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11 abril, 2019

POR QUE NÃO ATERRAR TODO O CANAL?


Cancelei minha matrícula no curso de História na Unicamp quando poderia tê-lo concluído no semestre seguinte. Não me interessava o diploma. Sigo a gostar de aprender e a não valorizar canudos. E já aviso que isto não é uma receita; é apenas um estilo. 
Uma notícia como esta me deixa tranquilo quanto àquela minha decisão: esses especialistas devem dispor de graduados canudos e, mesmo assim, não aprenderam uma definição das primeiras aulas de Geografia: uma ilha é um pedaço de terra cercado de água por todos os lados.
Pela imagem acima, creio que se pode constatar que CARL HOEPCKE prestou mais atenção às aulas de Geografia que os especialistas da reportagem do ND Mais:
LOCAL DE UMA POSSÍVEL QUARTA PONTE...

Ademais, a tal quarta ponte seria construída antes ou depois das atuais despencarem? Ainda bem que o técnico do DENIT afirmou que " uma ponte não é tão cara assim...".




Ps.: saiba mais clicando nos HYPERLYNKS (palavras realçadas).

24 setembro, 2013

SINTO INSEGURANÇA



Está no CÓDIGO NACIONALDE TRÂNSITO, instituído pela Lei nº 9.503, de 23/09/97:

ART. 65. É obrigatório o uso do cinto de segurança para condutor e passageiros em todas as vias do território nacional, salvo em situações regulamentadas pelo CONTRAN.

Entretanto, temos também este artigo:

ART. 105. São equipamentos obrigatórios dos veículos, entre outros a serem estabelecidos pelo CONTRAN:

I - cinto de segurança, conforme regulamentação específica do CONTRAN, com exceção dos veículos destinados ao transporte de passageiros em percursos em que seja permitido viajar em pé;
(...)

Veja lá o que recomenda o Corpo de Bombeiros de Santa Catarina quando trata do uso do CINTO DE SEGURANÇA no seu site.

A meu ver, usuário de ônibus urbano e muitas vezes em pé, cabe uma questão: afinal, qual a razão da obrigatoriedade do uso do cinto de segurança?
O Código reza que seu uso é obrigatório. Não é como, por exemplo, o triângulo cuja existência é obrigatória no veículo: seu uso não é obrigatório a não ser que surja circunstância em que se torne necessário. Ora, se a obrigatoriedade do cinto destina-se a oferecer segurança a passageiros e condutores, por que os ônibus urbanos são dispensados disso? Por que podem transportar passageiros em pé? A lógica é: já que é permitido pessoas viajando em pé, agarradas aos ferros destas modernas galés motorizadas, todos os passageiros podem curtir curvas, ladeiras e freadas soltinhos da silva? Então, na mesma avenida onde o passageiro de automóvel, até mesmo no banco de trás, é obrigado a usar o cinto, podem circular milhares de super-homens, supermulheres, supercrianças e superidosos dispensados do artefato imprescindível à segurança? Serão indestrutíveis? E quando o ônibus trafega por rodovias federais e estaduais é ou não importante a segurança de passageiros?
Neste momento em que o tema Mobilidade Urbana entrou em moda, pode ser interessante que as autoridades reflitam sobre isto.
E você aí com isto?

Ps.: saiba mais clicando nos HYPERLINKS (palavras realçadas)

03 abril, 2013

POR FLORIPA!




