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19 abril, 2018

OVERDOSE: CABANAGEM & IRMÃOS NAVES


Acabo de assistir, pela TV Escola, um documentário sobre a CABANAGEM, que recomendo a quem acredita que estudar História não prejudica a capacidade de desenhar um ângulo reto.
Em seguida, assisti O CASO DOS IRMÃOS NAVES, sugestiva ilustração de julgamentos ancorados em convicções, do tipo que  tanto faz salivar o pessoal que cochila na estufa. Porém, a estes,não recomendo o clássico de LUIZ SÉRGIO PERSON. Até porque tenho dúvidas de que uma visita de Cabanos à estufa verde-amarela surtiria efeito diferente daquele de um despertador sem bateria.
No entanto, a quem desconfia do justo sono das gentes de bem e se interesse em assistir – ou re-assistí-lo – segue o filme. E já aviso que contem cenas reais baseadas em fatos nem sempre relatos pela Gramde Inpremça.


Ps. 1 – saiba mais clicando nos HYPERLINKS (palavras realçadas).
Os. 2 – a imagem é parte da capa do livro “Cabanagem – peça teatral”, de Nazareno Tourinho

04 dezembro, 2016

DIPLOMA PRA QUÊ, MESMO?!


Na Bobonews, ROBERTO D’AVILA entrevista uma historiadora (?!), Mary del Priore, que afirma que à época da escravidão os negros e mulatos tinham muitas possibilidades de mobilidade social. Será, por exemplo, mudar do tronco para o pelourinho um sinal da tal mobilidade social?! Será que o superprócer Marco Antônio Vila corrobora um papo deste?
E escuto esta baboseira Justamente no dia em que a Biblioteca Municipal de Cosmópolis é tomada pelas chamas... Se bobear, é capaz de Mary dizer que a causa deve ter sido alguma labareda que despencou das mãos de Prometeu.
Outra da dôtôra: "estou pouco interessada em explicações sistêmicas... quero é que o leitor viaje comigo...".
Olhe, seo minino! Há momentos em que, pra mim, diploma universitário assemelha-se a papel, aquele. E que me perdoem os amigos diplomados que, sei, despreferem babar em gravatas e lenços de seda.
Está lá no site da LIVRARIA TRAVESSA:
"Autora de mais de 40 livros, recebeu mais de 20 prêmios nacionais e internacionais, entre eles três Jabutis, dois Casa Grande & Senzala, o Prêmio do Ministério dos Negócios Estrangeiros do governo da França e da Organização dos Estados Americanos (OEA) para as Américas (1992) e o Ars Latina (2008) por ensaísmo em História. Membro do P.E.N. Club do Brasil, da Academia Carioca de Letras e do Conselho Consultivo da Confederação Nacional do Comércio; sócia do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro e do Instituto Histórico e Geográfico/RJ; sócia correspondente do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia; acadêmica correspondente da Academia Paraguaya de la Historia, da Academia Nacional de la Historia de Argentina, da Academia Colombiana de la Historia, da Real Academia de la Historia de Espanha, da Academia Portuguesa da História e do Instituto Historico e Geografico del Uruguay, colaborou durante 10 anos para o Caderno Feminino de O Estado de S. Paulo, e segue escrevendo para periódicos nacionais e estrangeiros. Consultora de cineastas como Daniella Thomas e Júlio Léllis, teve três livros aproveitados em espetáculos de teatro e balé."
Mestre LEON POMER, pra citar apenas um dos que tive – e continuo a ter, deve estar a morrer de inveja de tamanha produtividade. Nem a Tia do Réry Pote é capaz de tanto.
Não é à toa que sempre desconfiei que este tal DEBRET não passa de cenógrafo da Escrava Isaura. Deve ser por isso que ninguém, em sã consciência, acredita que cenas com negros sendo chicoteados em pelourinho tenham, realmente, ocorrido.

Ps. 1 – Óbvio que D'avila perguntou-a se não há um certo esquerdismo no atual ensino de História; tenho pra mim que ele não sabe que História se escreve com H maiúsculo.

