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19 março, 2019

OREM PELO PASSARALHO



Poizeu aqui tou mais é afim de que o governo acene com a abertura de concessões de canais de TV e emissoras de rádio às empresas lá de fora. Quem sabe, ao sentir a merda garrando, a Gramde Inpremça acorde desta letargia fake.
Acabo de ouvir um gutembergúmeno (gostaram do termo?) da Globonews, agorinha mesmo, entusiasmado com a possibilidade de acontecer até mesmo lançamentos de mísseis da Base de Alcântara. É mais um sinal de que o pessoal que torce pela vinda do meteoro está equivocado: só um passaralho salvar-nos-á.
Porque pau que dá em João precisa dar em gumtebergúmeno!

Ps.: imagem emprestada do blog ANDRADETALIS

19 abril, 2018

OVERDOSE: CABANAGEM & IRMÃOS NAVES


Acabo de assistir, pela TV Escola, um documentário sobre a CABANAGEM, que recomendo a quem acredita que estudar História não prejudica a capacidade de desenhar um ângulo reto.
Em seguida, assisti O CASO DOS IRMÃOS NAVES, sugestiva ilustração de julgamentos ancorados em convicções, do tipo que  tanto faz salivar o pessoal que cochila na estufa. Porém, a estes,não recomendo o clássico de LUIZ SÉRGIO PERSON. Até porque tenho dúvidas de que uma visita de Cabanos à estufa verde-amarela surtiria efeito diferente daquele de um despertador sem bateria.
No entanto, a quem desconfia do justo sono das gentes de bem e se interesse em assistir – ou re-assistí-lo – segue o filme. E já aviso que contem cenas reais baseadas em fatos nem sempre relatos pela Gramde Inpremça.


Ps. 1 – saiba mais clicando nos HYPERLINKS (palavras realçadas).
Os. 2 – a imagem é parte da capa do livro “Cabanagem – peça teatral”, de Nazareno Tourinho

18 agosto, 2016

VOTAR NULO, EM BRANCO OU SE ABSTER É O MESMO QUE ABAIXAR A CALÇA PARA O ESTUPRADOR


       Óbvio que o longo título vai descontentar alguns. Normal, né mesmo? Enfim, lá vai o pitaco.
Política é um processo relacionado à administração da Res Publica. Neste processo atuam duas categorias: a do Político Eleito e a do Político Eleitor, sendo esta em maior número e responsável pela escolha e manutenção daquele. Posto que não existem eleitos ou candidatos suicidas, o mandato fruto dos votos - inclusive nulos, em branco e abstenções – é utilizado na tentativa de satisfazer a vontade de eleitores atuais e futuros.
Você, Político Eleitor, pode ser a favor ou contra medidas como a venda de estatais ou o fim da CLT. O ato de votar é a primeira chance de influenciar o processo no sentido de que seus desejos sejam alcançados. Durante o mandato do Político Eleito, você tem algumas outras possibilidades de pressioná-lo, inclusive, “ameaçando-o” com a promessa de que não será reeleito. Porém, o momento do voto é a chance com maior intensidade.
Estamos em mais um período eleitoral e, como sempre, surgem declarações e, pior, campanhas a favor do VOTO NULO. As alegações são as mais variadas: descontentamento com antigos eleitos e/ou partidos, descrença na política, falta de candidatos confiáveis etc. etc. O resultado é um só: os eleitos tomaram posse e passam a representar, para o bem e para o mal, os interesses dos eleitores.
Por falar em resultado, uma das consequências das tais Manifestações de Junho de 2013, assim como do grande número de votos nulos, em branco ou abstenções em 2014 foi a eleição do Congresso Nacional mais reacionário que o País já teve. Queiram ou não, estes votos foram decisivos para que a Direita voltasse a administrar o Brasil. Queiram ou não, cerca de 27% DOS ELEITORES contribuíram para que Eduardo Cunha assumisse a Presidência da Câmara dos Deputados.
Até porque quem vota nulo, em branco ou se abstém não deixa de ser um eleitor, desde que tenha um título em seu nome. Na gaveta, no coldre ou não mão, uma arma é uma arma. O cano do revólver, por exemplo, está sempre apontado nalguma direção. Algumas vezes na direção do portador.
Ou estou equivocado?


Ps.: saiba mais clicando nos HYPERLINKS (palavras realçadas).

02 janeiro, 2016

E OS CATASTROFISTAS SE CATASTROFARAM...

