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10 maio, 2013

ENTURMAÇÃO OU "ENXUGAÇÃO" DA EDUCAÇÃO?



Quinta-feira, 09/05/2013, programa Conversas Cruzadas, da RBS-SC, apresentado por Renato Igor. Alguns profissionais da área educacional debatem a processo de ENTURMAÇÃO ESCOLAR que consiste, em linhas gerais, em remanejar alunos de classes que não atinjam uma quantidade mínima. Este procedimento já existe há alguns anos.
Durante o debate, para justificar este processo de ajuntamento de estudantes o Secretário de Educação de Santa Catarina diz que a média de alunos por sala nas escolas estaduais era de 31 por sala em 2010 e agora é de 27. E fala isto tranquilamente, sem demonstrar a menor preocupação pelo fato. Segundo ele, é grande a evasão escolar e o jeito é juntar alunos de classes “vazias”.
Para tentar entender: enquanto a população do Estado aumenta e a frequência nas escolas públicas estaduais diminui, a providência que o Secretário toma é reduzir o número de salas de aula?! Será que podemos pensar que continuar a FECHAR ESCOLAS estaduais é a meta do atual governo de Santa Catarina no que concerne à Educação?! Posso estar equivocado, mas ainda considero que o principal papel de alguém que, independentemente da instância, esteja responsável pela Educação Pública é empenhar o máximo de esforços para que todos tenham acesso – e, principalmente, permanência – ao ensino público e de qualidade.
Creio que, em algum momento, a Sociedade Catarinense vai perceber que tem o direito e a responsabilidade de exigir a adequada aplicação dos recursos que o Estado amealha através dos tributos. Um dia, aqueles que podem pagar os estudos de seus filhos em escolas particulares, vai descobrir que pagando duas vezes por apenas um serviço.
Aliás, um dos telespectadores enviou, ao programa, uma pergunta sobre qual(is) dos debatedores têm filhos cursando escola pública. Ninguém respondeu.

Ps.1 - peço perdão pelo título da postagem, pois a Educação Pública não merece rimas pobres.
Ps.2 - como sempre, saiba mais sobre o assunto clicando nos HYPERLINKS (palavras realçadas).

12 março, 2011

ESCOLAS DESATIVADAS NO CENTRO DE FLORIANÓPOLIS - SC

Por ser de suma importância, volto ao tema.
O amigo Jorge Campos deu sua opinião, pelo jeito, defendendo a desativação da escola que fica junto à Assembléia Estadual de Santa Catarina. Pode-se conferi-la no comentário que Jorge fez na postagem "SANTA CATARINA TEM MAIS ESCOLAS QUE PRECISA?"
Em 05/03/11, Marco Tebaldi, atual Secretário de Educação do Estado de Santa Catarina, enviou-me, via twitter, o seguinte comentário que tomo a liberdade de reproduzir:

"@mtebaldi Marco Tebaldi
@JorgeCampos @tiagomx @shasssa Poucos alunos, custo alto. Não dá para manter uma escola inteira com pouco mais de 90 frequentadores.
"

Pois bem. No centro de Florianópolis, mesmo com a concorrência do INSTUTO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO, existem várias escolas particulares repletas de alunos. Não será a queda da qualidade de ensino que fez com que os alunos das escolas públicas desativadas (porque é mais que uma) "fossem embora"? E mais: para onde foram, já que o IEE não comportaria todos os estudantes que deixaram de freqüentar, por exemplo, a já citada Escola de Educação Básica Celso Ramos?
Pergunto ao Secretário, bem como aos eleitores (professores, pais e alunos):


- se estas escolas desativadas forem transformadas em instituições educacionais funcionando em tempo integral, com professores valorizados e mínimas condições de ensino, continuarão a ser preteridas pelos alunos? se é esta a razão, obviamente.

- os pais que trabalham no centro de Floripa não gostarão de poder deixar seus filhos na escola pela manhã e buscá-los no final da tarde?

- qual é opinião dos sindicatos dos empregados no comércio e no serviço público desta que pretende ser a Capital do MERCOSUL?

- qual é a opinião da(s) entidade(s) que representa(m) os estudantes em Florianópolis?

- qual é a opinião da(s) entidade(s) que representa(m) os professores em Florianópolis?

- qual é a opinião dos eleitores de Florianópolis?

- qual é a opinião dos representantes políticos (de situação e oposição) eleitos pelos florianopolitanos?

- e, principalmente, quais as ações possíveis para modificar este triste quadro?

Ps.: saiba mais clicando nos HYPERLINKS (palavras realçadas)