Palavras brincantes, nem sempre sisudas. Às vezes, sim. Normalmente, não. No fundo, e no raso, não passa de meu playground. Como playground não é para ser curtido sozinho, todos estão intimados. Um detalhe: este blog não faz a menor questão do novo trambique ortográfico.
14 novembro, 2016
PRENHE SELENE
21 setembro, 2013
ALL ALONG THE WATCHTOWER.
Experimentem à vontade que é de graça, como a vida me é.
{8¬)
“All Along the Watchtower”
27 dezembro, 2009
FLORAIS DE MAR
rebanho
em florespumas que brotam aqui e acolá nas cristas fagueiras como meninos no morro do bom brinquedo o coração plenamente consciente de suas dificuldades em existir porém não menos feliz por saber a vida como uma farta mesa posta em festa para orixás e ousar ter prazer em se lambuzar no banquete oferecido para espanto pavor e óbvia repreeeeensão do
rebanho
rebanho
o corpo incapaz do sacrifício de fechar-se a este eterno sussurrar a preencher todas as épocas e esta janela semprevivamente emoldurada onde repentinas quilhas abrem fendas na pseudocalma superfície que guarda a fonte do tudo como se imenso olho verde acenasse a possibilidade de vislumbrar a maravilha da vida em relances imperceptíveis ao
rebanho
rebanho
imersamente flutuantes coração e mente como ave a saltar para o primeiro vôo todos os incontáveis dias da sua existência de ser parte e ser o todo invisível aos que preferem doces promessas de alívio de incensos e essências de fugidios magos modernos que convenientemente interpretam dolorosos desejos foscos frutos da embriaguez do
rebanho
rebanho
me todo dia em flores sons e cores diferentemente igual ao primeiro e a todos os outros banhos de benzeção e carnaval sacra e profanamente em marés que anseio desde as abissais minas minha fonte minha sina como tudo o que há
em florais de mar
me banho
28 setembro, 2009
PRA SEGUNDONA CHUVOSA E BACANA
Desejo que gostem.
{8¬)
“All Along the Watchtower”
(... mas, assim mesmo, eu vou correndo
só pra ver...)
... e lá vem o costume cristão de reclamar do viver:
“- que merda de chuva!”
(quando o sol aparece, apenas trocam chuva por sol
quando venta...)
“- que dia deprimente!”
(onde é que está, mesmo, a depressão?)
À minha janela,
nada vejo do eterno verde.
Porém, sei-o.
O nada está no alcançar de minhas retinas.
Sinto-o em meu concreto espírito,
parte que estou da extensão de tudo
(no palco à minha volta,
o balé da ramagem feliz
e seu saltitantes cantores
nos oferendam esta certeza vital).
Pra chorar num dia assim,
é preciso ter lágrima já pronta.
