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11 julho, 2020

FAM 2020 - PARTICIPE!


De há muito tenho dito a nativos, migrantes e visitantes de Floripa que o FAM –FLORIANÓPOLIS AUDIOVISUAL MERCOSUL é das melhores coisas que a cidade propicia, além de suas tão – merecidamente – faladas 42 PRAIAS.
Desde a edição de 2003, quando tomei conhecimento de sua existência, só não pude usufruir o FAM 2019. E muito lamento.
Entretanto, para a felicidade geral, neste pandêmico 2020, o FAM virá até a mim, assim como a todos os cinéfilos. Pensem num drive-in planetário! Então, vamos lá contribuir para que o festival chegue às retinas de todos. Porque ele é o @FAMdetodos!!!
Entenda como participar clicando em BENFEITORIA/FAMDETODOS.
Seja também um fã do FAM: compartilhe esta proposta.
Ps.: saiba mais clicando nos HIPERLINKS (palavras realçadas).

11 abril, 2019

POR QUE NÃO ATERRAR TODO O CANAL?


Cancelei minha matrícula no curso de História na Unicamp quando poderia tê-lo concluído no semestre seguinte. Não me interessava o diploma. Sigo a gostar de aprender e a não valorizar canudos. E já aviso que isto não é uma receita; é apenas um estilo. 
Uma notícia como esta me deixa tranquilo quanto àquela minha decisão: esses especialistas devem dispor de graduados canudos e, mesmo assim, não aprenderam uma definição das primeiras aulas de Geografia: uma ilha é um pedaço de terra cercado de água por todos os lados.
Pela imagem acima, creio que se pode constatar que CARL HOEPCKE prestou mais atenção às aulas de Geografia que os especialistas da reportagem do ND Mais:
LOCAL DE UMA POSSÍVEL QUARTA PONTE...

Ademais, a tal quarta ponte seria construída antes ou depois das atuais despencarem? Ainda bem que o técnico do DENIT afirmou que " uma ponte não é tão cara assim...".




Ps.: saiba mais clicando nos HYPERLYNKS (palavras realçadas).

14 novembro, 2016

PRENHE SELENE


Já que é dia/noite de falar da lua, aí vai um poemeu cujo cometimento iniciou-se durante um luau na Praia Mole e completou-se em Sambaqui, de há muito. Desejo que gostem.
{8¬)


prenhe selene


fito a imensidão
infinita porque me escapa até onde
estar finito?, como algo pode?
passam nuvens pela
     lua
lua
   pelas estrelas
      estrelas pelo céu
p                                               assam

o tempo
a passar
p      assa
p      a      s       sa
p      a      s       s       a
passa?

eu passo
inteiro
integrado
unha e carne nu dedo
  o dedo da criação
durante
enquanto
estou
    amo
 s.


praia mole/sambaqui, 26/05/02

16 janeiro, 2016

MUITO ALÉM DOS CENTAVOS


De início, quero deixar claro que nada tenho contra alguém, em grupo ou sozinho, manifestar sua insatisfação seja lá com o que for e exigir o que julga ter direito. Às vezes, mas só às vezes, parece-me que falta dentre as faixas e cartazes reivindicatórios uma plaquinha com os dizeres “Queremos nossos deveres”. Porém, isto já é outro papo. Pra outro momento.
Há uma incoerência, por pequena que seja, no fato de uma entidade chamado Movimento Passe Livre pleitear redução de tarifa. Oras, é como alguém que se diz socialista, ou comunista, exigir aumento de salário, sendo que salário é um dos frutos da relação Capital x Trabalho. Entendo, e posso estar equivocado, que o MPL deveria centrar energia na extinção do pagamento individual dos custos do Sistema de Transporte Coletivo. As empresas prestadoras deste serviço público deveriam ser contratadas pela prefeitura, que as pagaria com os impostos e tributos que arrecada.
Em alguns dos debates sobre Transporte Coletivo que participei, fazia-se a comparação com a coleta de lixo urbano: o caminhão coletor não cobra diretamente do morador no momento de recolher seus lindos e bem organizados sacos de lixo. Tanto faz se ele dispõe dois sacos de lixo por dia ou uma sacolinha a cada dois dias, o caminhão leva tudo e os custos são pagos pela prefeitura. Ou não é assim?
Outro detalhe que me chama à atenção é que, salvo raras exceções, fala-se apenas nos centavos acrescidos ou na percentagem de reajuste. Entretanto, quem circula de ônibus sabe que os buracos são muito além do bolso:
- o desconforto nos ônibus e metrôs quando lotados;
- os imensos intervalos entre um horário e outro;
- as instalações físicas dos pontos de embarque/desembarque que, quando existem, são eficientes apenas ao meio-dia, caso não esteja chovendo nem ventando; e, para não alongar muito a lista,
- a falta de segurança dos passageiros.
Em relação a este quesito, uma pergunta que muitas vezes fiz, e ainda faço, a fiscais e agentes de trânsito que, por ventura, encontro quando viajo de busão é:
- Por que num automóvel que disponha de airbag, cinto de segurança etc., criança deve viajar instalada em cadeirinha certificada pelo INMETRO, sob pena de multa, ao passo que nos ônibus urbanos, ela pode ficar nos braços dos pais, sentada sozinha ou em pé no corredor?
Respondem-me, quando respondem, que a lei não exige cinto de segurança ou cadeirinha em ônibus urbanos.
Fico a pensar que os responsáveis pelas leis que regem o trânsito acreditam que passageiro de coletivos tem o corpo fechado. Também pode ser que percebam sua existência apenas como pagador de passagem. Aliás, parece-me que boa parte dos usuários concorda com isto.
Olhando bem para esta foto em que carrego Maria Cândida enquanto o ônibus trafega pela seguríssima rodovia SC-401 rumo ao centro de Florianópolis, até que estamos bem confortáveis, né? Realmente, devo ser mesmo um implicante.

