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27 novembro, 2016

BOA VIAGEM, FIDEL!


Você aí, que comemora a viagem de FIDEL CASTRO, sabe quem é FULGÊNCIO BATISTA?
Enquanto busca a resposta, experimente refletir sobre quantas pessoas ficarão tristes quando chegar tua vez de viajar, quantas tecerão loas à sua existência. Esta pode ser uma das maneiras de medir a importância deste que você tenta tripudiar.
Tripudiar à distância, é claro. Frente a frente, não se tem notícia de que alguém o tenha feito. Até tentaram inúmero atentados – redundando para amenizar o papo. Seguindo a rima, todos foram frustrados.
Por teclar em rima, publico mais uma vez este poemeu que dedico às pessoas da estirpe de El Comandante. Aliás, olhando a imagem acima, posso bem imaginar que sua expressão ao ler o poema seria semelhante.


NÃO CARA-PÁLIDA!

sei que só
não salvarei a tribo
mas não serei o batedor
que dirá à cavalaria
qual é a melhor hora para o ataque

não me cativam
teus espelhos e contas de vidro

Obviamente, a trilha sonora da viagem só pode ser Guatanamera, na voz de seu autor JOSEÍTO FERNANDEZ:



Ps.: saiba mais clicando nos HYPERLINKS (palavras realçadas).

13 abril, 2015

BOA VIAGEM, GALEANO.

É a mesma viagem, por outras paragens, Cumpadi EDUARDO GALEANO:




AVIDAMUSASUMADIVA

é feito um caminhar de dentro pra fora
até entrar de novo
e sair um outro
d’ outro lado
que é este mesmo
que chamam depois mas que vem antes
assim como cada fim é o principiar de outro
não há paradas saídas entradas
há um caminho a transformar-se enquanto se caminha
assim como
o amanhã de anteontem é o ontem de hoje que é o ontem de amanhã

Ps.: para saber mais clique no HYPERLINK (palavra realçada).

23 junho, 2012

MUITA GENTE PRONTA PRA ATIRAR A PEDRA

Cumadis e Cumpadis,
Nestes tempos em a direita brasileiras unem-se na adoração e/ou caça a santos e demônios, lembro-me de ZAPATA.
Aí tem imagens e a letra para o caso de alguém querer saber do que se trata.
Bom divertimento!
{8¬)




CORRIDO DE LA MUERTE DE EMILIANO ZAPATA
(Armando Liszt Arzubide)


Encuchen, señores, oigan el corrido,
De un triste acontecimiento;
Pues en Chinameca fue muerto a mansalva
Zapata, el gran insurrecto

Abril de mil novecientos
Decinueve, en la memoria
Quedaras del campesino
Como una mancha en la historia
Campanas de Villa Ayala,
¿por que tocan tan doliente?
Es que ya murio Zapata
Y era Zapata un valiente
El buen Emiliano que amaba a los pobres
Quiso darles libertad;
Por eso los indios de todos los pueblos
Con el fueron a luchar
De Cuautla hasta Amecameca,
Matamoros y el Ajusco,
Con los pelones del viejo
Don Porfirio se dio gusto
Trinitaria de los campos
De las vegas de Morelos,
Si preguntan por Zapata,
Di que ya se fue a los Cielos
Dice a su fiel asistente
Cuando andaba por las sierras;
Mientras yo viva, los indios
Seran dueños de sus tierras
Amapolita olorosa
De las lomas de Guerrero,
No volveras a ver nunca
Al famoso guerrillero
Con gran pesadumbre le dice a su vieja:
Me siento muy abatido,
Pues todos descansan, yo soy peregrino,
Como pajaro sin nido
Generales van y vienen
Dizque para apaciguarlo;
Y no pudiendo a la buena
Un plan ponen pa' engañarlo
Canta, canta, gorrioncito,
Di en tu cancion melodiosa;
Cayo el general Zapata
En forma muy alevosa
Don Pablo Gonzalez ordena a Guajardo
Que le finja un rendimiento,
Y al jefe Zapata disparan sus armas
Al llegar al campamento
Guajardo dice a Zapata:
Me le rindo con mi tropa,
En Chinameca lo espero,
Tomaremos una copa
Arroyito revoltoso,
¿que te dijo aquel clavel?
Dice que no ha muerto el jefe,
Que Zapata ha de volver
Abraza Emiliano al felon Guajardo
En prueba de su amistad,
Sin pensar el pobre que aquel pretoriano
Lo iba yo a sacrificar
Y tranquilo se dirige
A la hacienda con su escolta;
Los traidores le disparan
Por la espalda a quemarropa
Jilguerito mañanero
De las cumbres soberano,
Imira en que forma tan triste
Ultimaron a Emiliano!
Cayo del caballo el jefe Zapata
Y tambien sus asistentes
Asi en Chinameca perdieron la vida
Un puñado de valientes
Señores, ya me despido,
Que no tengo novedad
Cual heroe murió Zapata
Por dar tierra y libertad
A la orilla de un camino
Habia una blanca azucena,
A la tumba de Zapata
La llevé como una ofrenda...