Como alguns disseram, creio mesmo que este 02 de abril de 2013 é um dia pra maçar a história de Florianópolis. CÉSAR SOUZA Jr., nosso Prefeito, deu encaminhamento ao que, no meu entender, propôs de mais importante durante a campanha eleitoral: a urgência em planejar Floripa tendo a melhoria da qualidade de vida como parâmetro.
Qualquer pessoa que nunca tenha ouvido falar em Urbanismo sente que a cidade precisa encontrar um caminho seguro para o desenvolvimento, um caminho que não a leve para um beco sem saída. Basta nos movimentarmos em direção a um ponto que fique a mais de 10 quarteirões de nossa casa pra sentirmos que a cidade está quase empacada. Simplesmente, temos passado cada vez mais tempo tentando ir ou voltar de algum lugar, seja para trabalho ou lazer.
Acredito que mesmo boa parte das pessoas que se sentirem prejudicadas devido as medidas anunciadas pela atual administração encontrarão, numa Floripa bem organizada, novas maneiras de alcançar o sucesso em seus empreendimentos. Por exemplo, já imaginaram o dia em que alguém que venha participar de um evento e que esteja hospedado num dos hotéis situados próximos à AV BEIRAMAR possa, numa manhã de folga, simplesmente atravessar a avenida e tomar um sol – ou coisa mais líquida e gelada – nas areias do outro lado, ao invés de ter que amargar horas até alguma das praias ainda “própria para banho”? Aliás, façam mais um pequeno esforço e imaginem o dia em que nossas praias não precisarem mais da colocação desta plaquinha, o que parece ser o trabalho mais relevante da FATMA.
Afinal, quase todos nós conhecemos a história da Galinha dos Ovos de Ouro. Você, que me privilegia com esta visita ao blog, conhece esta história?


Ps.: saiba mais clicando nos HYPERLINKS (palavras realçadas)

14 dezembro, 2012

RODOVIÁRIA DE FLORIPA: ESTADO TERMINAL?

O NOTÍCIAS DO DIA de hoje relata que o Governo de Santa Catarina pretende (ô verbinho, hein?) lançar edital de licitação para a reforma do Terminal Rodoviário de Florianópolis que, aliás, a julgar pelas condições de sua estrutura física e funcional está quase fazendo jus ao primeiro termo de seu nome. Realmente, uma cidade que se pretende destino turístico – alguns até a chamam de Capital Turística do Mercosul – precisa oferecer boas portas de entrada em seu território.

Segundo VALDIR COBALCHINI, o processo licitatório terá início em janeiro de 2013. o processo licitatório terá início em janeiro de 2013 ao custo de R$ 6,5 milhões e com previsão de conclusão da obra em 12 meses. Isto significa que os passageiros – turistas ou nativos – continuarão a penar por mais dois verões, no mínimo. Relevemos este detalhe. Afinal, o prédio precisa ser mesmo recuperado, além de ter seu funcionamento adequado às necessidades de quem o utiliza para viagens ou nele trabalha.

O problema é que, não bastasse a demora, o governo de Santa Catarina pretende passar o TERMINAL RODOVIÁRIO RITA MARIA para a iniciativa privada, depois de terminada a reforma. Oras, se o governo não dispõe dos recursos necessários à operação e manutenção do mesmo, e esta é a alegação, por que não entrega o prédio assim como está à empresa privada interessada em assumir o negócio? Ela que faça o necessário investimento e depois receba por isto, através de taxas pelo uso e aluguéis de espaços para lojas, restaurantes etc. Não é justo?

Agindo assim, os recursos públicos poderiam ser realocados para áreas mais carentes do Estado como, por exemplo, Saúde e Educação.

É possível, Secretário?

  Ps.: para saber mais, clique nos HYPERLINKS (palavras realçadas).

20 março, 2012

UNIVERSIDADE VERSUS MOBILIDADE?