28 maio, 2015

HAITI: OUTRAS IMAGENS




Os serviços públicos – Saúde, Educação e Segurança, entre outros – obteriam melhores resultados se contassem com antropólogos, sociólogos e, obviamente, historiadores em seus quadros. Isto porque o técnico, parafraseando um poema de Fernando Pessoa, pouco avança além da técnica. Porém, deixemos isto pra outra postagem porque o papo aqui é outro. RADILSON CARLOS GOMES é um historiador lotado no Ministério da Saúde e participou de uma missão multidisciplinar no HAITI.
Como se sabe, a GRAMDE INPREMÇA não vê possibilidade de lucro nos milhares de barcos que chegam ao destino. Apenas os que naufragam atraem a sua atenção. E é com este raciocínio que ela nos tem exposto o Haiti: apenas um país destroçado.
BOMBAGAI, a exposição fotográfica de Radilson, que pode ser apreciada na FUNDAÇÃO BADESC até 12/06, apresenta-nos o Haiti que resiste, o Haiti que existe para além das ruínas. Um país que segue em sua luta e que em 01/01/1804 tornou-se o primeiro país latino-americano a conquistar a independência.
As imagens captadas por Radilson refletem cenas do cotidiano envolvidas em seus trabalhos ou indo à escola. Aliás, numa das fotos vemos estudantes uniformizadas emolduradas por uma luminosidade como se o sol estivesse direcionado apenas para elas, fazendo as vezes de um super-flash. É de encher as retinas.
Então, você que mora ou esta em Florianópolis corra até à Fundação. Você que mora distante, entre no site do Radilson e procure saber como levar a exposição para sua cidade. Sobretudo, não perca esta oportunidade de conferir que a Vida talvez enha nada a ver com a vocação judaico-cristã para o sofrimento. A Vida é muito mais como a canção do GONZAGUINHA e menos com a chorumela do CAETANO.

Ps.: saiba mais sobre o assunto clicando nos HYPERLINKS (palavras realçadas); você pode até ouvir as canções enquanto lê.

27 maio, 2015

O AMULETO DE JEFERSON




O AMULETO, dirigido por JEFERSON DE, estréia nalgumas telonas de Florianópolis. Segundo o diretor, trata-se de um filme de terror com clichês do gênero e algumas pitadas diferentes como, por exemplo, a trama não transcorrer em madrugadas de chuva espessa e raios singrando as janelas.
Emoldurando a história, temos algumas das mais belas paisagens de Floripa, o que também vem a ser mais um motivo para curtir o filme. Assim, aqueles que ainda não conhecem a Ilha da Magia FRANKLINIANA saberão o que estão perdendo. Já aqueles que aqui nasceram, habitam ou frequentam, terão a oportunidade de sentir uns “apavoros” – termo aprendido de um amigo ilhéu – ao serem “cinetransportados” para algumas trilhas por onde costumam cantarolar o Rancho de Amor à Ilha ou, no caso dos modernex, selfiezando-se a si mesmo.
Enfim, as bruxas estão à solta!
Se las hay? Pregunta Allá nel puesto pyranga.

Onde? Simples:
Cinesystem - Shopping Iguatemi
Cinespaço - Beiramar Shopping
CMK - Floripa Shopping
Cinepolis - Continente Park
Arcoplex - Shopping Itaguaçu 



Ps.1 - Jeferson é diretor do premiado BRODER, que assisti no meu cineclube preferido, a FUNDAÇÃO BADESC, quando também rolou um papo tranquilo com ele.
Ps. 2 - Saiba mais sobre tudo isto e conheça um conto do Franklin Cascaes, clicando nos HYPERLINKS (palavras realçadas).

29 dezembro, 2014

E COMO FICAM OS CLUBS DAS OUTRAS BEACHS?