17 setembro, 2008

BREVIDADES

1 – JORNAL DA...
Quando vejo/ouço Bóris, o Cauzóio, comentando a questão boliviana atual tenho sensação de que ele está a um passo de reorganizar aquelas bacanutas passeatas da Família com isto e mais aquilo e partir para a Bolívia.
Caso ele e grande parte da imprensa brasileira tivessem este empenho todo em eliminar a escravidão a que são submetidos muitos bolivianos aí na sua São Paulo, um presidente com o perfil de Evo Morales não seria necessário nem eleito. Vira-e-mexe, descobrem-se grupos de bolivianos “acorrentados” a máquinas de costura, trazidos clandestinamente e mantidos em barracões e porões, contribuindo para o aumento da riqueza desta que é a mais moderna cidade brasileira.
Ah, se escravidão branca, índia, nordestina e mais algumas fossem uma vergonha...

2 - “Última parada 174”
Trechos interessantes na página http://g1.globo.com/Noticias/Cinema/0,,MUL762005-7086,00.html : “Bruno Barreto, diretor do filme “Última parada 174”, que nesta terça-feira (16) foi anunciado como o candidato brasileiro a uma vaga no Oscar , defende que o longa ‘“não é sobre um episódio violento, mas sobre as conseqüências da violência”. “O ônibus 174 é o nosso 11 de setembro”, comparou o cineasta em entrevista ao canal Globonews.”

Comentários:
- Luciano Lopes16/09/2008 18h39
São por essas e outras que as milícias não são de todo ruim.
Caso já houvessem á época da chacina, esse daí não tinha sobrado para contar a história e fazer o que fez.
Para cima deles ´poliçada´ !!!

- Elizabeth B Rossi Cortijo 16/09/2008 17h57
Com tantos filmes nacionais qua mostram o lado bom e bonito desse país e desse povo, escolhem logo um que demonstra o despreparo de um policial. No final o sequestardor vira o mocinho.Chacina mal feita na Candelaria deu no que deu.

Ps. 1: claro que TV e cinema não estimulam comportamentos violentos!
Ps. 2: como escrevem bem, estes leitores comentaristas!

13 junho, 2008

LA VERDAD DUELE PERO CURA

Aí vai um trailler de MATAR A TODOS, um dos melhores filmes sobre as ditaduras militares que retalharam nuestra América e com a qual muita gente ainda sonha. Assisti, claro, no FAM 2008 (http://www.fam2008.com.br ). Não é apenas baseado em fatos reais, mas atuais. Trata de um assunto que está sendo investigado no momento e nós, brasileiros, temos alguma coisa a ver com esta tal Operação Condor.


Mais informações sobre o filme estão em http://www.escrevercinema.com/Condor.htm

Os.: pena que, muito dificilmente, num cinema próximo de ti.

08 março, 2008

OPINIÃO NACIONAL?!

E no Opinião Nacional, programa de concordates da TV Cultura, um punhado de engravatados analisam profundamente a crise entre Colômbia, Equador, Venezuela e as FARC.
E o objeto de estudo lá no meio da mata, trocando balas de verdade.
E a minha opinião sobre os concordatedores: eles devem ficar apavorados quando a manicure arranca um bife na hora de fazer as unhas.
A academia é mesmo uma delícia opiosa...
Lembrei-me, agora, de uma brincadeira dos tempos de Unicamp, com a qual o Fernandim concordou nadica:

o ópio do povo

“o futebol é o ópio do povo”
“a religião é o ópio do povo”
“a televisão é o ópio do povo”
“o carnaval é o ópio do povo”

o ópio do povo é o ópio do intelectual
o intelectual é o ópio do povo

unicamp, nalgum daqueles anos



E aí, Cumpadi Fernandim?