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24 março, 2010

GAMBONA: BLUES ÀS PAMPAS!

GAMBONA, meu Cumpadi lá do Cassinão, convida para vários lançamentos do seu mais recente : VIDA BLUES:

GAMBONA plays:


CONTATE/CONTRATE GAMBONA:
http://www.myspace.com/gambona

É BLUES NA VÉIA!

{8¬)

24 junho, 2009

COMO NÃO DISSE DYLAN

Por teclar em Dylan, aí vai uma brincadeira que compus há um bocado de tempo. Talvez, de lá pra cá, as coisas tenham se transformado. Talvez...
{8¬...


COMO NÃO DISSE DYLAN

ganho 5 por mês
deixo 5 na quitanda
outros 5 no aluguel
inda tem gás luz lotação
as pingas e as primas do brega
que ninguém é de ferro

yeah mister jones
tem jeito não
a necessidade
é a mãe da viração

pus a mais velha na rua
o segundo na banca
outros dois no cruzamento
o caçula a nega leva
pras calçadas do centro

yeah mister jones
já deu prá sentir?
(já deu?! eu hein...)
há algo mais de estranho no ar:
a teimosia em existir

candelária’s boys
girls from mangue
os pebas remain the same
depois do big bang bang

take it easy mister jones
a califórnia não é aqui
(aquele forno porém)
c’mon little bob
let’s surf on train

Cassino, +/- 95

13 maio, 2008

LUNAR no Larus 16/05 (sexta-feira)

Olhaí, minha gente dos pampas!
Oportunidade de tomar umas no Larus, boteco que tem a melhor quinta que conheço: tudo em dobro, inclusive gente bonita e bacana. Como se não bastasse ainda tem minha irmã Bir, voltando pro reduto, e meu cumpadi Leonardo.
Não posso ir, mas estarei lá, com certeza.
Curtam que a vida é curta... e boa!
{8¬)

15 fevereiro, 2008

CUMPADI GAMBONA DÁ O TOM

Cassineiro que sou, sempre que posso, aí vai um som maneiro de meu cumpadi desde as noitadas bluseiras&rockeiras&etc no Crazy Mama, varando as madrugadas riograndinas.
Podem ir nesta que não dói.
{8¬)

17 junho, 2007

À maravilhosa vaidade feminina!

Recebi uma intimação de Cumpadi Guilherme, um manezim que consegue rir enquanto bebe seis sucos de laranjas e duas garrafas de água, pra acompanhar legítimos acepipes mineiros (não sabem o que é acepipe?! plagiando o Prates: vão procurar o dicionário!), referente à minha ausência bloggística. Até pensei, por causa da saída gargalhante que oferecemos ao Cacá, pra quem o bicho só se tiver uma carrada de pernas e antenas, em postar alguma brincadeira alegre. A postagem também seria uma espécie de homenagem a Dercy. Fica pra depois.
Não deu!
Acabo de receber via TV, este trem que os intelectuais e os desavisados adoram chamar de alienante (neste exato momento, Mestre Pinsky mais dois estão discutindo éticas e otras cositas más no programa do impoluto William Waack, com base no escândalo Calheiros), uma overdose de crueldade: uma entrevista com a Rosie Marie Muraro (fantástica!) e um documentário sobre visitas familiares e/ou íntimas (intímas?!) a seus maridos, namorados e filhos. Incomodei-me e mudei de idéia e aí vai um poema que escrevi quando morava no Cassino. Havia assistido um Globo Repórter sobre prisioneiras do Talavera Bruce, presídio feminino carioca. Quando acabou o programa meu cérebro de castanha ficou a matutar: “como estas gurias mantêm a vida, mesmo com a sociedade desejando ardentemente a sua morte!”
A foto, "emprestei" de autoria de Genna Naccache.
Aí vai o fruto. Bom divertimento.


TAL É VERO?

1. A SOLIDÃO É A MASMORRA

ao seu modo
conseguiu alforria
mas o pesado portão ainda lá estava
a obstruir o curso da vida

à espreita
um cupido anarquista

não resistiu

em prantos
bêbada e feliz
entregou-se
abraços beijos
o coração a conduzir o corpo
eterno escravo da paixão

ninguém entendeu:
“- por uma mulher?!”

para boa amante
meio olhar basta

2. “JÚLIA ROBERTS”

decididamente
a vida não é “O FILME”
woo não há
bruce não invadirá talavera
tronitruante
grades flutuando em câmera lenta

na tela
o sorriso largo
insiste
em manter o corpo
no balão de esperança

na película
o orgulho da pátria madastra
a cor vendida em verso & prosa
correndo o mundo
em catálogos de agências de viagens

sangram 24 quadros por segundo

3. KABUKI

toda manhã

pacientemente
o senhor de tudo e todos
tece fio por fio
em prata:
alguma ruga nova insinua-se

toda manhã é a mesma

sobre o caixote de maçã
espelho
pincéis tintas
potes bastões tesouras pinças:
a arte e o ofício
de estancar o tempo

por fim
o lápis
traça o contorno dos lábios
aprisionando o batom
resguardando a sede

sob a pintura
a vida retesada

lá fora
a vida continua?


(às borboletas
que do Talavera Bruce
já não podem)

Cassino, 95