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22 dezembro, 2014

QUEM MORRE NA VÉSPERA É PERU


Só para variar, o blog vai na contra-mão dos SARDENBERG’s e ACMelhados que pululam nas GloboVeja’s e suas variações. Os catastrofistas, desde fins de 2002 parecem seguir a cartilha de Nostradamus e insistem na crença de que o mundo vai acabar em choro e ranger de dentes. Isto, mesmo depois de INRI CRISTO garantir que o mundo só acaba para quem...
Voltando à vaca fria, confiramos alguns sinais da tal crise que mortal nos aguarda.
Comecemos pela catástrofe-mor: o propalado estertor da Petrobras – que, no passado, seus amantes tentarão rebatizar de Petrobrax. Como é possível que, mesmo após os alertas dos fãs do ex-futuro ministro da fazenda do inderrotável Aécio, o renomado mega-investidor George Soros está ADQUIRINDO AÇÕES da empresa?! Estará o ex-patrão (ex?!) de Armínio Fraga manifestando sinais de suicídio?
Passemos a outro assunto: o caos aéreo. Lembram-se que este era um papo corrente nas manchetes da grande inpremça? Aliás, teríamos até a Copa do Caos, devido à imobilidade como impedimento de acesso aos estádios. Na verdade, o que tivemos foi a imobilidade do escrete canarinho filipônico, que não consegui acessar o gol dos times adversários. Justo Felipão, o muso dos conservadores que sempre viram nele o cabra exato pra botar ordem no barraco. Como se sabe, o pessoal que cochila na estufa adora um botador de ordem no barraco.
Pois agora, em meio a este caótico e incerto futuro que nos espreita, a TAM anuncia que vai ADQUIRIR 30 AERONAVES para vôos regionais. Com a prevista piora na Infra-estrutura, com a crise na Economia e conseqüente queda na produção e no emprego, será que os descendentes do Comandante Rolim também optaram pelo suicídio empresarial?
E por falar em desemprego, não é interessante que tenham criado o termo RECESSÃO TÉCNICA para explicar o baixo crescimento brasileiro desacompanhado da queda nos índices de emprego?
Observando bem o movimento catastrofistas – que é bem mais populoso que a Direitosa Modernista - creio que, depois de recessão técnica, surgirá o conceito crise técnica.
Enquanto isto, apesar das BOCAS DE CASSANDRA, la nave va.

Ps. 1- É óbvio que parte dos leitores preferirão ler a postagem como defesa do atual governo. O espaço para comentários está aí para isto.

Ps. 2 - Saiba mais clicando nos HYPERLINKS

20 dezembro, 2014

OS ELEITOS NOS REPRESENTAM

Passada a eleição, Política continua sendo um assunto em pauta, pois o processo eleitoral não finda: políticos eleitos já se candidatam no instante mesmo da posse. Políticos eleitores, mesmo que não o percebam, também já estão envolvidos nas eleições seguintes. Assim sendo, o período entre uma eleição e outra pode ser usado pelos eleitores para acompanhamento e cobrança referentes aos atos dos eleitos. Também pode ser oportunidade de reflexão a respeito da importância do ato de votar – inclusive para quem prefere as opções nulo, em branco ou abstenção – já que todos os viventes participam do processo eleitoral. Mesmo aquele que se abstém participa, pois seu ato influencia no resultado. Aliás, até mesmo mortos participam, o que se constata na intensificação da influência de Eduardo Campos justamente após sua trágica morte.
Outro ponto que merece atenção é o fato de que, quando elegemos um candidato, independentemente do partido ao qual pertença, estamos oportunizando poder de decisão ao grupo de entidades e cidadãos representados por ele. No atual sistema eleitoral brasileiro, os partidos reúnem-se – ou se distribuem – conforme os interesses que representam. PP e PMDB, para citar dois, tinham filiados distribuídos em apoiadores dos dois principais concorrentes à presidência da República, Aécio e Dilma (em ordem alfabética). O eleitor que não percebe isto corre o risco de ser tratado como simples correia de transmissão de discursos fabricados por marqueteiros que são, por isto mesmo, incluídos no processo.
 Então, devido ao nosso estilo de participar da Política, no Congresso Nacional já estão formadas, entre outras, bancadas como a Ruralista, a da Escola Privada, a da Saúde Privada e a dos Grupos de Comunicação. Por qual razão será que não há bancadas da Agricultura Familiar, da Escola Pública, da Saúde Pública e da Cultura?
Afinal, por que será que estamos representados pelos eleitos, mas nossa sensação é a de que nossa vontade não?

05 outubro, 2014

VOTO SIM!

A poucas horas do início da votação que elegerá @ mandatári@, a GLOBONEWS transmitiu uma edição especial centrada nas Eleições 2014. Entre outras matérias, exibiu o perfil, segundo seu estilo de isenção, dos três candidatos mais prováveis de alcançar o sucesso. Obviamente, para mim, iniciaram com o perfil de DILMA acentuando sua participação no movimento político que enfrentou a ditadura civil, estrelada por militares.
Em seguida, o programa apresentou o perfil de AÉCIO, destacando sua participação numa escola de samba mirim, sua ligação com Tancredo, e seu desempenho como governador de Minas, estado em que seu candidato, “estranhamente”, parece que será derrotado ainda no primeiro turno. Faltou fecharem com uma frase do tipo “um cara supimpa!”.
Por último, apresentaram o perfil de MARINA, com suas dificuldades em sobreviver às doenças e às relações políticas entre outras procelas. Fosse eu de ter dó, teria. Porém, não sendo um fiel praticante da cultura judaico-cristã, igualmente não pratico a piedade ou a compaixão.
Considerando o já citado estilo de isenção, a forma de apresentar a história dos candidatos não deixa de ser uma tentativa de influenciar a tal voz esganiçada das ruas. É comum aos conservadores, antiquados e modernosos, difundirem a crença de que o devido lugar da massa é na estufa.
Eu cá, voto tranquilo. Aliás, como sempre.
Primeiramente, por saber que, independentemente do partido a que sejam filiados, os candidatos a presidente, por exemplo, representam grupos compostos de membros de vários outros partidos. A diferença está nas propostas apresentadas e não nos apoios, declarados ou não.
Segundamente, porque gosto de ler jornais desde que aprendi as primeiras palavras. Também tive o privilégio de ter frequentado a UNICAMP nos tempos em que universidade realmente merecia este epíteto. Lá, quase me tornei um estudante de História.
Terceiramente, porque tenho razoável memória e sei o que eles fizeram no passado. Além de ter nascido naquelas Geraes que, de há muito, merecem outro destino que não o de ver seus veios abertos e sugados pelos mesmos.
Quarta – e finalmente – porque, conforme ficou claro no DEBATE DA GLOBO, o derradeiro antes da votação, os opositores de minha candidata preferida juraram de pés juntos que vão manter os programas do atual governo (BOLSA FAMÍLIA, PRONATEC, PRÉ-SAL et caterva), pois reconhecem sua importância.

Assim sendo, você que não vai votar em Dilma, diga-me porque razão vai votar em outro candidato. Que tal elogiar seu candidato? Vamos lá?