Mostrando postagens com marcador folha de sao paulo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador folha de sao paulo. Mostrar todas as postagens

12 outubro, 2016

CANTIGA DE NINAR


E como é preciso poesia, retomo o blog repostando uma brincadeira de alguns anos atrás (2009). E ainda nem havia Antônio ou Maria Cândida a me colorir a Vida.
Desejo que a criança em vocês goste. Aliás, se você for uma criança curiosa, experimente navegar pelos HYPERLINKS (palavras realçadas) e saiba mais sobre Peter Pan..
{8¬)



Ainda que, por vezes, punk, gosto de criança; até por ser mais uma. Aliás, certa vez, um amigo disse-me:
- "Cara, todo homem tem a SÍNDROME DE PETER PAN, mas você exagera nisso!"
Respondi-lhe:
- Cara, eu sou o PETER PAN!
Então, aí vai uma brincadeira que compus pros meus coleguinhas de todas as idades:
Podem ler desarmados que não dói.
{8¬þ

CANTIGA DE NINAR

nunca implorar pelo peixe
mas apreender o pescar
e conquistar o rio

avançar sempre menino
os conselhos vêm dos lados
à frente está o rio

não lamentar o que é ido
parar pra contar os mortos
é dar chance ao inimigo

cuidar as margens menino
saber dividir o rio
e esquecer o que digo


18 dezembro, 2014

ARRIBA, CUBA!





A notícia da RETOMADA do contato entre Cuba e EUA tomou o mundo com um misto de surpresa positiva, para aqueles que torcem pela felicidade do povo, e decepção para aqueles que, ao verem um pano vermelho, tremem mais que MARIA quando é obrigado a entrar no Horto. Ainda não vi os espamos de Reinaldo Azevedo, Jabour ou Mainardi, mas curti a tristeza de YOANI SÁNCHEZ ao sentir que corre risco de perder boquinha de dedo-duro.
A manchete de alguns jornais brasileiros bem poderia ter sido: OBAMA OBEDECE JUVIDOSA DIREITISTA BRASILEIRA E VAI PRA CUBA. Ficaria perfeita nas vozes dos William’s Bonner & Waack; Casoy também não faria feio. Imagino seus semblantes ao dar a notícia sem poder repisar, por exemplo, as invencionices a respeito do PORTO DE MARIEL. Talvez fizessem figa, com a mão às costas.
É óbvio que não dá para ser romântico sobre as razões deste inicial – tomara que se amplie – afrouxar o embargo imposto aos cubanos. Uma delas deve ser o medo de que China e Rússia ocupem este espaço tão próximo do quintal de Tio Sam. Sabe-se que estes dois países estão envolvidos na construção de um CANAL TRANSOCÊANICO na Nicarágua. Até o Brasil tem posto as manguinhas de fora ao investir na construção do já referido porto.
Esta “abertura” norte-americana bem pode ser mais uma versão da clássica FRASE de Lampedusa na obra “O Leopardo”. Porém, como diz VEI LEITE, “quem vai bater está sujeito a apanhar”. Então, pode acontecer de o povo cubano fazer uma limonada deste limão e aproveitar a brecha para desenvolver mais ainda suas potencialidades.
Viva Cuba!


Ps.: saiba mais clicando nos HYPERLINKS (palavras realçadas).

13 dezembro, 2010

OPINIÃO: A IMPRENSA, PRATES INCLUSIVE

Pelo TWITTER, um amigo pergunta-me que penso de LUIZ CARLOS PRATES. Não sei qual o grau de importância tem minha opinião sobre o conhecido jornalista do GRUPO RBS. Ainda assim, lá vou eu. É um bom gancho para avançarmos o papo.
Comecemos por outro momento.
Durante a campanha da eleição presidencial de 1989, parte das pessoas espantou-se ao entender que a FOLHA DE SÃO PAULO apoiava a candidatura de FERNANDO COLLOR DE MELLO. Naquele tempo, eu estudava na UNICAMP e lembro-me de um dos professores da Sociologia, Plínio Dentzien, ironizando, perguntar a alguns colegas:


Então, vocês acreditavam que a Folha fosse um jornal de esquerda?