Nos anos 80, tentei ser estudante na UNICAMP. Lembro-me que, quando lá cheguei, os prédios eram emoldurados por belos gramados. Quando saí, muitos destes espaços já haviam se transformado em grandes estacionamentos, repletos de automóveis. Em pouco tempo, já não eram mais suficientes, pois o número de automóveis aumentava em PROGRESSÃO GEOMÉTRICA (na qual q é desembestado), ao contrário da superfície terrestre que, à semelhança da banheira do CHACRINHA, continua do mesmo tamanho. Sem pretender questionar a importância da Unicamp para o desenvolvimento das ciências, quase aposto que parte considerável do campus é, atualmente, ocupada por dormitórios de automóveis. Questão de escolha da comunidade unicampiana, bien sûr.
Hoje, cidadão em FLORIANÓPOLIS e, eventualmente, frequentando a UFSC, tenho acompanhado a discussão sobre um dos GARGALOS que complicam a MOBILIDADE URBANA na Ilha. A atual administração municipal afirma que não pode eliminar o congestionamento entre a UFSC e a Via Expressa Sul sem que seja cedida (à prefeitura) área suficiente para duplicar o trecho da Rua Edu Vieira, lindeiro à Universidade.
Há um intenso
DEBATE, pois a Universidade faz algumas exigências que a administração municipal julga descabidas, a ponto do Vice-Prefeito ameaçar pedir intervenção federal no processo. Uma cidade que se pretende moderna, às vezes, passa por situações como esta.
Agora, pendengas urbanísticas à parte, só estranho o fato de algumas personalidades ilhoas afirmarem que a Universidade está sendo, no mínimo, ingrata (termo meu) para com Florianópolis, pois a área que ocupa lhe foi cedida para sua instalação e tem obrigação de acatar a requisição da administração municipal. Salvo engano, pela primeira vez fico sabendo que uma universidade foi beneficiada com a concessão de área para sua instalação. Sempre acreditei que universidades fossem benéficas aos municípios onde se encontram instaladas. Tenho lido que, por vezes, municípios entram em ferrenhas disputas para ter parte de seu território “invadido” por instituições de ensino. Estou equivocado?!
Perguntinhas (ora, direis: - que blogueiro que gosta de perguntar!):
- Trocar espaço destinado à Educação por ruas ou avenidas é uma atitude moderna?
- Depois de fazer a tal duplicação, se em dois anos o congestionamento retomar seu posto, a UFSC deve ceder mais uma fatia?
- Não há mesmo ALTERNATIVAS para resolver o crucial nó cego em que está se transformando a (i)mobilidade urbana em Florianópolis, assim como acontece na maioria das cidades brasileiras?
Com a palavra, os porventura interessados.


Ps.1 - fontes e muito mais informações nos HYPERLINKS (palavras realçadas).
Ps. 2 - Meu amigo Edinho, grande batera, parece estar morrendo de vergonha.

07 novembro, 2011

FLORIPA x MEIMBIPE

Para quem é de FLORIANÓPOLIS ou veio morar aqui ou veio pasear ou pretende morar aqui, sugiro a leitura deste artigo do cumpadi CÉSAR FLORIANO que foi anteriormente publicado no jornal NOTÍCIAS DO DIA.
Aos que tiverem um pouquinho mais de disposição, sugiro refletir sobre o tema do texto, ainda que brevemente. Como se diz em Minas, antes pingar do que secar.
Boa leitura e aproveite para navegar pelos hyperlinks (PALAVRAS REALÇADAS)!

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"Uma Ilha chamada Meiembipe,
uma cidade chamada Florianópolis

Ao terminar de ler o livro “Um rio chamado tempo, uma casa chamada terra” do escritor moçambicano MIA COUTO, uma obra prima da literatura contemporânea, pensei na nossa ilha querida, Ilha de Meiembipe. O livro narra a trajetória do jovem Mariano, protagonista da história, que retorna à sua terra natal, a ilha Luar-do-chão, para coordenar os procedimentos, comuns às famílias moçambicanas, da morte do seu avô, o velho Dito Mariano. Ao chegar à ilha, tomou conhecimento, de forma inusitada, dos mistérios que rodeiam o morto, a família e o lugarejo de sua infância. Esta história que me comoveu de forma marcante, primeiro pela impecável narrativa e em segundo por suas metáforas, me serve de partida para refletir sobre o processo de ocupação e urbanização da Ilha de Santa Catarina.