  
...como sempre.
2015 foi mais um ano classificado pela Gramde Inpremça como apocalíptico. Que nem que aquele papo de 2014 batizado de NÃO VAI TER COPA. Como se viu, a Copa de 2014 teve quase tudo: aeroportos, hotéis, estradas, público, estádios, jogos espetaculares... Quase foi nota 10. Faltou o que o pessoal que cochila na estufa acreditava que tinha: aquilo que os inglês chamam team.
Aprendi com Tião, garçon e cozinheiro dos bons, que comércio é como arapuca: precisa estar armada. Se estiver armada, pode ser que caia algum passarinho; se não estiver, passarinho não cai mesmo. Observando o noticiário a respeito do movimento turístico pelo País, fico a pensar como está o humor dos empresários que acreditaram na assoladora crise que sumiu com o dinheiro do povo e não se prepararam para atender a demanda por milhões de pães-com-mortadela & tubaínas. Especialmente, se for um empresário que já tenha “comido bronha” na Copa que não haveria.
Então, meu povo, 2016 já deu a largada. Sigamos aquele verso do BELCHIOR: “o mundo inteiro está naquela estrada ali em frente”. Porque cobra que não se vira não engole sapo. E sapo que não dá seus pulos...
Pra cima com a viga!




Ps. 1 - foto de Copacabana emprestada da Folha de São Paulo
Ps. 2 - saiba mais clicando nos HYPERLINKS (palavras realçadas).

24 abril, 2015

PAIRAM PASSARALHOS



Recentemente, alguns PASSARALHOS sobrevoaram as redações da mídia impressa e televisada. E a revoada não foi sobre as pequenas empresas do ramo. Ocorreu sobre algumas das principais, aquelas consideradas formadoras de opinião, embora haja discordância.
Obviamente, qualquer situação de desemprego é triste. A não ser quando esta se abate sobre o piloto da forca ou da guilhotina. Porém, alguns dos mais prestigiados e bem pagos jornalistas ou – pior – comentaristas e/ou articulistas, parecem se esquecer que também são empregados, embora atuem como bocas de aluguel. Parecem não perceber que os tapinhas nas costas e os convites para passear em aeronaves públicas não os tornam patrões ou ilustres membros da comitiva governamentais.
Neste exato momento da vida política brasileira, a Câmara dos Deputados acaba de abrir a possibilidade de que, praticamente, todo emprego passe a ostentar o prefixo sub, com as devidas conseqüências salariais. Como tem acontecido em outros momentos de nossa História, os jornalistas ou – pior – comentaristas e/ou articulistas que desfrutam de maior audiência assumem seus postos de correias de transmissão das entidades patronais. Portam-se como se sua existência só seja possível através do sangue alheio.

Pelo que diz o COMUNIQUE-SE, de onde emprestei a imagem acima, há sindicatos de jornalistas empenhando-se em afirmar que jornalista é trabalhador. Tomara as bocas de aluguel acordem. Ou sejam derrubadas do catre esplêndido.
Aliás, de vez em quando, alguma é derrubada, como no caso do imparcialíssimo JABOUR que foi apeado do Estadão.

Ps. 1 – a imagem é do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro.
Ps. 2 – para saber mais, clique nos HYPERLINKS (palavras realçadas).

22 dezembro, 2014

QUEM MORRE NA VÉSPERA É PERU


Só para variar, o blog vai na contra-mão dos SARDENBERG’s e ACMelhados que pululam nas GloboVeja’s e suas variações. Os catastrofistas, desde fins de 2002 parecem seguir a cartilha de Nostradamus e insistem na crença de que o mundo vai acabar em choro e ranger de dentes. Isto, mesmo depois de INRI CRISTO garantir que o mundo só acaba para quem...
Voltando à vaca fria, confiramos alguns sinais da tal crise que mortal nos aguarda.
Comecemos pela catástrofe-mor: o propalado estertor da Petrobras – que, no passado, seus amantes tentarão rebatizar de Petrobrax. Como é possível que, mesmo após os alertas dos fãs do ex-futuro ministro da fazenda do inderrotável Aécio, o renomado mega-investidor George Soros está ADQUIRINDO AÇÕES da empresa?! Estará o ex-patrão (ex?!) de Armínio Fraga manifestando sinais de suicídio?
Passemos a outro assunto: o caos aéreo. Lembram-se que este era um papo corrente nas manchetes da grande inpremça? Aliás, teríamos até a Copa do Caos, devido à imobilidade como impedimento de acesso aos estádios. Na verdade, o que tivemos foi a imobilidade do escrete canarinho filipônico, que não consegui acessar o gol dos times adversários. Justo Felipão, o muso dos conservadores que sempre viram nele o cabra exato pra botar ordem no barraco. Como se sabe, o pessoal que cochila na estufa adora um botador de ordem no barraco.
Pois agora, em meio a este caótico e incerto futuro que nos espreita, a TAM anuncia que vai ADQUIRIR 30 AERONAVES para vôos regionais. Com a prevista piora na Infra-estrutura, com a crise na Economia e conseqüente queda na produção e no emprego, será que os descendentes do Comandante Rolim também optaram pelo suicídio empresarial?
E por falar em desemprego, não é interessante que tenham criado o termo RECESSÃO TÉCNICA para explicar o baixo crescimento brasileiro desacompanhado da queda nos índices de emprego?
Observando bem o movimento catastrofistas – que é bem mais populoso que a Direitosa Modernista - creio que, depois de recessão técnica, surgirá o conceito crise técnica.
Enquanto isto, apesar das BOCAS DE CASSANDRA, la nave va.