Também tive um colega de trabalho, à mesma época, que costumava dizer que o mal da ESQUERDA tinha sido ler apenas a Folha de São Paulo enquanto a DIREITA lia o ESTADÃO e também a Folha.
Como simpatizante (e praticante sempre que possível) do ANARQUISMO, sempre me interessei por todo tipo de informação, procurando me livrar de pretensas catequeses. Assim, até programas do AMARAL NETO eu assisti enquanto lia A REVOLUÇÃO DOS BICHOS ou entrevistas como a de Che Guevara na revista REALIDADE. Tudo o que for interessante me interessa. Parece redundância, não?
E todas estas histórias para dizer o quê? Que, simplesmente, todo tipo de opinião chama-me a atenção e, principalmente, alimenta e transforma meu senso crítico. E este senso é que faz de mim um ser vivo.
Vejamos estes vídeos:








Muitas das pessoas que concordam com a argumentação do primeiro não concordam com a do segundo e vice-versa. Entretanto, é o mesmo Prates, com o qual concordo nalguns momentos e quase concordo ou discordo totalmente noutros. Tranquilamente.
Tenho visto vários órgãos de imprensa, reais e/ou virtuais, a bradar receios de (sua) liberdade de opinião estar sendo ameaçada por diabólicos planos do MINISTÉRIO DAS COMUNICAÇÃOES que, segundo afirmam, pretende reinstaurar a CENSURA no Brasil. Um bocado de leitores bem intencionados reverbera esta preocupação. Quando vejo manchetes e faixas pleiteando direitos – à liberdade de expressão, por exemplo – sempre procuro alguma outra, mesmo que pequenina e com letras semi-apagadas também exigindo responsabilidades e deveres. Nunca vi. Caso alguém tenha a imagem de alguma, envie-me, por favor.
Sem matar a cobra, que nada tem a ver com isso, nem mostrar coisa alguma, cito um exemplo.
Em 28/11/2010, a Folha de São Paulo publicou o editorial EDUCAÇÃO PRECÁRIA, cujo primeiro parágrafo é o seguinte:

Tem se tornado cada vez mais grave o problema da falta de professores em escolas da rede estadual paulista. É possível encontrar em São Paulo alunos que chegam a ficar até seis meses sem aulas de várias disciplinas.
Oras, por que será que este mesmo jornal não questionou José Serra, ex-governador de São Paulo e candidato à presidência do País, quando o mesmo prometia colocar DOIS PROFESSORES EM CADA SALA DE AULA? Será que o tradicional jornal não dispunha de liberdade de expressão suficiente para denunciar as péssimas condições na rede estadual paulista de ensino? Mais que isto: como se sentem seus leitores e assinantes ao analisar as opiniões da Folha SP antes e depois das eleições? Esta situação era desconhecida do ESTADÃO, que declarou apoio ao candidato tucano de forma explícita (o que julgo louvável pela sinceridade)?
Por ocasião do episódio de salvamento dos mineiros chilenos, algumas pessoas citaram o filme A MONTANHA DOS SETE ABUTRES. Pois eu me lembro deste filme, desde que o assisti, todas as vezes que analiso uma notícia, artigo, editorial ou qualquer outra manifestação da Imprensa. Recebo as informações sem paranóia ou suspeição da existência de planos secretos. Recebo tranquilamente, repetindo o que escrevi antes.
É desta maneira que acompanho, às vezes, pelo rádio ou pela TV, os comentários de Luiz Carlos Prates: sem me escandalizar e, muito menos, como se fosse um momento de catequese. Em minha opinião, Prates diz o que pensa. Assim parece-me por nem sempre agradar aos setores “reacionários” - tampouco aos “revolucionários”, do público da RBS. PIRANDELLO disse: “assim é se lhe parece”. Sempre prefiro os que me parecem sinceros. Discordando e concordando, não necessariamente nesta ordem.

{8¬)

Ps.: para ir mais longe clique nos HYPERLINKS (palavras realçadas)

