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06 agosto, 2013

O IMPORTANTE É O PRINCIPAL


 
Este papo de que “o importante é competir” não passa de pré-consolo de quem nasceu para comer um lanche. Por se resignar a isto. Na disputa, a meta é a vitória, mesmo que o resultado pareça não ser uma incógnita. Mesmo que contra o batalhão de calhordas distribuídos pela arena e arquibancada,  um miura entra para arrombar o toureiro. Do contrário, não é um miura.  É qualquer coisa pintada de preto.
Foi como qualquer coisa pintada de branco que um punhado de caras, dublando mal e porcamente o time do Santástico,  gastou noventa minutos de vida a oferecer o pescoço ao time do Barcelona. Treinador e jogadores – perdedores, melhor dizendo – entraram em campo como carneiros que enxergam, na degola, o alívio de seus males. Que passividade avassaladora! Digo isto, não por causa do placar elasticadamente vergonhoso, mas pela ausência de sangue por debaixo do sagrado manto alvinegro. Digo isto por causa da opção pela paralisia mental que tomou conta de quase todos.
Digo “quase todos” porque houve um miura em campo, mesmo que por pouco tempo. E este miura é VICTOR ANDRADE, que deu um pau num dos adversários e reagiu à altura quando teve recusada a sua mão estendida. É até possível que tenha tomado bronca no vestiário por ter reagido como homem, já que a entrega parecia ser de concordância de todos. Pois é sabido que o rebanho odeia as ovelhas negras. A atitude de Vitor merece, além de placa em praça pública, os versos de TORQUATO:
 
“levem um homem e um boi ao matadouro
o que berrar é o homem
mesmo que seja o boi”.
 
É isto aí, guri!
Que a VILA MAIS FAMOSA DO MUNDO seja desinfetada urgentemente ao som de JACKSON DO PANDEIRO.
 
Ps. 1 - Saiba mais clicando nos HYPERLINKS (palavras realçadas).
Ps. 2 - Aproveite a chance e confira a arte de Torquato Neto, Jards Macalé, Wagner Tiso e Paulo José num dos hyperlinks.
Ps. 3 - Nosso fundamental slogan aos tempos do IFCH nos anos 80: "o importante é o principal; o resto é secundário."

19 dezembro, 2011

SE NÃO ERA O SANTOS NÃO TINHA COMO DAR BOLA

Ainda bem que Cumpadi Macka alerta-me para o fato de, inconscientemente, ter previsto a vã tentativa: o Santos não poderia ser o campeão de 2012 jogando em 2011. Parece-me que MURICY leu minha postagem, pois não pôs o time em campo, explicando, ao final da partida, que o Santos voltará a Tóquio para disputar no próximo ano, que vem a ser 2012. Ou será que minha postagem previu a explicação de Muricy? Do meu ponto de vista (e só posso falar a partir dele) o treinador optou por não colocar o real-Santos em campo. Aquele esquema de anti-jogo nada tem a ver com o time que foi campeão da Copa do Brasil, do Paulistão e da Libertadores.
Digo sempre que, ao contrário dos torcedores de outros clubes, sou santista por escolha racional: em 1962, tinha sete anos de idade e fui obrigado a perceber que o futebol existia por causa daquele escrete (como se dizia então) que trucidou a tudo e a todos que pisaram dentro das quatro linhas mais comumente denominadas “campo”. Creio que fica fácil compreender que não me tornei santista por obedecer ao Véio Leite ou porque queria protestar contra a escolha dele, por exemplo. Por mais de uma década minha opção foi sendo cristalizada através das notícias que chegavam de todo o Mundo. Torcedores de outros clubes não sabem o que é isto. Talvez os barcelonenses de hoje em dia tenham alguma noção do que digo, quero dizer, teclo.
O Santos que conheço é o time da virada, dos muitos gols (mesmo que tome um punhado, parfois). Quando vi a escalação dos três zagueiros, independentemente da qualidade de cada um deles, senti que o brejo se aproximava da vaca. Pensei comigo: o Muricy deve ter tomado banho como sabonete do Felipão ou se enxugado com a toalha do Parreira. No transcorrer do jogo, ficou claro que o brejo era destino: Danilo afrouxou o raiado (alegou que sentiu incômodo nas costas); Ibson entrou no lugar de Ganso para fazer o quê não consegue desde que saiu do Flamengo; querendo fugir deste mundo terminou por apelar ao Além Kardec. Tudo aquilo acontecendo e o Muricy sentadim sem saber onde deixou os milhos de atirar aos pombos. No seu BLOG Xico Sá já havia dado a dica e pena que ele não leu:
“Confio no Muricy, mas a preleção para a decisão teria que ser do Serginho Chulapa, com quem estive ontem, para a minha sorte e recreio d´alma. Ele diria, certamente: “Quem tiver com medo desses branquelos donos da bola que pegue o trem-bala, hoje precisamos de homens.”
Quanto à reação da Imprensa e dos torcedores rivais, de maneira geral, fica comprovado o que eu afirmei na postagem anterior: o desejo de se submeter que norteia os filhos de PINDORAMA não é pouco. O papo geral é que todos os bípedes do planeta têm (não que precisem, “têm”) que jogar conforme a aula ministrada por Guardarola & Cia. Ora, o sucesso brasileiro no futebol, nas muitas ocasiões em que ocorreu, deveu-se ao estilo de jogar desenvolvido aqui: jogar e fazer os gols sorrindo, brincando com a bola e com o adversário. Foi com futebol assim que brasileiros construíram seu nome no reino das chuteiras. Foi botando pra F que Santos, Flamengo, São Paulo e Internacional sagram-se campeões do mundo. Aliás, o divinal Barcelona, com a vitória de ontem igualou o número de títulos do próprio Santos.
Enfim, e repetindo, é botando pra F.... que brasileiros (incluindo aí a selelerda do Mano) que voltaremos a instaurar no temor nos adversários dos outros países. Não é, como Muricy pareceu também acreditar, botando pra ser F...do.
Ô professor! Por que não deixou o Santos ir pra dentro deles?!
{8¬?!