Ps. 1- É óbvio que parte dos leitores preferirão ler a postagem como defesa do atual governo. O espaço para comentários está aí para isto.

Ps. 2 - Saiba mais clicando nos HYPERLINKS

20 dezembro, 2014

OS ELEITOS NOS REPRESENTAM

Passada a eleição, Política continua sendo um assunto em pauta, pois o processo eleitoral não finda: políticos eleitos já se candidatam no instante mesmo da posse. Políticos eleitores, mesmo que não o percebam, também já estão envolvidos nas eleições seguintes. Assim sendo, o período entre uma eleição e outra pode ser usado pelos eleitores para acompanhamento e cobrança referentes aos atos dos eleitos. Também pode ser oportunidade de reflexão a respeito da importância do ato de votar – inclusive para quem prefere as opções nulo, em branco ou abstenção – já que todos os viventes participam do processo eleitoral. Mesmo aquele que se abstém participa, pois seu ato influencia no resultado. Aliás, até mesmo mortos participam, o que se constata na intensificação da influência de Eduardo Campos justamente após sua trágica morte.
Outro ponto que merece atenção é o fato de que, quando elegemos um candidato, independentemente do partido ao qual pertença, estamos oportunizando poder de decisão ao grupo de entidades e cidadãos representados por ele. No atual sistema eleitoral brasileiro, os partidos reúnem-se – ou se distribuem – conforme os interesses que representam. PP e PMDB, para citar dois, tinham filiados distribuídos em apoiadores dos dois principais concorrentes à presidência da República, Aécio e Dilma (em ordem alfabética). O eleitor que não percebe isto corre o risco de ser tratado como simples correia de transmissão de discursos fabricados por marqueteiros que são, por isto mesmo, incluídos no processo.
 Então, devido ao nosso estilo de participar da Política, no Congresso Nacional já estão formadas, entre outras, bancadas como a Ruralista, a da Escola Privada, a da Saúde Privada e a dos Grupos de Comunicação. Por qual razão será que não há bancadas da Agricultura Familiar, da Escola Pública, da Saúde Pública e da Cultura?
Afinal, por que será que estamos representados pelos eleitos, mas nossa sensação é a de que nossa vontade não?

15 dezembro, 2014

JORNALISMO OU PEDESTALISMO CONVENIENTE?


No programa Roda Morta (ex-TV Cultura) MODESTO CARVALHOSA, o convidado da vez, leva Nunes, o Augusto, a um orgasmo sináptico quando afirma que o governo F(T)HC era democrático, pois só ele governava. Ainda segundo ele, com Lula e Dilma, o partido é que governa.  Isto porque, para ele, o PT é um partido hegemônico, ao contrário do PSDB. Fosse eu composto de pena e bico, processá-lo-ia sem dó.
Carvalhosa também afirmou que os governos petistas aparelharam a Petrobras. E, até onde assisti o programa, nenhum dos entrevistadores lembrou-o de que F(T)HC colocou o GENRO como Diretor-Geral da ANP.
Sinceramente, há momentos em que não sei distinguir jornalista de um reles segurador de microfone. Felizmente, há exceções que nos ajudam a manter a lucidez.
{8¬..



Ps.: saiba mais sobre Carvalhosa e o genro de F(T)HC clicando nos HYPERLINK (palavras realçadas)

13 dezembro, 2014

POIS ENTÃO, FOI-SE-O-BOOKIANOS...