27 outubro, 2010

PARA AMENIZAR: SERGE GAINSBOURG

Pessoal,
Mais uma vez, o blog vai na contramão do clima de ódio neo-inquisitório que grassa nesta mais sórdida campanha eleitoral que o Brasil já viveu. Como num passe de mágica ou, melhor dizendo, de bruxaria, as lacraias saíram à luz dispostas a tudo. Dizem, alguns da imprensa, que os dois principais candidatos trocaram a apresentação de propostas sérias pela simples regurgitação de calhordices. Para mim, uma das partes é que não consegue enxergar outra alternativa de virar o placar e insiste no papo podre. A favor de minha tese, sugiro a leitura de GILBERTO DIMENSTEIN, tradicional TUCANO, publicada no jornal FOLHA DE SÃO PAULO e intitulada QUE SERRA É ESTE?
Como sempre, a História dirá àqueles que lhe dão valor quem é quem nesta bandalheira.
Voltando à contramão, sugiro este vídeo de SERGE GAINSBOURG, que fala de outro tipo de relacionamento entre as pessoas. Sei que está meio fora de moda mas, como ainda sou das antigas, e muito gosto de ter vivido nos ANOS 60, quando músicas costumavam ser censuradas, reponho Serge à mesa. Serge teve uma música uma de suas canções, JE T’AIME MOI NON PLUS, proibida porque despertava a libido dos ouvintes brasileiros. Ainda mais que era cantada em dueto com JANE BIRKIN, sua esposa. Foi censurada porque prazer que não seja sado-masoquista não é de bom tom para as lacraias de sempre.
Aliás, neste momento, me vem uma pergunta: o que faria o REGIME MILITAR DE 1964 se à época da censura houvesse a facilidade de piratear que se tem hoje?
Enfim e ao cabo, vamos a este vídeo cuja canção é dedicada à mulher mais bonita que as elas de cinema já hospedaram: BRIGITTE BARDOT.



Ps.: como sempre sugiro, saiba muito mais clicando nos HYPERLINKS (palavras realçadas). Tem até o disco com a canção proibida, de presente.

02 setembro, 2010

CONTADOR CONTA SOBRE DOSSIÊ VERÔNICA SERRA

Num esforço em colaborar com a solução de parte dos problemas surgidos nestas eleições de 2010 para presidente do Brasil, reproduzimos abaixo a entrevista que o CONTADOR que retirou cópia da Declaração de Imposto de Renda de VERÔNICA SERRA (filha do candidato José Serra) concedeu à FOLHA DE SÃO PAULO - sessão Poder. Como é de conhecimento de quase todos, a Folha de São Paulo não tem se apresentado como suspeita de ser simpatizante do governo federal atual. Isto tem ficado claro nos seus editoriais de há muitos anos.
A proposta é simples: aí está a transcrição da entrevista. As conclusões são de quem a ler. Também é interessante conhecer a OPINIÃO DA FOLHA sobre seu entrevistado.
Vamos lá?

{8¬?

"FOLHA.COM - PODER
01/09/2010 - 17h37
Contador diz que fez solicitação de procuração para 'um cliente'

LEONARDO SOUZA, DE BRASÍLIA / SILVIO NAVARRO, DE SÃO PAULO

O contador Antonio Carlos Atella Ferreira admitiu, em entrevista concedida há pouco à Folha, que levou à Receita Federal uma solicitação para obter cópias das declarações de Imposto de Renda da filha do candidato a presidente José Serra (PSDB), a empresária Verônica.

Ele disse, contudo, que apenas encaminhou um pedido feito por um advogado cliente seu e que não sabia que o documento tratava da filha de Serra. Atella afirmou também não lembrar qual cliente lhe encaminhou o documento com a solicitação, dizendo apenas que se trata de alguém "inescrupuloso".

"Eu não sabia que era a filha do Serra. Eu nem sabia que o Serra tinha filha. Eu sempre votei no Serra, sou eleitor dele. Eu quero encontrá-lo pessoalmente e lhe dar uma rosa", disse Atella.

Leia trechos de entrevista concedida à Folha.

Folha - Seu nome aparece como procurador da Verônica Serra?
Antônio Carlos Atella - Pois é... Estamos dando risada até agora.

O que aconteceu?
Sei lá, é uma brincadeira de mau gosto.

Mas o senhor assinou o documento?
Assinei e retirei o documento, mas não assinei como quem pediu o documento.

O senhor está dizendo que a assinatura não é sua?
Da retirada é. Mas não a de quem solicitou.

Mas o senhor não foi procurador da Verônica Serra?
Na verdade, não sei se é ou não. Como trabalho para advogados e etc e tal, os motoboys vêm e me entregam... Pediu eu estou tirando. Se o senhor pedir de quem quiser eu tiro. Se o senhor quiser a do senhor... Assinou, mandou para mim eu tiro. E a Receita tem que entregar. A Receita não é nem culpada, coitada. Não estou defendendo, mas a funcionária pega uma solicitação ela tem que cumprir o ato administrativo. Não estou defendendo ninguém, nem conheço a pessoa.