Ps. 2 – Saiba mais clicando nos HYPERLINKS (palavras realçadas).

09 janeiro, 2016

QUANTOS DE NÓS MATARAM O INDIOZINHO?



Nalgumas calçadas do centro de Florianópolis, que é por onde tenho mais circulado nestes recentes 15 anos, índios têm sido abandonados em paz. Abandonados porque deixados em paz nunca ocorreu desde que Cabral, por necessidades de um povo d’além mar que nem imaginava que já havia um povo d’aquém mar, ESTUPROU AS ÍNDIAS da tal Terra Brasilis. Obviamente, tal fato não é privilégio de Florianópolis. Cito a cidade para dar um pouco de concretude à cena. Creio que o mesmo se dá em outras cidades e vilas brasileiras, nas quais a sociedade local suporta-os sentados nas calçadas, juntamente com suas crianças, oferecendo seu artesanato aos passantes que quase não os notam.
Assim como acontece nessas calçadas, Sônia amamentava Vítor – além de existir, índios também têm nomes – na rodoviária de Imbituba - SC, quando um rapaz aproximou-se e fez uma carícia no rosto da criança. Embora seja raríssimo um branco tratar bem os índios, Sônia acreditou que iriam ganhar algum presente. De repente, Matheus, o rapaz, sacou um estilete e cortou a garganta de Vítor.
Posto que a Vida é processo e não sequencia de efemérides, como soe acreditar os fãs de almanaques tipo fontoura, o assassinato da criança kaingang,  não começou nem foi concluído no instante em que alguém cortou-lhe a garganta. Quem já leu algum dos textos de FREI BARTOLOMÉ DE LAS CASAS sabe que este tipo de encontro entre branco e índios tem acontecido desde que Colombo invadiu o continente que passou a se chamar América.
Sintomático também é este trecho do DISCURSO do deputado Fernando Furtado (PCdoB-MA):

"Lá em Brasília o Arnaldo viu, os índios tudo de camisetinha, tudo arrumadinho, com flechinha, tudo um bando de viadinho. Tinha uns três que eram viado, que eu tenho certeza, viado. Eu não sabia que tinha índio viado, fui saber naquele dia em Brasília. Então é desse jeito que tá. Como é que índio consegue ser viado, ser baitola e não consegue produzir? Negativo..."

Entretanto, há um detalhe a ser considerado neste acontecimento em Imbituba: segundo o delegado que investiga o caso não há indícios de motivação étnica. Longe de mim defender quem quer que seja, até porque temos uma pessoa que morreu e outra que matou. Porém, a postagem de Renan Antunes de Oliveira no DIÁRIO DO CENTRO DO MUNDO deixou-me com a impressão de que Matheus foi conduzido pela própria família, que foi conduzida pela Sociedade à qual pertence, a um beco sem saída. Talvez o tenha incomodado ver uma criança recebendo algo que não lhe foi oferecido.
Refletindo sobre a maneira como a Sociedade procura tanger seus membros cheguei ao LINCHAMENTO daquela dona de casa. Linchamento este construído e incentivado pelas tais redes sociais. Mesmas redes sociais nas quais é rotineiro ler postagens que revelam desejos de que fulan(a)o ou sicrano(a) morram da pior forma possível. Redes que, às vezes, mais se assemelham às fogueiras e forcas que ornavam cidades e vilas ao tempo da Inquisição.
Como sugestão de trilha sonora pós-leitura, sugiro esta atualíssima canção de VINNIE JAMES. Principalmente, pelo refrão.




Ps. 1 – recomendo, a quem quiser refletir um pouco mais sobre como temos tratado os índios, a leitura do artigo 1500, O ANO QUE NÃO TERMINOU, de Eliane Brum.
Ps. 2 – a FOTO é de Gabriel Felipe.


Ps. 3 – saiba mais sobre o assunto clicando nos HYPERLINKS (palavras realçadas).

