aguardando no carro de uma amiga, olhando a multidão apressada que passava, enquanto ela ia ao supermercado (Pão de Açúcar, creio) que ficava numa das esquinas da Ferreira Penteado, perto do terminal de ônibus.
Agora, o livro está aqui, avec moi. Mesmo Gullar tendo tomado os rumos da Direita e - num dos documentários que assisti sobre ele - afirmado que parou de fazer poesia porque não se espanta com mais nada, vou mergulhar no seu Poema Sujo.
Fique tranquilo, Seo Gullar que, daqui pra frente, toco o bonde. E tenho certeza de que vou me espantar com ele.
Bejotas de brigadim, minha Bunitinha!



Ps.: saiba mais clicando nos HYPERLINKS (palavras realçadas)

01 dezembro, 2013

NOSSA COSMÓPOLIS QUE NUNCA DEIXEI.




Neste dia em que COSMÓPOLIS comemora 69 anos de emancipação, faço uma singela homenagem ao que esta cidade - uma das onde nasci - tem de melhor: seu povo. Parece incrível mas, em Cosmó, até os chatos não chateiam muito: são menos chatos que os chatos de outros lugares.
Então, aí vai um poemeta cometido nos anos 70, creio eu, e que faz parte do meu segundo livro de poemas, "VIDA?", lançado em 82. Devo a inspiração às meninas que frequentavam/passavam pela Esquina do Itaú. Esquina esta que foi por muito tempo, este local foi o centro cultural da região, atraindo pessoas de quase todas as cidades vizinhas. Talvez sua influência e contribuição seja maior até mesmo que o famoso centro cultural do banco que leva o nome.
Hip hip hurra!´
{8¬)