Quem pediu a da Verônica Serra?
Um cliente que pediu. Não sei quem é, algum advogado do Brasil.

Mas o senhor não lembra quem entregou o papel para o senhor?
Não lembro. Tenho 42 anos de profissão, tenho clientes de todos os lados, não vou lembrar um caso, o cafezinho que tomei lá atrás, mesmo porque faço de 15 a 20 por dia.

Qual é a sua profissão?
Contador, com direito a atuar justamente na área.[para para pedir uma água tônica]

Como é o seu trabalho?
O advogado me manda a procuração, eu vou lá e retiro o documento. Sou um office boy de luxo.

Quantas solicitações o senhor faz por dia?
Naquela época, que não tinha certificação digital, fazíamos de dez a 12 por dia. Agora caiu porque todo mundo faz, tem senha eletrônica.

Para que as pessoas pediam?
Para uso de interesse próprio.

O senhor mora em Mauá?
Não.

O senhor tem ligação com algum partido?
Não, tenho nojo de política. Mas eu voto no Serra viu? Sou eleitor dele desde que ele nasceu.

É filiado a algum partido?
Não. Mas agora vou querer ser vereador [risos]

Já tem partido?
Uma legenda boa para se eleger. Estou vendo que o negócio é bom...

O seu nome aparece envolvido no caso do sigilo...
Vou tirar proveito. Lembra-se do caso do 'veado' costureiro que roubou o cemitério e saiu para deputado federal? Acho que não sou dessa qualidade, mas posso.

O senhor responde a processos, em Rondônia, por exemplo.
Por que? Conhece algum? Sou advogado, me apresente.

No Tribunal de Justiça de Rondônia há quatro, dois em sigilo de Justiça.
Maravilha! Mas não sou obrigado a te responder. Sou advogado.

O senhor é filiado à OAB de São Paulo?
Não, não sou da banda podre.

Por que o senhor teve cinco CPFs?
Tinha, mas pedi para o delegado da Receita suspender com uma carta de próprio punho e ele deferiu. Já vi que o senhor não é da área, é desinformado.

Mas por que o senhor teve tantos CPFs?
Por um direito de qualquer cidadão, é a própria Receita. Onde se tira um CPF? Por que tenho dois? Quem me forneceu, foi o senhor?

O senhor conhece funcionários da Receita?
Conheço todo mundo, inclusive o Mantega, que tem sítio vizinho do meu em São Roque.

O senhor já falou com o ministro?
Não, não tive o desprazer ainda porque não gosto de política.

O senhor conhece o pessoal que trabalha na agência da Receita em Mauá?
Conheço no Brasil inteiro. Trabalho na área, pela força de trabalho seria difícil dizer que não conheço nenhuma pessoa que está na mídia, que é notável no momento. Agora é o meu momento de glória, igual foi com a menina da Uniban [Geyse Arruda].

Repetindo, o senhor conhece os funcionários de Mauá?
Posso dizer que conheço até o porteiro.

O senhor conhece as senhoras Antonia Aparecida dos Santos e Addeilda dos Santos?
Não conheço ninguém pessoalmente.

Mas já ouviu falar delas?
Já, quem é que não sabe. Quem mora em Santo André conhece funcionários do banco, da rua tal...

E como é o seu trabalho na Receita?
Protocolava, voltava para buscar, assinava a retirada e cumpria meu ato administrativo levando a quem pediu.

A senhora Verônica diz que a assinatura dela é falsa.
Não é a filha do Serra que fiquei sabendo hoje? Nem sabia que ela tinha filha. Voto nele desde pequenininho.

O senhor foi procurador deste documento?
Não. Eu retirei esse documento, solicitação de retirada deste documento.

Então quem pediu para o senhor retirá-lo?
O senhor sabe? Eu não sei quem foi o cidadão... Como eu não sei dos processos que você fala em Rondônia.

Estão no nome do senhor.
Para quem teve uma fazenda de 900 hectares com certeza tenho uns 40 processos contra alguém e uns quatro se defenderam contra mim. Tive fazendas lá. Não passei lá de avião em aeroporto. Tenho vida pregressa de trabalho, estou acima do bem e do mal.

O senhor foi servidor?
Não tive o privilégio de ser um vagabundo a mais.