28 maio, 2015

HAITI: OUTRAS IMAGENS




Os serviços públicos – Saúde, Educação e Segurança, entre outros – obteriam melhores resultados se contassem com antropólogos, sociólogos e, obviamente, historiadores em seus quadros. Isto porque o técnico, parafraseando um poema de Fernando Pessoa, pouco avança além da técnica. Porém, deixemos isto pra outra postagem porque o papo aqui é outro. RADILSON CARLOS GOMES é um historiador lotado no Ministério da Saúde e participou de uma missão multidisciplinar no HAITI.
Como se sabe, a GRAMDE INPREMÇA não vê possibilidade de lucro nos milhares de barcos que chegam ao destino. Apenas os que naufragam atraem a sua atenção. E é com este raciocínio que ela nos tem exposto o Haiti: apenas um país destroçado.
BOMBAGAI, a exposição fotográfica de Radilson, que pode ser apreciada na FUNDAÇÃO BADESC até 12/06, apresenta-nos o Haiti que resiste, o Haiti que existe para além das ruínas. Um país que segue em sua luta e que em 01/01/1804 tornou-se o primeiro país latino-americano a conquistar a independência.
As imagens captadas por Radilson refletem cenas do cotidiano envolvidas em seus trabalhos ou indo à escola. Aliás, numa das fotos vemos estudantes uniformizadas emolduradas por uma luminosidade como se o sol estivesse direcionado apenas para elas, fazendo as vezes de um super-flash. É de encher as retinas.
Então, você que mora ou esta em Florianópolis corra até à Fundação. Você que mora distante, entre no site do Radilson e procure saber como levar a exposição para sua cidade. Sobretudo, não perca esta oportunidade de conferir que a Vida talvez enha nada a ver com a vocação judaico-cristã para o sofrimento. A Vida é muito mais como a canção do GONZAGUINHA e menos com a chorumela do CAETANO.

Ps.: saiba mais sobre o assunto clicando nos HYPERLINKS (palavras realçadas); você pode até ouvir as canções enquanto lê.

22 abril, 2014

HISTÓRIA


Não deixa de ser interessante a ausência - nas redes sociais e órgãos de imprensa - desta data que, antigamente, era tão comentada: o DESCOBRIMENTO DO BRASIL. Para alguns, entre os quais me incluo, o Brasil, assim como toda a America, além de África e demais regiões da Terra, foi achado e não descoberto. Muitas civilizações já existiam antes de caravelas terem se lançado da Península Ibérca rumo ao Mar Tenebroso.
Em homenagem à efeméride de hoje, aí vai um singelo poemeu.


HISTÓRIA

um dia
o mastro da nau capitânea
estuprou as índias ocidentais
e...

tcham tcham tcham tchammm!

ói nóis aqui
ó!


Ps.: saiba mais sobre como é que os portugueses sentiram o baque quando aportaram em Pindorama clicando no HYPERLINK (palavra realçada).

22 abril, 2013

HISTÓRIA DO BRASIL

Duas singelas visões sobre o Achamento do Brasil. Achamento que a História Oficial teima em chamar de Descobrimento, pois querem nos fazer crer - e, muitos acreditam piamente - que só passamos a existir após sermos abençoados pelas espadas e perebas européias.
Veja como vê HUMBERTO MAURO:



E como filmei num poemeta:


História

um dia
o mastro da nau capitânea
estuprou as índias ocidentais
e...
tcham tcham tcham tchammm!
ói nóis aqui
ó!

Ps.: saiba mais clicando no HYPERLINK (palavra realçada)

05 março, 2013

ZOON POLITIKON


É obviamente ululante que o caminho mais fácil é sempre o mais atraente. Até porque não parece que será necessário pensar enquanto se caminha. É como o hamster na gaiola: está tudo à mão, da comida à rodinha disponibilizada para o pseudo-exercício. E ele segue sua sina, muito crente de que sabe cuidar da própria – que é o que lhe interessa – e não precisa de ninguém. Com o passar do tempo, mesmo que o dono esqueça a portinhola aberta, não lhe dá vontade de mudar de ares.
– “Vai que não encontro minha cumbuca de ração por aí... Hum! Aqui, tou garantido.”, pensa ele com o zíper de seu macio casaco de pele.
Não demora e já nem se percebe como um rato, mais. E o viver lhe fica fácil, fácil.
Viver?!
Nem todos pensam assim. Principalmente, aquele que tem permissão para escolher o que vai na cumbuca. Sabe bem como é o viver do hamster que opta pela gaiola. Afinal, é quem a pinta de dourado.
Alguns outros reagem contrariando o coro de engaiolados e engaioladores contentes. Acreditam que o Mundo é uma cumbuca muito maior que a gaiola. Que, ao invés de gaiola, o Mundo é infinita porta, cuja chave chama-se Vontade.
E o que você tem a ver com isto?