Recentemente, mais uma vez alguns dos luminares da imprensa catarinense, mais especificamente de Florianópolis-SC, fizeram de suas teclas, telas e microfones dedicados defensores de um dos direitos a que os chamados “beach clubs” alegam ter: ocupar a praia com cadeiras, mesas e outros equipamentos destinados ao conforto de seus clientes. Uma das argumentações apresentadas em prol dos tais direitos é a de que estes estabelecimentos contribuem com os cofres públicos através dos tributos recolhidos, além de gerarem muitos empregos.
Para quem não conhece Florianópolis ou não sabe o significado do termo, BEACH CLUBS é como são chamados alguns dos estabelecimentos destinados ao lazer e à gastronomia sofisticada situados, principalmente, no bairro Jurerê Internacional. Todos os problemas envolvendo estes “clubes de praia” desfrutam de farto espaço no noticiário local. Provavelmente, merecem este tratamento.
Pois bem. O vídeo abaixo foi realizado em 26/12/2014 num dos pontos da Praia dos Ingleses, uma das mais bonitas de Florianópolis. Praia que, lamentavelmente, parece não despertar o interesse dos próceres da imprensa local. Como se pode constatar pelas imagens, não se trata de um regato em flor em busca de desaguar no mar.
Assim como a Praia dos Ingleses, outros balneários da Ilha e do continente padecem, principalmente, da falta de Saneamento Básico. Oras, por que será que a mídia impressa, televisada e radiodifundida não dá a mesma atenção aos problemas dos moradores, frequentadores e empresários dessas praias como acontece no caso dos moradores, frequentadores e empresários da Praia de Jurerê Internacional?
Será que a imprensa florianopolitana divide as praias da Ilha como sendo de primeira ou de segunda classe?




Ps.: saiba mais clicando nos HYPERLINKS (palavras realçadas)

25 maio, 2014

POR QUE MATAR UM HOMEM?



Em GRAND CANYON uma das personagens diz à outra que as respostas estão nos filmes. Não é um dos clássicos da filmografia mundial, mas a afirmativa pode ser conferida em qualquer um dos grandes filmes. Ontem, após mais uma sessão do 18º FAM - Florianópolis Audiovisual Mercosul, festival que acontece anualmente em Florianópolis, do qual sou fã desde 2003 quando o conheci, lembrei-me da importância do cinema como meio de responder aos dilemas humanos. “Explicar não significa “dar de mão beijada”. O cinema, como toda Arte – atenção à maiusculidade da inicial – propicia o caminho para a lavra. O caminhar, ou a vontade de, para este garimpo das respostas depende da curiosidade e, principalmente, da recusa em aceitar o que é oferecido “de bandeja”.
O filme MATAR A UN HOMBRE, de Alejandro Fernandez Almendras, que assisti ontem, trata de um comportamento que existe, talvez, desde que o Mundo é mundo: o de justiçar com as próprias mãos ao invés de recorrer e, principalmente, aguardar pela Justiça regulamentada do Estado. Simplificando a história: Jorge, um pai de família trabalhador, tem suas vida e a de sua família infernizada por um grupo de vagabundos que moram perto de seu lar. Sem acreditar no braço judicial do Estado, resolve tomar as providências que julga necessárias e imprescindíveis à paz de sua família. Depois de realizar a missão que tomou pra si, Jorge vê sua vida familiar desmoronar quando o que desejava era exatamente o contrário.
Nestes tempos em que, para alguns, há uma tentativa de transformar linchamentos em moda, pode ser interessante assistir a Matar a un Hombre. Pena que, embora tenha sido premiado como melhor drama filmado fora dos EUA pelo SUNDANCE FESTIVAL FILM não será exibido nos cinemas dos shoppings preto de sua casa. O que não deixa de ser mais uma injustiça contra a Arte.
Aliás, como alguém já disse, a Justiça não é justa. Creio que se pode incluir aí que a justiça feita com as próprias – e as próximas – mãos também não o é.


Ps. 1 - Seja fã do FAM você também. É uma das melhores coisas a se fazer em Floripa..
Ps. 2 - A imagem foi "emprestada" do blog ARTE - FONTE DO CONHECIMENTO.
Ps. 3 - Saiba mais clicando nos HYPERLINKS (palavras realçadas).

08 março, 2014

MULHERES: MAIS UM FELIZ DIA!

O Fratura Exposta retoma as atividades num dia pra lá de bacana. Principalmente, porque o Mundo homenageia estas criaturas divinas. Divinas, nos sentidos estrito e lato. E é por isto que tasco este poemeta composto lá nos antigamente, mas que ainda reflete meus pensamentos nestes atualmentes e, tenho fé, perpetuar-se-á nos futuramente. Arrombei com esta mesóclise, hein?
E vamos poetar!