Depois de anos afastado do convívio familiar e da ilha, o jovem Mariano se depara com a destruição do patrimônio cultural e a venda das terras ancestrais. A especulação imobiliária, promovida em nome da modernização, do progresso e desenvolvimento, contaminam todas as relações sociais e os valores determinantes da estruturação simbólica da família. Em resposta a esta situação, uma seqüência de mistérios ronda a ilha Luar-do-chão, o funeral persiste em não se consumar, um mundo mágico vai se configurando e um morto vivo busca no jovem Mariano a possibilidade de resgate dos valores em risco. A terra em protesto da destruição do espírito do lugar se fecha para o sepultamento do avô. O coveiro tenta cavar, cavar, mas seu gesto, para o desespero da família, é inútil, o chão havia se tornado rocha. A terra mãe ilha, lugar dos ancestrais, se negava a receber o morto, seu fechamento é revolta, protesto e uma condenação aos vivos.

Este conto me fez pensar na Ilha de Santa Catarina, a destruição dos lugares sagrados, da paisagem cultural e a venda para o setor especulativo da paisagem natural. A Ilha como mercadoria, nos últimas décadas, teve sua venda anunciada, travestida de desenvolvimento e progresso. E em nome de um desenvolvimento especulativo, parte do patrimônio foi desfigurado ou destruído. Embora a máquina especulativa tenha atuado de forma agressiva sobre o território, agenciado por um Plano Diretor equivocado e pernicioso, grande parte dos elementos da paisagem cultural da ilha se mantém preservada e devem ser o objeto central de um planejamento sustentável e do novo Plano Diretor em construção.

Nas últimas décadas, alguns equívocos de planejamento e inserções promovidas por um urbanismo e uma arquitetura “tacanha”, provocaram uma desfiguração irreparável no perfil da cidade histórica e portuária. Ter construído o aterro afastando a cidade histórica do mar foi um erro irreparável, mas ter destruído o parque de Roberto Burle Marx, como continuidade da Praça XV foi uma ignorância cultural absurda. A verticalização e a ocupação desenfreada por todo o território da ilha é um desastre ecológico que tem que ser estancado imediatamente. Operação possível, mas somente a partir de uma mudança de paradigma na forma de pensar o crescimento urbano da cidade de Florianópolis e a ocupação do território da ilha. Faltou e falta para os gestores a compreensão de conceito de “insularidade”. Isto é, compreender a configuração lha como caráter do lugar, marcada por um território finito delimitado pelo mar. Compreender que é a condição de ilha que nos diferencia das demais cidades e determina nossa condição histórica. Pensar uma cidade dentro desta paisagem ilha é pensar uma cidade ilha. A Ilha de Santa Catarina, em praticamente na sua totalidade, é uma paisagem cultural que deve ser gerenciada por instrumentos avançados de urbanismo sustentável, um modelo que permita a ativação econômica sem criar desfiguração da cultura. Neste sentido, a cidade de Florianópolis não pode ser pensada como uma grande cidade capital a partir da ilha, ela tem que surgir no continente, é na sua parte continental que ela pode se afirmar como metrópole. Temos que pensar em uma cidade dividida, múltipla, polinucleada. A cidade continental deverá ser a grande prestadora de serviços, pólo de desenvolvimento regional e peça indutora do crescimento metropolitano. Não precisa ter grandes conhecimentos em urbanismo nem bola de cristal para antever esta realidade, Palhoça, São José, Biguaçu e Tijucas irão compor um grande corredor metropolitano. É urgente preparar o continente para esta realidade, criar infraestrutura para agenciar todo o crescimento que irá explodir nos próximos 30 anos nestas cidades. Transferir o aeroporto para Tijuquinhas, levar parte da máquina do estado e rodoviária, para o continente seriam algumas atitudes indutoras deste processo.