Ps. 1 – sabe quem foram os DIGGERS?
Ps. 2 – sabe o que é ZOON POLITIKON?

10 julho, 2012

9 DE JULHO: GOLPE OU CONTRA-GOLPE?






Cursei o ensino Primário nas Geraes. Ginasial e Colegial, curti no interior paulista: em Pedregulho, famosa por ser terra natal de Quércia, e Cosmópolis, uma das minhas terras natais (Antonina, Caldas e Salto Grande são as outras). Embora sempre tenha gostado de História e Geografia, apenas quando nos mudamos para o estado-locomotiva da nação comecei a ler e ouvir sobre a REVOLUÇÃO DE 32, MMDC e cousa & lousa.
Este evento da história paulista (por que, por exemplo, para os soteropolitanos o importante é o 2 de JULHO, enquanto para os gaúchos é o 20 DE SETEMBRO) aparentava ter quase mais importância que a INCONFIDÊNCIA MINEIRA tem para os próprios. No dia comemorativo do tal contra-golpe – ops! quis teclar revolução, mas escapou - creio que Dona Leonor, a professora de música do Gepan, regia-nos enquanto cantávamos algum dos respectivos HINOS. Ainda não era feriado, classificação que só aconteceu na gestão Mário Covas.
Bem, a finalidade aqui não é uma tentativa de ministrar uma aula de História, mas propor-lhes algumas questiúnculas:

- É possível acreditar que a burguesia paulista da época (alguns dizem que é a mesma de hoje, ao menos no estilo, se não nos sobrenomes) estava realmente preocupada em com a melhoria das condições de vida da população paulista ou brasileira?
- Com ditadura e tudo, a ERA VARGAS nos legou a Carteira Profissional e o Salário Mínimo. A burguesia paulista teria avançado mais na questão trabalhista?

Para ilustrar este papo, sugiro assistir os vídeos acima. O estrelado por JOSÉ SERRA é, como vocês devem adivinhar, mais do mesmo. Já o do ROBERTO REQUIÃO nos apresenta uma análise interessante dos liberais brasileiros e sobra até para Joaquim Nabuco. Aliás, será interessante saber como Requião vê a Revolução Constitucinalista de 32.
Enquanto aguardo comentários, deito aqui o que postei no facebook:
A zelite paulista (que ainda sonha com os tempos dos cafezais em flor) não admite que a capital do Brasil nunca tenha sido em São Paulo. Daí, criou seus próprios zeróis e seu sete de setembro. Pena que o eleitorado paulista acredite nesta ladainha enquanto o trem da História avança.
Com a palavra...

{8¬)

Ps.1 - o vídeo de Serra pode ser comprendido até pelas crianças; o de Requião fala de liberais e jaboticabas;
Ps. 2 - como vocês já sabem, tem muitas informações nos HYPERLINKS (palavras realçadas) e é só clicar neles.