O senhor confirma conhece algum político?
Já disse que tenho nojo de político. Só gosto do Serra, sou apaixonado pelo debate dele. Aliás, acho que Brasília não é o lugar dele, ele tem que ficar aqui, nasci aqui, sou paulista então quero que ele nunca saia daqui.

Quais são os escritórios para quem o senhor trabalha?
Diversos, trabalho aqui, no exterior, em todo lugar... onde sou chamado e bem pago.

No exterior?
Também. Se solicitar vou agora, só depende do honorário. Tem várias empresas brasileiras na África, em Luanda... Minha bateria está acabando, minha bateria está acabando."


Ps.: para mais informações, clique nos HYPERLINKS.

27 março, 2010

POR QUE LER A FOLHA?

Enquanto a entorpecida maioria das pessoas interrompia até mesmo as broncas nos respectivos filhos para acompanhar o jugamento do CRIME QUE ABALOU A NAÇÃO (estão sempre produzindo algum show deste tipo), outras coisas aconteciam em SÃO PAULO, cidade que se julga capital do BRASIL. Aproveito para lembrar que BRASÍLIA, a verdadeira capital do Brasil, está imersa no mesmo tipo de lodo. Até porque DEM e PSDB são sócios na POLÍTICA.



Como ainda tem muita gente que não acredita na existência, e resistência, do PIG (PARTIDO DA IMPRENSA GOLPISTA) que tal ler esta pérola de GILBERTO DIMENSTEIN, um dos caciques da intelectualidade tucana, postada no site FOLHAONLINE?

"Professores dão aula de baderna
Fico me perguntando como os alunos analisam as imagens de professores desrespeitando a lei e atirando paus e pedras contra a polícia, como vimos na
manifestação nos arredores do Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo --afinal, supostamente são os professores que, em sala de aula, devem zelar pela disciplina.
É claro que, nem remotamente, a agressividade daquela manifestação representa os professores. Trata-se apenas de uma minoria organizada e motivada, em parte, pelas eleições deste ano.
A presidente da Apeoesp (o maior sindicato dos professores estaduais), Maria Izabel Noronha, disse que estava ali para
quebrar a "espinha dorsal" do governador (Serra) e de seu partido (o PSDB) --ela que, no dia anterior, estava no palanque de Dilma Rousseff, pré-candidata do PT à Presidência da República.
Mas será que os alunos sabem disso? Será que vão imaginar que os professores são daquele jeito, sem limites, indisciplinados?
Todos sabemos como é difícil impor disciplina em sala de aula e, mais ainda, conter a violência. Não será com exemplos de desrespeito (de quem deveria dar o exemplo) que a situação vai melhorar. Muito pelo contrário: afinal, o que se viu foi uma aula de baderna.
Só espero que pelo menos essa lição os estudantes não aprendam."


E que tal ler dois dos comentários postados no mesmo FOLHAONLINE? Já que, segundo dizem, não existem fatos, apenas versões, aqui vamos!

"ROGÉRIO FREITAS:

A maioria dos professores entrou em confronto com a polícia? Acho que não. Então, o título de seu comentário demonstra que o senhor é contra os professores. É contra os pobres também. Com certeza, o senhor deve ser daqueles intelectuais que comentam sobre greves na França, Inglaterra, etc., mas não as aceitam quando são no Brasil.
Lembre-se que o governador José Serra já foi grevista. Também era baderneiro? Vi uma foto de um professor carregando uma policial que foi atingida pela própria polícia. Prefiro ficar com esta imagem. Professor é altruísta. Caso contrário não consegue permanecer nessa profissão.
Víamos no senhor um amigo. Infelizmente, no momento em que mais precisávamos de apoio o senhor preferiu ficar ao lado do poder econômico. Mostrou na prática que a cidadania é apenas no papel. Meus alunos me conhecem e sabem que não sou baderneiro. Antes, sou um pouco pai, psicólogo, amigo, irmão, etc., além de professor, com um salário cada vez menor.
Nossa greve é salarial. Por que o senhor coloca no título de um comentário algo deste tipo. Leio apenas: "Greve contra os pobres", "Vocês desrespeitam os professores", "Professores dão aula de baderna", francamente, estou decepcionado.
Por que não nos ajuda a lutar por melhores condições de vida? Na carreira? Suas opiniões apenas dificultam nossa vida já tão difícil. Conte sobre a realidade das escolas públicas. Sobre o professor Gasparzinho que sempre entra na minha aula, mas não o conheço. A indisciplina gritante dos alunos. Estudantes que são empurrados pelo sistema, sem ao menos saber ler, escrever e fazer contas. Professores que ganharam zero de bônus, ou melhor, não ganharam. Somente suas críticas. Professor que fica doente, perde bônus. Professor consegue licença-prêmio, perde bônus. Morre pai ou mãe de professor, perde bônus. Conte que apenas professores necessitam fazer provas para ganhar aumento.
Por que o senhor não comenta que juízes, promotores, policiais, fiscais, devem fazer provas para ganhar aumento? E os políticos? Acho que é mais confortável criticar professores. Somos mais fracos e pobres. Acho que o senhor é contra os pobres."