Para pensar a cidade ilha é preciso construir um plano diretor de paisagem, uma lei de paisagem rigorosa, que iniba as grandes obras de impacto. Uma lei de paisagem que preserve os visuais, os espaços perspectivos, os cones visuais, vias panorâmicas, lugares de memória, bordas d’água, trilhas, mirantes e as planícies. Na ilha a altura máxima não deveria passar de 4 pavimentos e o modelo do urbanismo baseado em lote residencial deveria ser evitado. Esta forma de ocupação é predadora para o desenho de paisagem, além de criar ruas sem definições de espaços públicos, serviços, unidades de vizinhança, alimenta a cultura dos puxadinhos e máxima ocupação do território. O modelo residencial proposto por parte do movimento social vai contra a idéia de sustentabilidade urbana.

A perspectiva de desenvolvimento para a ilha está em potencializar sua estrutura paisagística, criar uma série de eventos que dinamizem as bordas d’água em todos os seus níveis, gerando espaços públicos de laser, parques e dinamização cultural. Ativar percursos paisagísticos em diferentes escalas, trilhas, teleféricos, mirantes. Ativar o centro histórico como um corredor cultural, criando leis de incentivo para funcionamento de cinemas, restaurantes, clubes, albergues, livrarias e todos os serviços que dinamizem o setor 24 horas, o centro da cidade tem que ter vida noturna e para isto é preciso uma atitude política. A cidade ilhoa para ser viável e aprazível tem que levar em consideração seu limite de escala. Estamos no momento crítico, não podemos mais errar.

Voltando ao texto de Mia Couto, fico pensando no fantástico que seria, se a terra mãe Meiembipe, em rocha impenetrável se transformasse, impedindo novas estacas para construções, sinalizando em revolta que é preciso pensar a terra como suporte da vida e a paisagem cultural como condição e princípio de ocupação do território ilha de Santa Catarina.

Rio de Janeiro, primavera de 2011"


21 março, 2011

FLORIPA: OUTRA AV. BEIRAMAR É POSSÍVEL?


CÉSAR FLORIANO, arquiteto, urbanista e professor na UFSC convida para conhecermos outra possibilidade de ocupação paisagística da Av. Beiramar Norte, fundamental via de circulação de automóveis (porque pedestres, ciclistas e veículos de transporte coletivo de massa têm sido, desde o sempre, preteridos pelas administrações municpais de Florianópolis).

Reproduzindo:


"PROPOSTA DE INTERVENÇÃO PAISAGÍSTICA PARA A BEIRA MAR NORTE

A Ilha de Santa Catarina, com suas belas paisagens naturais e culturais, apresenta um caráter que a qualifica como um dos mais belos cenários do Atlântico Sul. No entanto, a rápida descaracterização dos marcos paisagísticos, a ausência de uma política urbana e a falta de incentivo na criação de novos referentes arquitetônicos e artísticos, tem igualado a imagem urbana da Ilha de Santa Catarina a todas as demais grandes ocupações litorânea. A inserção inadequada de mobiliário urbano, a falta de acessibilidade, a poluição visual e a inexistência de um projeto paisagístico consistente, têm caracterizado o tratamento da borda d’água da cidade de Florianópolis como um todo.
Em setembro de 2007, no momento em que a cidade se mobilizava em torno à construção de um Plano Diretor Participativo, o Fórum de Criatividade e Imagem da Cidade realizou, em parceria com o Curso de Arquitetura da UFSC, a segunda Oficina de Desenho Urbano, tendo como foco a Orla Central da cidade. Entre os diversos trechos desenhados na oficina, constava a criação de um grande Passeio na Avenida Beira Mar Norte, equipado com trapiches, decks, equipamentos de lazer, esporte náutico e recreação infantil.
Iniciadas as obras de enrocamento e o melhoramento do passeio da Avenida Beira Mar, em 2010, por parte da Secretaria de Obras da PMF, constatamos que havia uma ausência de projeto paisagístico e de mobiliário qualificado. Faltava na ação da Prefeitura um desenho forte, um conceito articulador dos diferentes usos praticados e potencializados conforme as diretrizes tiradas da segunda oficina.
No intuito de contribuir com a Secretaria de Obras, em setembro de 2010, construímos um grupo de trabalho na Escola de Arquitetura UFSC, desenvolvendo o conceito de Projeto Paisagístico Integral. Isto é, criar na BEIRA MAR NORTE um Boulevard para contemplação da paisagem, das obras de arte, da cultura local e para vivência comunitária.
O projeto paisagístico de aproximadamente 4 km prevê a inserção de um gigantesco painel mural contando a história da cidade, de mobiliário e de equipamentos de lazer, todos concebidos como obras de arte pública. Além de inúmeros desenhos de lugares de vivência, como o jardim das bromélias, foram criadas algumas maquetes, das quais duas foram selecionadas para a presente exposição, por se tratarem de espaços referenciais: a área do Trapiche e da CASAN.
Entendemos que o esforço da Prefeitura em concluir a reforma da calçada da Avenida Beira Mar, apesar de ser um projeto singelo e sem expressão estética, merece nosso reconhecimento. Mas o local pede uma intervenção com melhor solução no desenho dos espaços públicos, no tratamento da cobertura vegetal e na inserção de obras de arte, que possam criar uma referência cultural na cidade e proporcionar um lugar qualificado ambientalmente.
Equipe:
Arq. Prof. Dr. Cesar Floriano – coordenador
David Sadowski, Vitor Sadowski, Felipe Rizzon, Felipe Miranda, Lucas Passold, Rafael Giaretta
Participação: Arq. Marisa Fonseca - FLORAM
"