08 abril, 2011

PANORAMA SOCIAL

Entre outras coisas, veja este fato sucedido em São Paulo, a cidade mais rica do Brasil e onde estão situadas as melhores universidades, os mais importantes jornais e o maior PIB municipal. Está nas páginas do jornal O ESTADO DE SÃO PAULO de 07/04/2011, anteontem: "Morador de rua é queimado por desconhecidos em SP"
Quando olho em volta ou leio os jornais penso que, talvez, parte da Humanidade tenha optado pela sordidez desde que o homo sapiens classificou-se como Homem e, portanto, superior a tudo o mais, inclusive aos outros homens. Alguns afirmam que antigamente não havia tanta maldade como atualmente (gostou da rima?). Porém, com um mínimo de conhecimento histórico é possível perceber que nosso chamado desenvolvimento social é fruto de uma seqüência de massacres que perdura até hoje, seja nas guerras ou controle do destino das riquezas (independente de onde esteja a mina, os donos dos diamantes têm o mesmo endereço, assim como os famintos).
Numa tentativa de não amenizar a responsabilidade social sobre O QUE ACONTECEU A ESTAS CRIANÇAS TODAS (todas!) no Rio de Janeiro, ofereço esta suave poesia. Faz um bocado de anos que a compus mas ainda é assim que vejo este


panorama

lá ia o menino
descendo a rua feito um raio
correntinha na mão
atrás
outra mulher
- PEGA LADRÃO!!!

então
alguém solidário ao seu medo e ódio de ser lesado
na rua em casa no templo no trabalho
interrompe o sonho do menino
“adeus cola fumo treizoitão"
talvez "doce pastel feijão...”

agora
os homens desejam o sangue do menino
a sede é geral e alguém tem que saciá-la
- LINCHAAA!!!

os olhos arregalados
o coração pela boca
o camburão chegando
os homens limpando as mãos
o camburão indo...
alguns xingando... outros rindo...

a neurose da cidade
foi mais e mais se clareando
e num crescendo alcançou minha janela
e eu também não fiz nada
como o cara indeciso entre a moto e as curvas da moça
que olhava a vitrine
que refletia mendigos blasers ladrões fardas batinas
e toda a gosmenta fauna humana

outro sinal fechado...
outra corrente...
outro sangue..
e outro...

círculo fechado?


s.: clic nos HYPERLINKS (palavras realçadas) para saber mais.

09 novembro, 2010

CPMF: É PRECISO TIRAR O "P"

A questão fundamental não é a cobrança de impostos. É a não exigência, por parte da população, da aplicação dos recursos arrecadados adequada às suas necessidades. Os empresários, desde que esta categoria existe, não gostam de pagar impostos. Embora tenham por costume cobrar boas vias de circulação para SUAS mercadorias, segurança para SEUS empreendimentos e outros benefícios do tipo.
Quanto à CPMF, pelo valor do tributo a ser pago, ainda me parece que seu maior "perigo" é rastrear por onde circula o dinheiro. Num país onde o trambique é um dado cultural, isto assusta os adeptos de tal costume. Não estou dizendo que todos aqueles que se opõe à cobrança da CPMF são trambiqueiros. Digo que os trambiqueiros são os principais beneficiados pela ausência do controle. Controle que também deve ser implacável na aplicação das verbas destinadas à Saúde, Educação etc. duela a quien duela.
Não devemos esquecer que, mesmo que a afirmação atinja o patriotismo tupiniquim, a Inconfidência Mineira teve como gatilho um aumento dos impostos. Liberais não gostam de pagar impostos. Boa parte dos inconfidentes preocupava-se, na verdade, com os caraminguás que a Corte lhes exigia e não com as condições de vida dos escravos ou com a soberania nacional. Entre outros, consulte, por exemplo, A CONJURAÇÃO MINEIRA E A MAÇONARIA QUE NÃO HOUVE, de José Castellani e Frederico Guilherme Costa.
Ademais, não conheço ninguém que tenha melhorado de vida, assim como não conheço produto ou serviço cujo preço tenha diminuído devido ao fim da CPMF.
Que venha a CMF – Contribuição sobre Movimentação Financeira!
Você, que enriquece o blog com sua visita, conhece?

23 outubro, 2009

FALA ALDÍRIO!