17 dezembro, 2011

QUEM DÁ BOLA É O SANTOS!



Há vários tipos de expectativas geradas a respeito da partida entre SANTOS e BARCELONA que definirá qual é o time campeão mundial de 2012. Vão desde a fé cega dos santistas fanáticos à barcelonite invejante de magoados torcedores dos outros clubes brasileiros, incluindo o apoio solidário de muitos outros torcedores destes mesmos clubes. Há também aquela velha síndrome de vira-latas que costuma acometer a imprensa tupiniquim, reflexo de sentimento nacional do mesmo nome, em só enxergar valor naquilo que vem de fora, naquilo que invade nossos portos muito antes de 1808 – lamentavelmente ou não – a tribo que recepcionou CABRAL e seus salteadores não era composta de antropófagos militantes. Talvez, venha daí este jeitão submisso quando, ao recebermos uma visita, mesmo que moremos em luxuoso palacete, suplicamos - “Por favor, não repare...” ainda que o brilho do assoalho perpasse o persa legítimo.
Nossa cultura de eternos colonizados não nos permite acreditar que também podemos e, mais que isto, fazemos. Seo Barack resignou-se ao podemos. Some-se a isto o fato que, devido a REDE GLOBO deter o monopólio da transmissão dos principais campeonatos envolvendo equipes brasileiras (da SELELERDA DO MANO ANO a este MUNDIAL DE CLUBES), emissoras como BAND e ESPN precisem alimentar seu caixa através de retransmissões de campeonatos nacionais europeus quase sempre decididos entre os mesmos dois clubes (vide Espanha, Itália etc.). Na Zoropa, para juntar meia dúzia de participantes de boa qualidade faz-se mister um torneio continental e, ainda por cima, recheado por jogadores – os melhores – oriundos da periferia afrolatinoamericana. No nosso BRASILEIRÃO várias são as equipes que iniciam o certame com chances e vencê-lo. Não é interessante como a maioria dos jornalistas esportivos acreditam e, pior, repassam que o Barcelona não conhece o Santos sendo que é notório o assédio dos dois únicos times espanhóis pela compra de NEYMAR?
Tinha eu 15 anos – um a mais que o Paulinho da Viola daquele SAMBA – quando nossa Seleção conquistou a tricampeonato; tinha 27 quando TELÊ SANTANA seus guris perderam para a Itália. Lembro-me claramente que o GRUPO DE 70, apesar de contar com Pelé, não unanimidade nacional (valei-me são NELSON), tinha o dedo do MÉDICI e o fantasma da derrota de 66. Quando a Tchecoslováquia abriu o placar, os 90 MILHÕES EM AÇÃO tremeram. O GRUPO DE 82, além do melhor treinador que já comandou a Seleção, contava com alguns dos principais jogadores do mundo e era tido como infalível: o caneco era caçapa cantada. Deu no que deu e, até hoje, os experts gastam parcos miolos tentando identificar os “culpados” pelo resultado.
Voltando ao jogo deste domingo, estou entre os que acreditam que podemos – e vamos! – ganhar. Aprendi com VÉIO LEITE que quem vai bater está sujeito a apanhar. Emendo que, se entramos na briga, precisa ser para bater. Quanto ao resultado, aprendi com ele que quem está apanhando também está brigando. E todos sabemos que muitos outros torcedores, espanhóis inclusive, estão se mordendo por não terem conseguido uma vaguinha nesta briguinha.
Vamos pra dentro deles, Santos!
É nóix!


Ps.: saiba muito mais clicando nos HYPERLINKS (palavras realçadas)

23 junho, 2011

SANTÁSTICO TRICAMPEÃO DAS AMÉRICAS!!!

Aí vai um aperitivo da parada indigesta que o tal de Barcelona vai enfrentar. Messi e seus guris vão descobrir que campeonato onde tem mais de dois times disputando é outra coisa. Por que o maravilhoso futebol europeu tem dois times em cada país que consegue ter dois times: Manchester e Chelsea na Inglaterra; Milan e Internazionale na Itália; Real Madrid e Barcelona na Espanha (os outros países precisam reunir muitos ajuntamentos pra fazer um time). Além disso, Itália e Espanha estão à beira da falência e não poderão por muito mais tempo sustentar os bons jogadores de outros países. Vão ter que se virar com seus astros marketeiramente construídos.
Vai comendo raimundo!

{8¬)




Ps.: ainda vou postar a respeito de como vejo esta construída proeminência mundial do futebol europeu.