QUANDO: a partir de hoje, 21/03/2011, às 17:00 h

ONDE: piso L1 do Shopping Beiramar Norte


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18 outubro, 2010

FLORIPA E SUA HISTÓRIA.

Apresento dois vídeos que têm muito a ver com o momento atual de FLORIANÓPOLIS - SC, nossa mais que conhecida FLORIPA.

No primeiro, "DE DESTERRO A FLORIANÓPOLIS - Como tudo Começou, de Marcelo Gevaerd, temos uma apresentação cronológica de como a cidade tem se desenvolvido.



Neste outro vídeo, FLORIPA INVADIDA, do mesmo autor, já podemos perceber e, principalmente refletir a respeito, algumas das conseqüências do nosso estilo de nos relacionarmos com este lugar tão bonito e, por isto mesmo, tão frágil.
Já foi dito que a beleza é efêmera.



O que será que nós, nativos, moradores e/ou visitantes da Ilha temos a ver com o que tem acontecdo por aqui? A palavra está aberta.
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Ps.: saiba mais sobre Floripa clicando nos HYPERLINKS (palavras realçadas)

20 agosto, 2010

MOBILIDADE URBANA: DEBATE - 20/08

Pessoal,
O assunto é importantíssimo até para quem tem Rolls Royce dourado e acontece hoje.
Vamos tirar o bumbum da cadeira e participar ativamente.
Vamos abandonar esta passividade dos abaixo-assinados e choramingações!
Quem convida é o
COMITÊ DE LUTA PELO TRANSPORTE PÚBLICO:

"Galera,
Nesta sexta, 20/08, às 19h, no Auditório da Reitoria da UFSC, teremos um debate importante sobre Mobilidade Urbana. Esta será uma ótima oportunidade para nos reencontrarmos e retomarmos essa discussão, preparando terreno para a reorganização da nossa luta.
Por isso é muito importante a presença de todos e todas!
Envio em anexo o cartaz da atividade e peço que todo mundo faça o esforço de ajudar na divulgação do debate nas escolas e universidades, sindicatos, movimentos, associações comunitárias, Twitter, Orkut, Facebook e todos os espaços possíveis.
Essa é a hora de continuarmos juntos, ampliando nosso debate, afinando o discurso e construindo um novo projeto de Transporte Público para Florianópolis, antes que o próximo aumento nas tarifas venha!
Nos vemos nesta sexta!
Abraços,
Khaled

***

Nesta sexta, 20/08, às 19h, no Auditório da Reitoria da UFSC, ocorrerá um novo debate sobre mobilidade urbana em Florianópolis. Com os seguintes palestrantes:

- Lucio Gregori
Ex-secretário de Transportes do município de São Paulo e co-idealizador da Municipalização e da Tarifa Zero

- Paulo Cesar Marques da Silva
Professor de Engenharia de Tráfego do Departamento de Eng. Civil do Programa de Pós em transporte da UNB, conselheiro do Comitê de Mobilidade do Conselho das Cidades e membro da ANPET (Associação Nacional de Pesquisa e Ensino em Transportes).

