Recentemente, alguns PASSARALHOS sobrevoaram
as redações da mídia impressa e televisada. E a revoada não foi sobre as
pequenas empresas do ramo. Ocorreu sobre algumas das principais, aquelas
consideradas formadoras de opinião, embora haja discordância.
Obviamente, qualquer situação de desemprego
é triste. A não ser quando esta se abate sobre o piloto da forca ou da
guilhotina. Porém, alguns dos mais prestigiados e bem pagos jornalistas ou –
pior – comentaristas e/ou articulistas, parecem se esquecer que também são empregados,
embora atuem como bocas de aluguel. Parecem não perceber que os tapinhas nas
costas e os convites para passear em aeronaves públicas não os tornam patrões
ou ilustres membros da comitiva governamentais.
Neste exato momento da vida política
brasileira, a Câmara dos Deputados acaba de abrir a possibilidade de que,
praticamente, todo emprego passe a ostentar o prefixo sub, com as devidas conseqüências salariais. Como tem acontecido
em outros momentos de nossa História, os jornalistas
ou – pior – comentaristas e/ou articulistas que desfrutam de maior
audiência assumem seus postos de correias de transmissão das entidades
patronais. Portam-se como se sua existência só seja possível através do sangue
alheio.
Pelo que diz o COMUNIQUE-SE, de onde
emprestei a imagem acima, há sindicatos de jornalistas empenhando-se em afirmar
que jornalista é trabalhador. Tomara as bocas de aluguel acordem. Ou sejam
derrubadas do catre esplêndido.
Aliás, de vez em quando, alguma é
derrubada, como no caso do imparcialíssimo JABOUR que foi apeado do Estadão.
Ps. 1 – a imagem é do Sindicato dos Jornalistas
Profissionais do Município do Rio de Janeiro.
Ps. 2 – para saber mais,
clique nos HYPERLINKS (palavras realçadas).