Seguinte: falo – ou teclo – sobre Política (com “P” maiúsculo) porque gosto do assunto há muito tempo. Não é um papo que me atrai apenas em ano de eleição. Mesmo que seja um ano como este 2014, cujo processo eleitoral parece que não se encerrará nem mesmo após da diplomação dos eleitos, haja vista a quantidade de derrotados que tentam golpes no tapetão.
Gosto de Política como gosto de Arte, Urbanismo ou Futebol, entre outros temas. Como gosto, procuro informar-me a respeito. Porque gosto, discuto, questiono e aprecio ser questionado. Aquilo que não me atrai – Fórmula 1, por exemplo – não ponho à mesa nem belisco. Sentir-me-ia esquisito se fosse dar pitaco a cada domingo que o Galvão soltasse aquele simpático “Bem amigos! Estamos aqui no Autódromo...”. Prefiro curtir a Inezita Barroso.
Acredito que pensar diferente não é manifestação de inimizade. E a diferença é o sal da Vida. Porém, meu estilo de discutir não é por meio de ofensas ou puro compartilhamento de postagens de memes fabricados por assessorias de comunicação, na calada da net. Talvez por isto, nem sempre responda da forma que desejariam alguns questionadores. Mesmo quando nos bancos escolares, nunca considerei glorioso responder questionários do jeitinho que professores desejavam.
Posto isto, deixo uma sugestão – sem endereçamento – aos convivas de Foi-se-o-book: aquele(a)s que recriminam minha opção política, que se sentem ofendidos ou magoados por ela, fiquem à vontade para me deletar. Creiam que não ficarei constrangido. A amizade no plano físico, que é a que mais importa, permanece a mesma. Obviamente, se for da vontade do(a) amiga(o).
Ter bronca de pessoas ou despender energia com ofensas prejudica o funcionamento da vesícula. Por gostar de um golim e batatinha frita, prefiro não magoar a minha.
{8¬)



10 outubro, 2014

PILATEAR TAMBÉM É DEMOCRÁTICO


É interessante como fazer comentários sobre comportamentos políticos passou a ser considerado agressão ideológica ou tentativa de catequese. Pelo jeito, parece que só é possível conversar se se estiver de acordo com as crenças e praticâncias dos demais participantes do embate. Embate que, normalmente, é considerado - ou buscado - como se fosse um combate. À Ágora moderna só de vai de tacape ou bíblia em punho.
Como nunca fiz nem faço questão de acompanhar movimentos, tampouco pretendo acusar quem quer que seja, prefiro comentar comportamentos. Até porque, Quando cito alguém, algo ou algum lugar é para não ficar papeando nas nuvens. Posto isto...
É bacana, do meu ponto de vista, ver partidos políticos – ou entidades, como no caso de Marina – liberando seus filiados e simpatizantes para que não votem ou, se decidirem votar, que o voto seja dedicado a este ou que não seja dedicado àquele. Se isto não é pilatear politicamente é o quê, então? E já deixo claro que nada tenho contra o costumeiro hábito de lavar as mãos, tão próprio da cultura judaico-cristã.
Lavar as mãos, além de evitar incômodos sanitários, permite que o “lavante” se sinta “não responsável” pelo que acontecer, já que ele acredita que não participou do processo. Como se o defunto não fosse partícipe da própria missa. E dou meu próprio exemplo: não participei da tomada de decisão que deu o golpe civil de 1964, tido como militar, mas contribui para a permanência da respectiva ditadura. Participei, por exemplo, ao receber um doce de meu pai, já que eu tinha nove anos em 1964. A compra do doce gerava tributos que contribuíram, naquele período, para que os governantes de então fizessem o que fizeram. Da mesma maneira, as pessoas que foram para as ruas marchar com a família & cousa & lousa e as que pegaram em armas, participaram dos tais anos de chumbo (chumbo cor-de-rosa para alguns direitosos modernos) cada um a seu modo. Obviamente, também houve os que lavaram as mãos. Reconheço que as conseqüências foram um pouco mais danosas que as resultantes de outras lavações, como a atual.

Voltando ao título, pilatear, embora implique em co-responsabilidade, talvez seja o ato mais praticado nas democracias.

06 outubro, 2014

O ELEITORADO PAULISTA




Considerando a votação deste 2014, no Estado de São Paulo, quedo a imaginar qual cientista político seria capaz de apresentar uma explicação razoável a respeito dos resultados advindos das urnas. Creio que PERRY ANDERSON – e até mesmo BOBBIO – teriam menos dificuldades em destrinchar a opção BERLUSCÔNICA de alguns países europeus que explicar a “voz rouca” paulista.
Não faço esta observação motivado pela expressiva votação do candidato tucano à presidência. Estava prevista. O que me chama à atenção é a reeleição do governador. Num Estado que, segundo alguns, tanto clama por mudanças, ele chega ao seu quarto mandato, ao final do qual o estilo tucano-paulista de governar terá completado 24 anos. Quase um reinado, se me permitem o chiste.
Outro fato interessante é ver o artista TIRIRICA, que muita gente indignada apontava seu mandato de Deputado Federal como resultado das vicissitudes da política brasileira, ser o segundo deputado mais votado, com 1.016.796 declarações explícitas de apoio. Nada tenho contra Tiririca. Até porque ele é considerado um dos parlamentares mais assíduos do Congresso. O interessante, neste caso, é a “aparente” incoerência entre o discurso do eleitorado e a sua prática.
Pensando bem, creio que o mais indicado para analisar o estilo da maioria dos paulistas escolher seus mandatários talvez seja VOLTAIRE, alguém que entende um bocado da alma humana.