Uma das perdas irreparáveis, para mim, é não ter conseguido uma chance de curtir ao vivo o programa de TV BAR FALA MANÉ, apresentado por ALDÍRIO SIMÕES. À época, morando em Sambaqui, onde iniciei meu curso de manezês, era o que me restava.
Graças aos sebos ainda existentes em Floripa - e é preciso que continuem a existir - consegui dois livros dele. Um foi passear e o outro (FALA MANÉ, 1998), de onde scanneio esta história, baderna em minha estante ao lado de Miller's, Bukowski's e Steinbeck's, entre outros.
Para os que conhecem os personagens e lugares citados, ofereço oportunidade de relembrança; para os que não tiveram esta sorte, o privilégio de tomar conhecimento.
FALA, MANÉ!
{8¬)

Ps.: arrisque-se a viajar pelos hyperlinks (palavras realçadas)

07 outubro, 2009

E. BISHOP ESTAVA LÁ

Aí vai, num patrocínio da REVISTA PIAUÍ, mais uma cartinha de Elizabeth Bishop, escrita num momento meio importante da História (do ponto de vista de alguns brasileiros, é claro).
Parece que artista também é gente e tem lá suas opiniões...


{

26 junho, 2009

CEARTH NO MUSEU - CINEMA DE GRÁTIS!


CINEARTH a
presenta:



DIREÇÃO: Rolland Joffé

ELENCO: Robert de Niro, Jeremy Irons, Liam Neeson, 121 min., Flashstar
No século XVIII, na América do Sul, um violento mercador de escravos indígenas, arrependido pelo assassinato de seu irmão, realiza uma auto-penitência e acaba se convertendo como missionário jesuíta em Sete Povos das Missões, região da América do Sul reivindicada por portugueses e espanhóis, e que será palco das "Guerras Guaraníticas".

Palma de Ouro em Cannes e Oscar de fotografia.

Debatedores: Fernando Vugman (Cinema – UNISUL) e Acácio Camargo Piedade( Musica –UDESC)

Dia 27 de junho – 18 h - ENTRADA FRANCA!!!!!
Local: Museu da Escola Catarinense (antiga FAED), R. Saldanha Marinho, 196, Centro - Florianópolis - SC

Apoio: UDESC e MUSEU DA ESCOLA CATARINENSE


Maiores informações pelo e-mail:

sarahnogueiraster@gmail.com

{8¬)

08 fevereiro, 2009

EM TEMPOS DE OBAMA

Um pouquinho de história não deve fazer tanto muito mal assim, né?
Segue aí um fac-símile (nos antigamentes, havia este termo) de uma das cartas do Henfil publicadas no livro DIÁRIO DE UM CUCARACHA (Editora Record, 1983). Como, muito provavelmente, nunca será relançado sugiro aos curiosos e/ou corajosos que procurem no sebo mais próximo. Aliás, o meu foi adquirido assim. Sebos são o que há!
Vamos lá!


Ps.: torço para Obama desafinar o coro dos contentes, por demais

22 março, 2008

POI ZÉ...

POI ZÉ...

1 – Não querendo ser implicante e, provavelmente, já sendo...
Ontem, 21/03, o telejornal apresentou uma matéria sobre a Comunidade Cafundó (algumas informações sobre este povo podem ser vista em http://www.portalafro.com.br/quilombo/cafundo.htm ). Um dos crioulos, já de cabelos embranquecidos, largou:
“- Aqui, já vem gente da Alemanha, vem gente da França, vem gente de todo lugar. Mas,fica tudo pra eles. Pra nós não fica nada.”
E aí?

2 – Certa vez, lá na minha querida Madre de Deus – BA, estávamos jogando dominó. Abro aqui um (um?!) parêntesis pra dizer que tem coisas que não conheço quem goste mais que os baianos de lá e os manezim daqui: dominó e cocada. O povo é mesmo fã de um azulejo!
No meio dos papos e pedradas (na mesa, bien sûr) um vizinho ponderou:
“- Pescador é gozado. Todo dia vai pro mar e mata um bocado de peixe. Quanto mais peixes mata, mais feliz fica. Um dia, o tubarão come um e já começam a chamar o bicho de assassino”
Pois, olha que gostei do vôo daquela arraia: http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL359342-5603,00-MULHER+MORTA+POR+ARRAIA+NOS+EUA+TEVE+TRAUMATISMO+CRANIANO+DIZ+MEDICO.html
Deve ser porque, na farra, torço pelo boi.
{8¬)