pra tu vê

deus
um cabôco de muita paciência
(um trem que poderia ter feito num vapt-vupt
optou por investir uma semana da sua santa eternidade!)
fez o mundo e as coisas todas:
as paradas, as móveis e as imóveis
fez o homem
         (os imóveis inventaram os automóveis)
e de uma lasca deste
fez a mulé

pronto o serviço
deu um passo pra trás
enxugou o suor da testa
         (embora o sol só tivesse uma semana de brilho
tava de rachar mamona)
admirou aquela sua obra-prima
         (até pensou umas besteiras mas...)
sorriu satisfeito e disse:
- cuida deste trem todo pra mim, minha filha

no sétimo dia
criou as férias e partiu pra curtir uma ilha famosa
chegou a ser visto flanando pela noite do centrinho da lagoa
(embora ninguém o tenha fotografado
há quem jure ter ouvido um cabel(barb)udo exclamar
ao ver um semelhante a enfiar sementes num barbante:
- jisuis! haja paciência!)

tava feito o paraíso

não fosse este bando de cornos
(alguns estabelecidos
outros candidatos a)
que teimam em não obedecer as gerentas
a gente tava nadando de braçada

10 dezembro, 2013

CULTURA: O QUE VOCÊ TEM A VER COM ISTO?

Hoje tem:

O papo é diretamente dirigido ao pessoal envolvido na produção audiovisual no âmbito do Município de Florianópolis. Entretanto,  talvez tenha a ver com todo mundo de todo o Mundo.  E por que digo isto?
O que você tem a ver com CULTURA? Já se perguntou sobre isto? O que sente quando ouve alguém a dizer que fulano ou sicrano não tem cultura? Você se considera alguém que tenha cultura?
O artigo/desabafo abaixo transcrito é de EDUARDO PAREDES que, pelo jeito, ainda pratica a NOVEMBRADA. Foi publicado no caderno de cultura do Diário Catarinense em 30/11/2013. Mesmo que você, caro leitor, pulule em outras regiões que não seja nossas belas e desamparadas Floripa e Santa Catarina, o teor pode ser muito útil como peça instigadora à ação.
Deixe a preguiça de lado, só um pouquinho, e leia junto. Sugestão: não tire as crianças da sala; ao contrário, leia em voz alta para elas.. A vida delas tem muito a ver com tudo isto.


A morte do poeta e os ecos da “novembrada

 

Historicamente Santa Catarina é um estado privilegiado, como poucos, em termos de produção cultural. A pluralidade e diversidade desse patrimônio imaterial advêm, acredito eu, de um encantamento com suas belezas naturais e do encontro das inúmeras etnias que se espalham por todo o território catarinense. Por isso mesmo, é absolutamente inadmissível que a Cultura continue sendo (mal) tratada como peça assessória no contexto das políticas governamentais. Essa riqueza artística e cultural acumulada é que dá identidade ao povo catarinense. No entanto, infelizmente, o setor cultural vem lutando para sair do plano do supérfluo e ganhar a importância que lhe é devida.

Em termos de política pública cultural o que constatamos é um estado de abandono, desrespeito e contínua omissão. Há muitos anos a Cultura foi embrulhada num mesmo pacote com o Turismo e o Esporte, compondo uma Secretaria que já se chamou SOL – Secretaria da Organização do Lazer, inspirada nas teorias do “ócio criativo” do sociólogo italiano Domenico De Masi.  Qual o sentido de se "organizar o lazer" e de se pregar o "ócio criativo", especialidade na qual boa parte dos nativos da Ilha de Santa Catarina são PHD?Parece piada, mas não é.

Tendo recebido como herança maldita do seu antecessor, o atual governador manteve intacta a estrutura de Governo que, a par das chamadas Secretarias Centrais, sustenta a paquidérmica coleção de quase 40 Secretarias de Desenvolvimento Regional. Qualquer cidadão com um mínimo de bom senso, informação e cultura reconhece que esse modelo condena o Estado a uma situação de profunda anemia financeira. É cristalino que essas SDR somente existem para acomodar cabos eleitorais e que a descentralização poderia muito bem ser executada através de Coordenadorias, Diretorias ou Gerências. Mas quem se atreve a cortar as benesses, mordomias e privilégios contidos no status de Secretaria? Por que arriscar a base de sustentação política que assegura a continuidade no poder? Ninguém é bobo – somente o povo, o contribuinte, que paga a conta.

É triste reconhecer que o Governo do Estado, tão pródigo na criação e manutenção de tantas Secretarias, não dê autonomia e independência para esses três setores importantíssimos, que são o Turismo, o Esporte e a Cultura. Não há como reconhecer a importância do Turismo para a economia do Estado. Mas esse setor também não consegue se desenvolver e expandir suas potencialidades da forma como está situado. As demandas do Turismo são vastas e complexas e precisam de um planejamento próprio. O mesmo vale para o Esporte e a Cultura, que são determinantes para uma política pública séria que pensa em formação de cidadania e inclusão social. Se em determinado momento o Turismo se entrelaça com a Cultura, essa área de convergência é ínfima para justificar tal atrelamento. Arrisco dizer que de cada mil turistas que visitam o Estado, depois da praia menos de uma dúzia procuram por um museu, teatro ou galeria de arte. O destino natural são os shoppings, bares, restaurantes e baladas. Isso é óbvio.