"OSMAR ALÉSSIO:

Prezado Senhor Gilberto Dimenstein,
Ilustríssimo Senhor, lendo sua coluna Professores dão aula de baderna. fiquei chocado com sua opinião que afirma que a greve é simplesmete uma questão de eleição. Claro que em ano eleitoral a chance de ter um aumento é maior que em anos não eleitorais. Porém, quero ressaltar que esta greve tem legitimidade no sentido de aumento salarial.
Vou começar com uma pergunta muito simples. Quanto ganha um Professor do Ensino Médio do Estado de São Paulo?
Resposta: R$ 1800,00 bruto, não estou mentindo, tenho três irmãos que são professores do ensino médio do estado de São Paulo.
A média salarial brasileira é mais ou menos R$ 1300,00.Você sabe osignifica isso?
Vou dar um exemplo do que está acontecendo e continuará acontecendo no ensino médio público em todo Brasil.
Alunos de graduação da matemática de qualquer escola pública, da melhor até pior, não irão dar aulas no ensino médio público. Então lhe pergunto. Por que será? Quem irá dar aulas no ensino médio público?
Sou Graduado em Licenciatura de Matemática pela UNICAMPMestre em Matemática pela UNICAMPDoutor em Engenharia Elétrica pela UNICAMP
Fui Professor da UNESP ilha Solteira, dava aulas para alunos de graduaçãoem Matemática.
Hoje sou professor da UFTM -Universidade Federal doTriângulo Mineiro, Antiga faculdade de Medicina do Triângulo Mineiro.
Atensiosamente,
Osmar Aléssio"

Ps.: saiba muito mais clicando nos HYPERLINKS (palavras realçadas)

03 setembro, 2009

DONA LINA VIEIRA, POR JOSIAS DE SOUZA

Como não foi possível inserir hyperlink para o blog do Josias de Souza, transcrevo a postagem na íntegra, inclusive alguns comentários sobre a mesma, apostos no referido blog.
Vamos conhecer mais um pouquinho sobre
Dona Lina Vieira, que parece já ter sido esquecida pelos TUCA-(PMDB-DEM)-NOS?

{8¬?
DIRETO DO
BLOG DO JOSIAS:

"Sob Lina, Receita ‘maquiou’ os dados da fiscalização
Lavrado em 2008, auto de R$ 4,1 bi foi lançado em 2009

A superintendência da Receita em São Paulo submeteu as estatísticas do setor de fiscalização a uma maquiagem.
Uma infração bilionária lavrada em dezembro de 2008 foi lançada na base de dados do fisco em janeiro de 2009.
Graças à manobra, vendeu-se à platéia gato por leão. Informou-se que, sob a ex-secretária Lina Vieira, o fisco apertara o cerco aos grandes contribuintes. É lorota.
A digestão de estatísticas é coisa que a maioria dos estômagos prefere refugar. Ainda assim, vai abaixo uma tentativa do repórter de mastigar a encrenca:

