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03 setembro, 2013

MERRMÃO XEXÉU


Compus este poemeta lá no Ouro Preto. Logo após saber da notícia, entrar no bar mais próximo. Como não sou de ter respeito, mas crença, pedi uma gelada devidamente acompanhada de uma cachaça. Assim, devidamente, comebebemorei a viagem de merrmão Xexéu. Havíamos, anos antes, nos rebatizado de Hans e Fritz em homenagem a duas figuras cujo comportamento exemplar procurávamos seguir.
Não fiquei triste, também em homenagem a ele, pois nosso costume era gostar da alegria. A tristeza seria imperdoável desfeita.
Enfim, vamos lá!


ouro preto, 29/08/03
                   (pra Xexéu)

Hans
minha mãe acaba de me dizer que tu partisse
porém, inteiro
como vivesse
e infernizasse os tolos ruminantes de rola murcha e bunda mole

vai Hans!
meta bala, agora
neste bando de bundas do além

vejo um Dionísio da cabeça chata
(lembra aquela do bonezim pra ir à feira buscar melancia?)
a cruzar o Hades
trajando uma camisa emprestada pelo Jô
pro baile do cosmopolitano

tou longe perto sozim e dejunto
neste botequim de o.p.
nos banquim vazi
meus irmãos daqui e do além
os verdadeiros

gritam
truuuuco, ladrão dos meus tentos!