É óbvio que estou generalizando. Porém, estarei equivocado?

Ps. 1 - Como se sabe, generalizar não é totalizar.
Ps. 2 - Saiba mais clicando nos HYPERLINKS (palavras realçadas)

05 outubro, 2014

VOTO SIM!

A poucas horas do início da votação que elegerá @ mandatári@, a GLOBONEWS transmitiu uma edição especial centrada nas Eleições 2014. Entre outras matérias, exibiu o perfil, segundo seu estilo de isenção, dos três candidatos mais prováveis de alcançar o sucesso. Obviamente, para mim, iniciaram com o perfil de DILMA acentuando sua participação no movimento político que enfrentou a ditadura civil, estrelada por militares.
Em seguida, o programa apresentou o perfil de AÉCIO, destacando sua participação numa escola de samba mirim, sua ligação com Tancredo, e seu desempenho como governador de Minas, estado em que seu candidato, “estranhamente”, parece que será derrotado ainda no primeiro turno. Faltou fecharem com uma frase do tipo “um cara supimpa!”.
Por último, apresentaram o perfil de MARINA, com suas dificuldades em sobreviver às doenças e às relações políticas entre outras procelas. Fosse eu de ter dó, teria. Porém, não sendo um fiel praticante da cultura judaico-cristã, igualmente não pratico a piedade ou a compaixão.
Considerando o já citado estilo de isenção, a forma de apresentar a história dos candidatos não deixa de ser uma tentativa de influenciar a tal voz esganiçada das ruas. É comum aos conservadores, antiquados e modernosos, difundirem a crença de que o devido lugar da massa é na estufa.
Eu cá, voto tranquilo. Aliás, como sempre.
Primeiramente, por saber que, independentemente do partido a que sejam filiados, os candidatos a presidente, por exemplo, representam grupos compostos de membros de vários outros partidos. A diferença está nas propostas apresentadas e não nos apoios, declarados ou não.
Segundamente, porque gosto de ler jornais desde que aprendi as primeiras palavras. Também tive o privilégio de ter frequentado a UNICAMP nos tempos em que universidade realmente merecia este epíteto. Lá, quase me tornei um estudante de História.
Terceiramente, porque tenho razoável memória e sei o que eles fizeram no passado. Além de ter nascido naquelas Geraes que, de há muito, merecem outro destino que não o de ver seus veios abertos e sugados pelos mesmos.
Quarta – e finalmente – porque, conforme ficou claro no DEBATE DA GLOBO, o derradeiro antes da votação, os opositores de minha candidata preferida juraram de pés juntos que vão manter os programas do atual governo (BOLSA FAMÍLIA, PRONATEC, PRÉ-SAL et caterva), pois reconhecem sua importância.

Assim sendo, você que não vai votar em Dilma, diga-me porque razão vai votar em outro candidato. Que tal elogiar seu candidato? Vamos lá?

17 dezembro, 2013

BACALHAUS, LARANJEIRAS & TODOS NÓS




É até bacana ver esta revolta toda por causa do resultado do julgamento envolvendo a Portuguesa. Entretanto, por não ser torcedor de nenhum time do Rio (e quase todos sabem que torço para alguns times) sinto-me tranquilo para colocar uma questão: alguém aí se perguntou por que os dirigentes luso-paulistanos não prestaram atenção aos documentos que assinaram ao resolverem participar do chamado Brasileirão?
Muitos estão a dizer que a recente "tapetada" é um reflexo do que acontece na política brasileira. Sugiro que se perguntem:  como nossa Política pode ser diferente se o eleitor brasileiro vota, de maneira geral, em quem lhe ordenam, sem se preocupar com o que o eleito fará com a concessão recebida?