A Cultura padece ainda mais por esse equívoco administrativo, pois sobrevive à sombra do Turismo. As casas de cultura e espaços culturais vivem à míngua. Os artistas há muito foram deserdados, com os poucos editais públicos de fomento às atividades artísticas sendo ano a ano empurrados com a barriga, procrastinados ou adiados. O que impera é a política neoliberal de transferência de responsabilidade das decisões sobre a Cultura para a iniciativa privada, na medida em que a principal ação de governo é induzir os produtores e agentes culturais a utilizar os mecanismos de incentivo fiscal. Isso quando o próprio Governo não compete de forma desigual com os produtores independentes, indo ao mercado captar patrocínio para seus próprios projetos, como no caso emblemático da Ponte Hercílio Luz. E com isso, o que resta como marca de ação governamental são a ausência, o autoritarismo e a instabilidade na área cultural.

Na última segunda-feira, 25 de novembro, tive a honra de ser agraciado com a Medalha do Mérito Cultural Cruz e Souza. A maior honraria da Cultura no Estado, algo que nunca cobicei e que jamais imaginei alcançar. Ainda tenho dúvidas se de fato sou merecedor de tal distinção. Mas como estava em ótima companhia, resolvi aceitar. Juntos estavam, in memoriam, o mestre Zininho e o escritor Holdemar de Menezes, mais o coreógrafo Amarildo Cassiano, do Ballet Bolshoi de Joinville, o cenotécnico e administrador cultural Osni Cristóvão, o historiador e fotógrafo Joi Cletison Alves, e as instituições Associação Coral de Chapecó, Federação Catarinense de Teatro – FECATE, Museu Victor Meirelles e Biblioteca Pública do Estado.  Confesso que quando o escritor Amilcar Neves, membro do Conselho Estadual de Cultura, fixou em meu peito a medalha que leva o nome de Cruz e Souza, a emoção bateu forte e invadiu a minha alma. Um momento fugaz, que ficará guardado eternamente. Só que a realidade dos fatos logo me fez trocar em parte a alegria pela tristeza, o envaidecimento pela indignação.

A começar pela consciência de que a sina de Cruz e Souza, apesar da passagem do tempo, ainda persiste entre boa parte dos que se atrevem a fazer da arte uma profissão de fé.  Gênio do simbolismo universal, maior poeta brasileiro de todos os tempos na minha modesta opinião, Cruz e Souza morreu na mais absoluta miséria. Em vida, sofreu na pele negra a rejeição causada pelo preconceito e racismo, tendo suportado a dor de ver quatro de seus filhos morrerem de tuberculose e a mulher Gavita enlouquecer aos poucos diante de tanto sofrimento, decorrente da fome e da péssima condição de vida da família. De Minas Gerais, onde havia ido buscar tratamento para a tuberculose que por fim também o levou, o corpo de Cruz e Souza foi transportado em um vagão de trem que levava gado para o Rio de Janeiro, onde foi sepultado praticamente como indigente. Bastou morrer para que a sua genialidade fosse reconhecida, sendo alçado ao panteão do simbolismo universal ao lado de Verlaine, Rimbaud e Mallarmé. Mas seus restos mortais, trasladados alguns anos atrás para Florianópolis, a sua cidade natal, entre discursos demagógicos e foguetórios, vergonhosamente continuam abandonados num canto perdido do Museu Histórico que, solene e ironicamente, também leva seu nome – Palácio Cruz e Souza.

Enquanto as medalhas iam sendo distribuídas eu me afundava na poltrona e em meus pensamentos cada vez mais cinzas. Olhando o palco do Teatro Álvaro de Carvalho, fundado em 1857 e que tantos artistas e espetáculos memoráveis acolheu ao longo de sua história, lembrei-me de que ele também, Álvaro de Carvalho, o primeiro dramaturgo catarinense, igualmente não teve o descanso eterno que merecia e o respeito que se esperava dos governantes catarinenses. Seus ossos mortais continuam abandonados em Buenos Aires, aonde veio a falecer de febre tifoide em 1865.

Pensei em Zininho, o nosso poeta maior, autor do hino oficial da capital catarinense. Enquanto sua viúva e sua filha recebiam a comenda que, em seu caso, já veio tarde, também lembrei de toda a privação que passou no crepúsculo de sua vida. O nosso maior músico, Luiz Henrique Rosa, que naquela mesma data se vivo fosse completaria 75 anos, também foi solenemente ignorado. Assim como a data litúrgica, 25 de novembro, que é dedicada a Santa Catarina - padroeira dos artesãos, artistas, bibliotecários, jovens, estudantes e desse Estado – sequer foi mencionada pelo cerimonial, num lapso imperdoável. Pior foi constatar que o desprestígio e desapreço pela Cultura catarinense se evidenciava na ausência de quem se esperava exatamente o contrário. Não apareceu nenhum senador, deputado, representante do prefeito, vereador, secretário de Estado (além do titular da pasta do Turismo, Esporte e Cultura, Valdir Walendowski),  sequer representantes das entidades culturais (com raras exceções), assim como nenhuma cobertura por parte dos jornais ou emissoras de televisão. O próprio Governador do Estado, Raimundo Colombo, que foi quem assinou a outorga da Medalha do Mérito Cultural,  vim a saber pela coluna do Cacau que naquele exato momento tinha ido ao shopping assistir a um filme depois de  dez anos sem ir ao cinema. Poderia ter esperado um pouquinho mais. Gostaria muito de ter dirigido a fala que me encarregaram em nome dos homenageados (e que reproduzo em parte nesse artigo) olhando nos olhos do nosso governador só para ver qual a sua reação e o que teria para dizer. Por isso, só tenho uma palavra para resumir o que ocorreu: lamentável! 