- Victor Khaled
Militante do Movimento Passe Livre - Florianópolis

Chamem todos e compareçam! Vamos manter viva a discussão sobre a construção de um novo modelo de transporte público!!!!

Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas.
http://www.passapalavra.info/ "

19 maio, 2010

BAGAGEIRO NO BUSÃO

Além do valor da tarifa, que sempre sobe acima do rendimento do usuário, existem muitos outros problemas que passageiros dos ônibus urbanos (BUSÃO, LATÃO, LOTAÇÃO, CATA-COIÓ e etc.) enfrentam no dia-a-dia e nas madrugadas, também. Um deles é a dificuldade para carregar mochilas, malas e sacolas.
Pois vejam o que Igor Batista, estudante de Engenharia Mecânica na UFMG, desenvolveu em benefício das pessoas que são obrigadas a sacolejarem nos apertados corredores.
Claro que viajar em pé é coisa para gado, assim como quem bebe em pé é cavalo de bandido. Ainda assim, o uso de equipamento deste tipo despioraria um pouco a situação, né mesmo?
E nós com isto?
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11 abril, 2010

FLORIPA: PLANO DIRETOR

NOVAS REUNIÕES SOBRE O ANTEPROJETO DO PLANO DIRETOR DE FLORIANÓPOLIS

A MOBILIZAÇÃO DA POPULAÇÃO contra o anteprojeto do Plano Diretor fez com que o Prefeito Municipal de Florianópolis assinasse, na tarde de hoje, o decreto (n° 8056) que constitui Comissão Especial para apresentação e revisão do anteprojeto do Plano Diretor.
Sendo assim, novas sugestões poderão ser apresentadas pela população (pessoa individual, coletivamente, associações, órgãos públicos ou pessoas jurídicas), em datas específicas para cada região.


1ª REGIÃO – DATA: 03/05/2010 - Praia da Lagoinha, Praia Brava, Ponta das Canas, Praia da Cachoeira, Cachoeira do Bom Jesus, Vargem do Bom Jesus, Vargem Grande, Praia dos Ingleses, Praia do Santinho, Sítio Capivari, Praia de Canasvieiras, Praia de Jurerê, Jurerê Internacional, Praia do Forte, Praia da Daniela, Vargem Pequena e Ratones
2ª REGIÃO – DATA:05/05/2010 - Santo Antônio de Lisboa, Cacupé, Sambaqui, João Paulo, Saco Grande II E Monte Verde
3ª REGIÃO – DATA: 07/05/2010 - São João do Rio Vermelho, Muquem, Barra da Lagoa, Fortaleza, Lagoa da Conceição, Retiro da Lagoa, Costa da Lagoa, Canto dos Araças, Canto da Lagoa, Porto da Lagoa, Praia Mole, Praia da Joaquina, Praia e Parque da Galheta
4ª REGIÃO – DATA: 10/05/2010 - Rio Tavares, Fazenda do Rio Tavares, Porto do Rio Tavares, Campeche e Morro das Pedras
5ª REGIÃO – DATA: 12/05/2010 - Armação, Pântano do Sul, Costa de Dentro, Praia da Solidão, Alto Ribeirão, Ribeirão da Ilha, Costa do Ribeirão, Sertão do Ribeirão, Caiacanguru, Tapera do Ribeirão, Caeira da Barra do Sul e Naufragados
6ª REGIÃO – DATA: 14/05/2010 – Itacorubi, Santa Mônica, Parque São Jorge, Córrego Grande, Jardim Anchieta, Trindade, Pantanal, Carvoeira, Serrinha, Morro da Cruz (leste)
7ª REGIÃO – DATA: 17/05/2010 – Centro, Agronômica, Prainha, Morro da Cruz (oeste) e Cristo Redentor
8ª REGIÃO – DATA: 19/05/2010 – José Mendes, Saco dos Limões, Costeira do Pirajubaé, Aeroporto, Carianos, Sítio Valerim e Tapera do Base
9ª REGIÃO – DATA: 21/05/2010 – Balneário, Estreito, Ponta do Leal, Capoeiras, Coloninha, Monte Cristo e Chico Mendes
10ª REGIÃO – DATA: 24/05/2010 – Abraão, Coqueiros, Itaguaçu, Vila Aparecida e Praia do Meio.