1. Mega-infração: No dia 29 de dezembro de 2008, a superintendência da Receita em São Paulo lavrou contra o banco Santander um auto de infração de R$ 4,168 bilhões.
2. Maquiagem: O valor deveria ter sido contabilizado no ano passado. Porém, foi empurrado para o exercício de 2009. Desceu à base de dados do fisco em janeiro.
3. Tônico: Ao deslocar a multa do Santander de um ano para outro, o escritório da Receita em São Paulo vitaminou as estatísticas dos primeiros oito meses de 2009.
Sem os R$ 4,168 bilhões da multa imposta ao banco, as infrações lavrados no maior Estado do país somariam, entre janeiro e agosto de 2009, R$ 9,88 bilhões. Vitaminadas pela multa bilionária, as autuações de 2009 saltaram, em São Paulo, para R$ 14,05 bilhões.
Considerando-se o país inteiro, o total de multas pulou de R$ 26,9 bilhões para R$ 31,1 bilhões.
4. Lina versus Rachid: Ao tingir 2009 com o ruge do Santander, o fisco fez esmaecer os resultados do primeiro semestre de 2008. Para quê?
Na primeira metade de 2009, a Receita era chefiada por Lina Vieira. Foi demitida em julho. No mesmo período de 2008, o chefe do fisco era Jorge Rachid.
Entre janeiro e agosto do ano passado, ainda sob Rachid, a Receita lavrara em São Paulo autos de R$ 9,8 bilhões. No Brasil, R$ 34,3 bilhões.
5. Gato por leão: Tomado pelo resultado maquiado, o fisco de Lina teria registrado em São Paulo um incremento nas fiscalizações de notáveis 43%.
Tomado pelo dado real, escoimado da multa do Santander, o aumento no volume de autos de infração cai para irrisórios 0,55%. Na prática, um empate com a era Rachid.
Considerando-se os números do país inteiro, o resultado é desfavorável a Lina tanto no cenário maquiado quanto no real.
Com a vitamina do Santander, registrou-se nos primeiros oito meses do ano uma queda de 9,32% no total nacional de infrações. Sem o tônico, queda de 21,46%.
6. Arrocho nos tubarões: Nas pegadas da demissão de Lina, vendeu-se a tese de que a secretária fora ao olho da rua porque incomodara os grandes contribuintes.
Dizia-se que o cerco ao tubaranato havia sido incrementado especialmente na superintendência de São Paulo, a maior do país. Falso.
Sob Rachid, o fisco de São Paulo impusera aos chamados grandes contribuintes R$ 6 bilhões em multas entre janeiro e agosto de 2008.
No mesmo período de 2009, a maior parte dele sob Lina, a cena da fiscalização é uma com o Santander e outra sem ele.
Anabolizado pela multa do banco, o resultado da fiscalização no nicho dos grandes contribuintes de São Paulo foi de R$ 8,5 bilhões –aumento de 42%.
Suprimindo-se o anabolizante do Santander, as infrações impostas ao tubaranato paulista na era Lina cai para R$ 4,3 bilhões. Queda de 27% em relação a 2008.
7. Falta de foco: Em verdade, nos primeiros oito meses de 2009, o fisco de São Paulo impôs mais multas às pequenas e médias empresas –R$ 4,8 bilhões— do que às grandes.
Sob Rachid, entre janeiro e agosto de 2008, as multas lavradas nesse mesmo nicho haviam somado R$ 2,8 bilhões. Ou seja, houve, na era Lina, um incremento de 72% no avanço sobre os contribuintes de menor porte.
8. Transparência de cristal-cica: Há no portal mantido pela Receita na internet um espaço dedicado à exposição dos dados relativos à fiscalização.
Clicando-se aqui, você chega ao endereço. Passeando com o mouse, vai notar que há dados disponíveis de 2002 a 2007.
A quatro meses do final do ano de 2009, não há vestígio das informações relativas a 2008, o ano da maquiagem. É uma falta de transparência inédita no fisco.
9. Processo 16.561.000.222/2008-72: É esse o número do processo em que o fisco tenta cobrar R$ 4,168 bilhões do Santander Holding.
Há no portal da Receita uma janela chamada “comprot”. Basta escrever ali o número do processo para realizar uma pesquisa que leva à data da multa: 29/12/2008.
10. Decadência: O auto de infração do fisco contra o Santander refere-se à aquisição do Banespa. Um negócio de 2001.
Em sua defesa, protocolada no fisco em 28 de janeiro passado, um mês depois de a infração ter sido lavrada, o Santander invoca o princípio da decadência.
Significa dizer que, para o devedor, a Receita não poderia cobrar alegados débitos que tenham como fato gerador um negócio feito há mais de cinco anos.
Ao lançar a infração de 2008 em 2009, o fisco como que oferece munição adicional ao suposto devedor.

Escrito por Josias de Souza às 03h15
Comentários (5)
"
Obs.: foto emprestada do JORNAL DO COMÉRCIO, de Porto Alegre - RS