A raiz do problema não está no Fluminense. Os diretores da Portuguesa fariam o mesmo se a situação fosse inversa. A falha, para não dizer outra coisa, está nos administradores da Portuguesa que, como boa parte dos brasileiros, acreditam que podem viver ignorando a legislação estabelecida e que, se der zebra, ainda lhes restará o “jeitinho brasileiro”. O problema é que o tal jeitinho pode beneficiar apenas uma das partes envolvidas. E, normalmente, as benesses sempre vão para os beneficiados de sempre.
Todo este papo sobre o Fluminense estar sendo beneficiado é alimentado por aquela parte da Inpremça que só sabe faturar em cima do sangue alheio. Se não fosse o Fluminense seria qualquer outro que tivesse terminado o campeonato na 17ª posição.
O Brasil só vai despiorar quando os brasileiros começarem a fazer questão de que a Lei seja aplicada no seu inteiro rigor. Não há outro caminho.
Há um provérbio que merece uma pequena reflexão: se cada um limpar sua calçada, toda a cidade ficará limpa.
Simples, não é mesmo?

 
Ps.: para saber mais sobre nós mesmos, experimente ler a íntegra do DISCURSO DA SERVIDÃO VOLUNTÁRIA.

11 julho, 2013

PARALISAÇÃO PÁRA QUEM?!

E no dia de hoje, em várias partes do Brasirzão, milhares de pessoas deixaram suas casas próprias, entraram nos seus carros 0 km e, ao invés de ir para o trabalho ou sala de aula, foram para as ruas e estradas exigirem a eleição do AÓCIO ou da TUCARINA (alguém aí sabe a diferença?) para a presidência da RES PÚBLICA. 
mesmo a volta dos militares está sendo pleiteada. O delegado FLEURY seria eleito em primeiro turno, tranquilamente.
Realmente, a tristeza do brasileiro é quando o estuprador não lhe visita.
Entender, quem há de...

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03 maio, 2013

AINDA MACBETH



Macbeth, para quem ainda não sabe, é uma TRAGÉDIA escrita por Shakespeare no início do séc. XVII. Seu tema, simplificando, são as RELAÇÕES DE PODER, no caso, no âmbito da coroa escocesa. Ao contrário da crença generalizada, não se é possível deter o Poder. Ele é exercido nas relações sociais.
Numa das recentes postagens há um hyperlink para download gratuito do texto. Sua leitura pode nos ajudar a perceber que Política - assim mesmo, com inicial maiúscula -  significa algo muito além do que sacanagens cometidas por uma minoria de pessoas eleitas e sustentadas por uma maioria que gosta de não se lembrar do que fez nem de refletir sobre o que estão lhe fazendo, seja bom ou ruim.
Obviamente,  assistir a peça deve ser muito melhor. Da mesma forma, a leitura de qualquer bom livro, algum  que ofereça um pouco mais que 500.000 tons, que nos ofereça, principalmente, portas tanto convidativas quanto abríveis.
Voltando ao Macbeth, prestem atenção à pergunta deste menino e reflitam sobre como têm sido suas escolhas políticas e quais os resultados que lhe trouxeram.
Vamos nessa?

Ps.: você já navegou pelos HYPERLINKS (palavras realçadas)


15 abril, 2013

O PRIMEIRO PASSO É TOMAR CONTA DO ESPAÇO


A razão de existirem problemas (ou modinhas) como MARCO FELICIANO, Sarney, Renan e outros está no estilo tupiniquim de votar. Óbvio que cada país tem o seu, mas isto não vem ao caso neste momento. Cada vez que participamos de uma eleição para cargos nos Poderes Legislativo ou Executivo temos a possibilidade de investir nosso voto naquilo que vai nos acontecer, de bom ou de ruim, pelos próximos quatro anos, com concretas possibilidades de prolongamento por mais outro tanto. Concluída a apuração, caso o resultado não nos satisfaça, resta muito pouca coisa a fazer além do “jus sperniandi”. A não ser que haja disposição como do tipo da que incendiou a PRIMAVERA ÁRABE ou daquela que aconteceu em Pindorama nos anos 60.
Reclamar ou participar de petições via AVAAZ não resolve este tipo de problema.
Evangélicos esforçam-se por manter uma bancada evangélica no Congresso. Da mesma maneira agem os membros da bancada ruralista, da bancada da bala, da bancada da saúde privada, da bancada do ensino privado etc.
Será que vai surgir a bancada anti-feliciana das próximas eleições? E a bancada culturalista? Teremos alguma bancada que defenda a valorização da Educação Pública em detrimento da educação privada?
Como isto dificilmente vai acontecer, que tal uma campanha diferente? Vamos iniciar uma campanha que aponte a importância do Congresso Nacional, assim como a das instâncias públicas nas quais é definido o quê e como poderemos fazer? Ao invés de gastar tempo reclamando, talvez fosse mais produtivo chamar a atenção de todos, mesmo daqueles que ainda não são eleitores, para que elejam políticos que atuem, de fato, nos interesses da maioria da população. Afinal, o resultado das eleições depende do apoio – ou desinteresse – desta mesma maioria.
Já postei um bocado de vezes sobre este assunto, principalmente, em época de campanhas eleitorais. Volto porque percebo nas redes sociais, dentre os anti-felicianos, várias pessoas que pregavam o voto em branco ou nulo como forma de protesto nas campanhas anteriores. E voto nulo, como o próprio nome diz, NÃO VALE.
Aliás, já que legalmente não vale, por que será que um blog que prega o voto nulo é ELOGIADO PELA REVISTA VEJA?
Com a palavra...