PARTICIPE E DÊ SUA SUGESTÃO!


Ps 1 - o texto acima foi recebido por e-mail e postado aqui por causa de sua relevância nos destinos de FLORIANÓPOLIS, que nem todos tratam como a cidade merece.
Ps. 2 - para maiores informações, clique nos HYPERLINKS (palavras realçadas).

12 março, 2010

MOBILIDADE TUCANA

Talvez por tucano ser um bicho que "avoa" deve pensar que todo mundo é capaz da mesma façanha. Como a vida, às vezes, desmente as crenças parece que parte da população não acredita no propagado EXPANSÃO SÃO PAULO.
Dentre os descrentes na propaganda tucana está o MOVIMENTO INCLUSÃO JÁ (clique em cima para conhecer mais sobre este grupo).
E nós com isto?
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31 outubro, 2008

SEJA FEITA A BIENAL DA NOSSA VONTADE

Leio no site do ESTADAO que picharam uma parte do prédio da Bienal de São Paulo. Vi, pelos telejornais, uma guria sendo presa enquanto gritava que é uma artista. Em tempos de Paulo Coelho na Academia Brasileira de Letras e Arnaldo Jabouru cronicando, até pode ser. Tudo é tudo e nada é nada, com diria o Síndico.
Cada um, por mais ou menos míope que seja, tem sua visão de mundo. A minha me leva a crer, entre outras poucas crenças, que uma cidade sempre está da maneira que gostamos que ela esteja. Por mais limpa e arrumada ou suja e bagunçada que esteja.
A invasão pichadora à BIENAL de São Paulo tem tudo a ver com a maneira pela qual os paulistanos gostam de sua cidade. A primeira vez que passei pela Marginal do Rio Tietê foi em 67, se não me engano. De lá pra cá, seu aroma característico só tem se acentuado e sua massa pseudolíquida cada vez é mais pastosa. Neste 26/10/2008, talvez a Bienal tenha começado a tomar o mesmo destino do Tietê, que já foi rio. Aliás, não faz muito tempo que o
MASP ficou fechado por falta de pagamento da energia elétrica. Assim, como desejam os paulistanos, a parede da Bienal é apenas mais um muro qualquer. Afinal, há mesmo diferença entre ela e as paredes de dos prédios devidamente decorados pela moçada do spray?
Dizem por aí que se cada um limpar sua casa e sua calçada toda a cidade será limpa. Porém, antes de iniciarmos as vassouradas, sempre projetamos a cidade que queremos.
Que CIDADE queremos?

Ps.: por increça que parível (com diz alguém lá de Cosmo), para alguns pedagogos e secretários de educação, a frase pichada não impediria que o piloto do spray fosse promovido à série letiva subseqüente; sobre este milagre educacional, sugiro a leitura do artigo
PROGRESSÃO CONTINUADA OU PROMOÇÃO AUTOMÁTICA? , de Angélica Lourenço Pinto.

29 outubro, 2008

ANARQUIA NÃO É BAGUNÇA!


Este video, produção da ELETRONS BEAN RECORDS, trata da caminhada anarcológica ocorrida no dia 04 de outubro, véspera das eleições municipais de Maringá-PR. Também poderia ser aqui ou acolá.