Ao que parece, os sismógrafos dos políticos e governantes continuam desligados. Não captaram ainda os tremores que vêm das ruas, do povo anônimo e cada vez mais impaciente. Esqueceram-se dos ecos da “novembrada” (que hoje faz 34 anos e que também deve passar no esquecimento), assim como das “diretas já”, do impeachment do Collor e até mesmo das manifestações que varreram esse país como um tornado em meados deste ano. Podia ainda lhes lembrar da revolução francesa e bolchevique, da chinesa e da cubana, com as consequências diretas para os incautos governantes que também ignoraram as vozes inconformadas que vinham das ruas. Mas prefiro mirar a outra margem: se os governantes não mudam, que se mudem os governantes. Para tanto, é necessário que o povo se mobilize, permanentemente, determinado a combater essas redes piramidais de apadrinhamento que mantêm inabaláveis as estruturas desgastadas do poder e que permitem aos seus ocupantes manterem por longos períodos o estamento e o status que lhes asseguram as benesses e as vantagens que ele, o povo, banca. Mas para isso é preciso liberdade de informação e um processo contínuo de cidadania, educação e inclusão cultural. 

Ainda haverá o dia em que o slogan para esse nosso Estado, muito mais do que uma mera peça publicitária artificial, mas como reflexo concreto de um pacto pela Cultura entre governo e sociedade, seja de verdade “Santa, Bela e Culta Catarina”!

21 outubro, 2013

FÓRUM CULTURAL FLORIANÓPOLIS: A ÁGORA

 
Um dos pleitos do FÓRUM CULTURAL FLORIANÓPOLIS, fundado em 2009, era a criação de uma secretaria específica para a Cultura no âmbito municipal. Com a chegada de César Souza Jr. ao comando do Poder Executivo local este pleito tornou-se realidade. Poucos meses depois de empossado, o Secretário Luiz Moukarzel foi exonerado – a pedido, pelo que saiu na imprensa. Até o presente momento, o cargo está vago e, também segundo a imprensa local, o Prefeito se dispõe a receber indicações para o futuro secretário.
Ora, há um ditado antigo que reza: “o dono do touro é que pega no chifre”. Então, talvez este seja um momento propício à retomada das atividades do Fórum que, juntamente com a sugestão de nome(s), poderia interferir efetivamente na política municipal para a Cultura.
Vejo e ouço muita gente reclamando das dificuldades. E se esta energia gasta com reclamações fosse aplicada à efetiva participação na tomada de decisões? Desta maneira, talvez os produtores e consumidores de atividades artísticas e culturais de Florianópolis conquistassem avanços mais  significativos  do que ficar aguardando o lançamento de editais e, depois, reclamando dos mesmos.
Vamos à
ÁGORA?


Ps.: saiba mais clicando nos HYPERLINKS (palavras realçadas)

21 setembro, 2013

ALL ALONG THE WATCHTOWER.



 
Nada mais é que um poemeta cometido numa tarde chuvosa nos antigamentes quando morava em Sambaqui.
Experimentem à vontade que é de graça, como a vida me é.
{8¬)


“All Along the Watchtower”

         (... mas, assim mesmo, eu vou correndo
         só pra ver...)
 
... e lá vem o costume cristão de reclamar do viver:
“- que merda de chuva!”
(quando o sol aparece, apenas trocam chuva por sol
quando venta...)
“- que dia deprimente!”
                   (onde é que está, mesmo, a depressão?) 

À minha janela,
nada vejo do eterno verde.
Porém, sei-o.
O nada está no alcançar de minhas retinas.
Sinto-o em meu concreto espírito,
parte que estou da extensão de tudo
                   (no palco à minha volta,
o balé da ramagem feliz
e seu saltitantes cantores
nos oferendam esta certeza vital). 

Pra chorar num dia assim,
é preciso ter lágrima já pronta.

12 setembro, 2013

FLORIPA: ÔNIBUS URBANO AVESSO À RODOVIÁRIA?!