Ps. 1 – o título é um dos versos de um fantástico poema de Torquato Neto.
Os. 2 – saiba mais sobre o tema clicando nos HYPERLINKS (palavras realçadas).

07 março, 2013

FORA ELEITOR?!



Passada a modinha do #ForaRenan, tentarei conversar sobre o assunto sem provocar a bronca dos amigos, dos inimigos (tenho algum?) e dos nem tanto. Enquanto não surge outra...
Hey ho, Let’s go!
RENAN CALHEIROS (PMDB-AL) foi eleito para o Senado em 2010. Eleito conforme os mandamentos da legislação eleitoral em vigor. Simplificando: 33,42% dos eleitores alagoanos cujos votos foram válidos escolheram-no para o cargo. Então, ele está no Senado Federal por livre escolha de cerca de um terço dos eleitores alagoanos. De forma igual foram eleitos os outros 80 senadores e os 513 deputados federais. Também assim o foram governadores, deputados estaduais, prefeitos e vereadores. Muitos deles, com processos até na instância criminal. Talvez você que me leia queira me retrucar que o eleitor nordestino não sabe votar. Sugiro que confira bem como foi o processo eleitoral no seu estado e na sua cidade. Independentemente de sua zona eleitoral, pode ser que o teu eleito seja uma pessoa bacana; pode ser que não. As diferenças entre os brasileiros não são tão grandes assim, por mais que sonhem bairristas & ACMelhados.
O eleitor, este ser que, o GOLPE MILITAR de 1964, entre outros episódios nacionais, eliminou temporariamente, voltou a exercer o poder de escolha de quem gere seu destino nos quesitos social, político e econômico. Esta volta não foi fácil, conforme o VÍDEO nos mostra. Aliás, é interessante como o golpe em pauta consegue ter viúvas que nem haviam nascido ao tempo de sua vigência. Pois é, o eleitorado brasileiro – que inclui, também, os que votam nulo, abstêm-se ou preferem aproveitar o dia para viajar – decide. O resultado desta decisão, como qualquer outro tipo de resultado, não agrada todo mundo. Principalmente, não agrada àqueles que se recusam a participar ativamente do processo. Já percebeu que os reclamantes, normalmente, não são aqueles que pegam o touro pelo chifre?
Enfim...
Você votou? Por que votou em quem votou? O que tem feito aquele em quem você votou?
Não votou? Por que não votou? Por que sonha acordado como um daqueles ENCAVERNADOS platônicos?
De minha parte, estou fã do eleitor. Torço para que sempre reflita antes do voto e que, principalmente, acompanhe o desempenho de seus candidatos no caso de serem eleitos. Enquanto isto, esforço-me para participar ativamente das tomadas de decisões no que diz respeito ao meu viver. Acredito que quem se coloca à margem não está livre do destino do grupo: as margens do rio são partes do mesmo.
Ou estou equivocado?

Ps.1 - o vídeo cita o filme NOVEMBRADA, de EDUARDO PAREDES. Ps. 2 - Para saber muito mais, clic nos HYPERLINKS (palavras realçadas).  

05 março, 2013

ZOON POLITIKON


É obviamente ululante que o caminho mais fácil é sempre o mais atraente. Até porque não parece que será necessário pensar enquanto se caminha. É como o hamster na gaiola: está tudo à mão, da comida à rodinha disponibilizada para o pseudo-exercício. E ele segue sua sina, muito crente de que sabe cuidar da própria – que é o que lhe interessa – e não precisa de ninguém. Com o passar do tempo, mesmo que o dono esqueça a portinhola aberta, não lhe dá vontade de mudar de ares.
– “Vai que não encontro minha cumbuca de ração por aí... Hum! Aqui, tou garantido.”, pensa ele com o zíper de seu macio casaco de pele.
Não demora e já nem se percebe como um rato, mais. E o viver lhe fica fácil, fácil.
Viver?!
Nem todos pensam assim. Principalmente, aquele que tem permissão para escolher o que vai na cumbuca. Sabe bem como é o viver do hamster que opta pela gaiola. Afinal, é quem a pinta de dourado.
Alguns outros reagem contrariando o coro de engaiolados e engaioladores contentes. Acreditam que o Mundo é uma cumbuca muito maior que a gaiola. Que, ao invés de gaiola, o Mundo é infinita porta, cuja chave chama-se Vontade.
E o que você tem a ver com isto?

Ps. 1 – sabe quem foram os DIGGERS?
Ps. 2 – sabe o que é ZOON POLITIKON?

10 janeiro, 2013

COVAS... GUIMARÃES... CHAVEZ...

Aparentemente, as trajetórias destas três destacadas personalidades da política latinoamericana nada têm em comum, não é mesmo? Porém, a mais recente tentativa de golpe na Venezuela tem semelhanças com o que já ocorreu no Brasil quando da morte de TRANCREDO NEVES.
Quem nos conta o caso - até por ter sido testemunha participante - é SAULO RAMOS na sua obra memorialista CÓDIGO DA VIDA.
Parentesiando, não li (e nem gostei) o tal Código da Vinci. Talvez, por acreditar que LEONARDO não mereça que ser envolvido num chiste do tipo. O livro de Saulo parece ser mais concreto - ou menos abstrato - que a brincadeira de Dan Brown.
Enfim, aí vão algumas páginas do Código de Saulo que podem jogar alguma luz sobre pseudos democratas sempre prontos a dar um golpinho. Também pode ser que jogue sombras, já que nem todo concorda com seu conteúdo. Os leitores mais sedentos por conhecer os bastidores e algumas personagens dos recentes movimentos da política brasileira pode baixar o livro clicando no hyperlink correspondente.
Aliás, descubra algumas curiosidades clicando nos HYPERLINKS (palavras realçadas).
Vamos ler?
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10 julho, 2012

9 DE JULHO: GOLPE OU CONTRA-GOLPE?






Cursei o ensino Primário nas Geraes. Ginasial e Colegial, curti no interior paulista: em Pedregulho, famosa por ser terra natal de Quércia, e Cosmópolis, uma das minhas terras natais (Antonina, Caldas e Salto Grande são as outras). Embora sempre tenha gostado de História e Geografia, apenas quando nos mudamos para o estado-locomotiva da nação comecei a ler e ouvir sobre a REVOLUÇÃO DE 32, MMDC e cousa & lousa.
Este evento da história paulista (por que, por exemplo, para os soteropolitanos o importante é o 2 de JULHO, enquanto para os gaúchos é o 20 DE SETEMBRO) aparentava ter quase mais importância que a INCONFIDÊNCIA MINEIRA tem para os próprios. No dia comemorativo do tal contra-golpe – ops! quis teclar revolução, mas escapou - creio que Dona Leonor, a professora de música do Gepan, regia-nos enquanto cantávamos algum dos respectivos HINOS. Ainda não era feriado, classificação que só aconteceu na gestão Mário Covas.
Bem, a finalidade aqui não é uma tentativa de ministrar uma aula de História, mas propor-lhes algumas questiúnculas:

- É possível acreditar que a burguesia paulista da época (alguns dizem que é a mesma de hoje, ao menos no estilo, se não nos sobrenomes) estava realmente preocupada em com a melhoria das condições de vida da população paulista ou brasileira?
- Com ditadura e tudo, a ERA VARGAS nos legou a Carteira Profissional e o Salário Mínimo. A burguesia paulista teria avançado mais na questão trabalhista?

Para ilustrar este papo, sugiro assistir os vídeos acima. O estrelado por JOSÉ SERRA é, como vocês devem adivinhar, mais do mesmo. Já o do ROBERTO REQUIÃO nos apresenta uma análise interessante dos liberais brasileiros e sobra até para Joaquim Nabuco. Aliás, será interessante saber como Requião vê a Revolução Constitucinalista de 32.
Enquanto aguardo comentários, deito aqui o que postei no facebook:
A zelite paulista (que ainda sonha com os tempos dos cafezais em flor) não admite que a capital do Brasil nunca tenha sido em São Paulo. Daí, criou seus próprios zeróis e seu sete de setembro. Pena que o eleitorado paulista acredite nesta ladainha enquanto o trem da História avança.
Com a palavra...

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Ps.1 - o vídeo de Serra pode ser comprendido até pelas crianças; o de Requião fala de liberais e jaboticabas;
Ps. 2 - como vocês já sabem, tem muitas informações nos HYPERLINKS (palavras realçadas) e é só clicar neles.