 
Alguns anos atrás, quando eu morava na Lagoa da Conceição, tomei um ônibus do Bairro até o centro, pois precisava ir até o TERMINAL RITA MARIA, de onde viajaria até outra cidade. Era final de tarde e a chuva caía fininha, daquele tipo de molhar cachorro besta. Quando o ônibus passou em frente à rodoviária, na costumeira lentidão do tráfego, resolvi marcar quanto tempo seria necessário para seguir até o ponto final, desembarcar e voltar caminhando até à estação rodoviária. Foram longos e encharcados vinte minutos. Isto significava cerca de um terço do tempo necessário ao deslocamento – do mesmo ônibus – entre a Lagoa e o ponto final.
Isto aconteceu muitas vezes comigo e, tenho certeza, com todos que precisaram – e precisam – se valer do transporte coletivo para se dirigir à estação rodoviária de Florianópolis. A diferença básica é que as pessoas que vêm do sul da Ilha ou do continente não passam em frente à rodoviária, como é o caso da maioria da população, que se distribui pelo norte e leste da cidade. Creio que nossa cidade seja a única que, possuindo um sistema de transporte coletivo, não oferece ponto de ônibus junto à rodoviária, como se seus moradores e visitantes merecessem “penar” carregando suas malas por uma razoável distância. Este fato é agravado quando o “merecedor” é portador de alguma deficiência motora ou é de idade avançada. Interessante é que o aeroporto dispõe de ponto de ônibus, mesmo recendo um afluxo de passageiros muito menor que a dita cuja. Na temporada de verão, a fila de caminhantes é engrossada pelos turistas e suas pesadas malas.
Às vezes, penso que os responsáveis pelo turismo nesta que se pretende a capital do Mercosul, incluindo nossos prefeitos e vereadores, não têm conhecimento deste despropósito rodoviário. Será que eles não percebem que há uma vasta área em frente à estação, exatamente entre ela e a avenida por onde passam ônibus urbanos?
Por que os usuários de transporte coletivo urbano de Florianópolis e região não merecem um ponto de desembarque Junto ao Terminal Rita Maria?
O que cometemos para merecer carregar nossa bagagem sob a chuva ou frio do inverno?
Neste momento em que a Prefeitura Municipal está discutindo a LICITAÇÃO referente ao Sistema de Transporte Coletivo, bem poderiam refletir um pouco sobre esta involuntária peregrinação.
 
Ps.: saiba mais  clicando nos HIPERLINKS (palavras realçadas)

03 setembro, 2013

BARCA DOS LIVROS: PROGRAMAÇÃO SETEMBRO 2013

Embarque nesta BARCA e verá que ela não vira e ainda te leva por marés sempre cheias de emoção.


Ps.: saiba mais clicando no HYPERLINK (palavra realçada)

12 junho, 2013

CINE IEDA BECK: FELIZ RETORNO!


Alvíssaras!
O Cine Ieda Beck rides again!
Doravante, teremos a oportunidade de curtir, no melhor sentido,  a produção cinematográfica catarinense. Teremos sessões em todas as quartas-feiras, às 20:00 h, no Instituto Arco Íris.  Endereço simples e bacanuto: TRAVESSA RATCLIFF, uma ruazinha cheia de botecos nos quais é recomendável tomar uns goles antes, esperando a sessão, e outros goles depois, comentando o filme. A sugestão é trocar o insosso plim-plim por saborosos tin-tinlintares de canecos.
Neste retorno, constam do cardápio:

– música para ouvidos que sabem que ruído não é acorde, apresentando LUIZ HENRIQUE ROSA e TOUCINHO BATERA.
– o mundo de SEO CHICO.

Compareça e convide a vizinhança. Afinal, cinema é arte coletiva. Convide tranqüilo que o ingresso é grátis.
Em tempo: hoje já é quarta!
 
 
Ps. 1 – Mais informações pelos telefones 48 3324-6591 / 9125-5306 / 9919-4002 ou no site da CINEMATECA CATARINENSE.
Ps. 2 – Saiba mais clicando nos HYPERLINKS (palavras realçadas)

16 maio, 2013

FUNDAÇÃO BADESC: OPÇÃO DE LAZER INTELIGENTE

Olhaí, pessoal. É bem mais barato que ficar reclamando do frio: a entrada, embora não tenha meia, custa apenas um pouquinho de esforço.
Mais informações no site da FUNDAÇÃO CULTURAL BADESC.
E  vamos à programação da próxima semana:

Agenda Semanal FCBadesc de 20 a 24 de maio
ENTRADA GRATUITA

Segunda, dia 20, às 19h
 CINE FRANCÊS       
A outra
De Patrick Mario Bernard e Pierre Trividic, França, 2009. 97min. Drama. 12 anos.
Com Dominique Blanc, Peter Bonke, Cyril Guei.
Casal mesmo depois de separados, continuam a se encontrar até que um deles começa a namorar com outra pessoa.

Terça, dia 21, às 19h 
SESSÃO DIVAS
Crepúsculo dos deuses
De Billy Wilder, EUA, 1950. 110min. Drama. Livre.
Com Gloria Swanson, Willian Holden, Erich von Stroheim.
Ao refugiar-se em uma mansão decadente,  roteirista cheio de dívidas conhece uma grande estrela do cinema mudo que busca o retorno às telas.

Quarta, dia 22, às 19h
 ART 7          
Ver-te-ei no inferno
De Martin Ritt, EUA, 1970. 124min. Drama. 12 anos.
Com Sean Connery, Richard Harris, Samantha Eggar.
Um agente de polícia é enviado para uma comunidade mineira de irlandeses para se infiltrar numa sociedade secreta que combate o capitalismo selvagem dos patrões com sabotagem.

Quinta, dia 23, às 19h
CINE ALEMÃO
Bem juntinho de você
De Almut Getto, Alemanha, 2009. 88min.12 anos.
Com Bastian Trost, Stephan Bieker, Katja Danowski.
Jovem banqueiro que é especialista em separar dinheiro falso aprende como verdadeiros sentimentos funcionam quando se apaixona por uma violoncelista.

Quinta, dia 23, às 21h
 PRÉ-ESTREIA
Lígia não existe
De Bolívar Chaulfun Pigliasco, SC, 2013.
Com Juliana Quaresma, Ananda Scaravelli, Davi Mancilla de Carvalho, Luis Ramos, Ronal Du.
Lígia não existe. Abriu seus olhos e não enxergou nada. Teve que aprender a olhar.

Sexta, dia 24, às 19h
 CINEMA CHÁ E CULTURA
A marca da pantera
De Paul Schrader, EUA, 1982. 118min. Suspense. 14 anos.
Com Nastassja Kinski, John Heard,  Malcolm McDowell.
Remake do clássico de 1942, relata o  despertar sexual de uma jovem mulher que tem como consequência a transformação do seu desejo em um animal selvagem.

23 abril, 2013

DENGUE EM SANTA CATARINA




Até o ano passado, Santa Catarina não apresentava casos AUTOCTONES de pessoas contaminadas com o vírus da DENGUE. Neste início de 2013, já foram identificados casos em Chapecó, no oeste do Estado e em Itapema, que fica no litoral. Ou seja, SC está sendo ocupada pelo vetor da doença, conforme se pode constatar em reportagem do CLICRBS, apresenta a seguinte relação de focos do Aedes Aegypti identificados em SC, segundo a DIVE – Diretoria de Vigilância Epidemiológica:

854 — Chapecó 
289 — São Miguel do Oeste 
79 — Joinville 
77 — Xaxim 
37 — Blumenau 
34 — Pinhalzinho 
32 — Florianópolis 
29 — Itapema

Na mesma reportagem, Suzana Zeccer, gerente de controle de zoonozes da Secretaria Estadual de Saúde afirma:

– “Temos que eliminar os recipientes com água parada ou aqueles que possam acumular água.

Até o momento, os órgãos de saúde do Estado estão procedendo da mesma maneira que, entre tantos outros, os municípios da região de Campinas – SP. Lá,  como conseqüência, assistem os casos aumentarem ao ponto de já ocorrer DENGUE HEMORRÁGICA, a forma mais perigosa da doença.
Como se sabe, o aedes, ao contrário de outros insetos, desenvolve-se em recipientes contendo água limpa como, por exemplo, caixas d'água, vasos com plantas ou carcaças de automóveis armazenadas ao ar livre em pátios e ferro-velhos. Assim sendo, o trabalho de eliminação de possíveis recipientes hospedeiros precisa da colaboração de todos, população e autoridades (que, por incrível que pareça, também fazem parte da população).
Problemas públicos como Saúde, Educação e Segurança dependem, para a efetiva busca de soluções, da participação daquele que deveria ser o principal interessado: o Senhor Público. Entretanto, pelos resultados obtidos, a forma como os órgãos públicos têm procurado conquistar a participação da população tem se revelado ineficaz: o aedes multiplica-se aos borbotões aqui e acolá. Quando volto a Cosmópolis - SP, fico triste ao constatar que, 20 anos depois que o assunto dengue surgiu na cidade, continuam espalhando o fumacê e cutucando xaxins e coisa & tal. Enquanto isto, o aedes sente-se em casa e procria, procria...
Uma das razões para este descaso da população com sua própria saúde está no aparente descaso com que suas necessidades são atendidas no que se refere, por exemplo, ao Saneamento Básico.
Como acontece em muitos outros lugares brasileiros, talvez o cidadão catarinense se pergunte:

- "Por que vou me incomodar procurando tampinhas de garrafa no meu quintal se a cidade está cheia de terrenos baldios juntando mato e lixo?"

Aqui em Floripa, será tranqüilo convencer um morador da BACIA DO RIO CAPIVARI a fiscalizar seus vasos de bem cuidadas samambaias se ele sabe que o esgoto faz do seu vizinho rio um perene caminho até à praia, onde milhares de nativos e turistas se banham numa boa?

Ps.: saiba muito mais clicando nos HYPERLINKS (palavras realçadas)