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29 dezembro, 2014

E COMO FICAM OS CLUBS DAS OUTRAS BEACHS?



Recentemente, mais uma vez alguns dos luminares da imprensa catarinense, mais especificamente de Florianópolis-SC, fizeram de suas teclas, telas e microfones dedicados defensores de um dos direitos a que os chamados “beach clubs” alegam ter: ocupar a praia com cadeiras, mesas e outros equipamentos destinados ao conforto de seus clientes. Uma das argumentações apresentadas em prol dos tais direitos é a de que estes estabelecimentos contribuem com os cofres públicos através dos tributos recolhidos, além de gerarem muitos empregos.
Para quem não conhece Florianópolis ou não sabe o significado do termo, BEACH CLUBS é como são chamados alguns dos estabelecimentos destinados ao lazer e à gastronomia sofisticada situados, principalmente, no bairro Jurerê Internacional. Todos os problemas envolvendo estes “clubes de praia” desfrutam de farto espaço no noticiário local. Provavelmente, merecem este tratamento.
Pois bem. O vídeo abaixo foi realizado em 26/12/2014 num dos pontos da Praia dos Ingleses, uma das mais bonitas de Florianópolis. Praia que, lamentavelmente, parece não despertar o interesse dos próceres da imprensa local. Como se pode constatar pelas imagens, não se trata de um regato em flor em busca de desaguar no mar.
Assim como a Praia dos Ingleses, outros balneários da Ilha e do continente padecem, principalmente, da falta de Saneamento Básico. Oras, por que será que a mídia impressa, televisada e radiodifundida não dá a mesma atenção aos problemas dos moradores, frequentadores e empresários dessas praias como acontece no caso dos moradores, frequentadores e empresários da Praia de Jurerê Internacional?
Será que a imprensa florianopolitana divide as praias da Ilha como sendo de primeira ou de segunda classe?




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18 março, 2013

NO FIM NÃO HÁ POTE


 Canta a lenda que no fim do arco-íris há um pote de ouro. Provavelmente, quando a lenda surgiu o ouro do pote não significasse o vil metal. Talvez fosse referência a outro tipo de felicidade, mais condizente com esta colorida e luminosa ponte entre o sem-fim do mar e a PRAIA DOS INGLESES. Praia cuja beleza espantosamente resiste apesar dos maus-tratos que lhe são impingidos, principalmente, por quem dela deveria cuidar ou, para dizer o mínimo, não estragar.
Como se fosse uma perversão da lenda, no final do arco-íris que a imagem revela há, por bizarro que o termo pareça ser, o “desencontro” do RIO CAPIVARI com o mar. Pois, as águas deste pouco ou nada têm a ver com as ondas que o recebem.
Vezes há em que nem se misturam, ficando a espuma branca apartada da água coliformemente escura por incompatibilidade de responsabilidades. Os responsáveis por sua saúde cobram o tratamento, mas não se movem de seus impecáveis gabinetes, hotéis, casas de praia, pranchas de surf, raquetes de frescobol, cangas etc. – salvo raras exceções, como sempre.
O Rio Capivari é tão abandonado que, até o momento, a FATMA (Fundação Apática de Monitoramento Ambiental) nem lhe julga merecedor de uma mísera plaquinha como aquelas que ornamentam inúmeras praias de Floripa explicitando a inoperância do órgão responsável pelo Meio Ambiente em Santa Catarina.
GEAN LOUREIRO, recém-empossado responsável pelas ações – ações?! – da FATMA declarou que agora ela vai começar a trabalhar de fato.
Enquanto isto, bem que alguns moradores e empresários acostumadosa descartar clandestinamente seu esgoto reflitam sobre esta atitude. Também será bacana se as pessoas que têm o hábito de levar cachorros e outros bichos para a praia refletissem sobre ISTO.
Porque somos todos responsáveis pela atual situação de abandono em que a Praia dos Ingleses se encontra. Somos responsáveis inclusive quando não assumimos esta responsabilidade. Ou privilégio conforme a visão de mundo de cada um.
Até quando nosso pote resistirá?
{8¬?


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26 dezembro, 2007

ANO NOVO, VIDA NOVA?

ANO NOVO, VIDA NOVA?

Como sou mineiro, desconfio até se este marzão aí é de verdade verdadeira. Daí, como sou mineiro, mas não sou bobo, reflito pouco e tudo curto. Desde que não dê cadeia nem doa, é claro!
Pois que mineiro não dorme no ponto: carpe diem, noitem e o que mais aparecem. Manter a inchada sempre afiada é imprescindível. E, se a farinha é pouca ou muita, o importante é lamber os dedos de uma mão enquanto enche o garfo com a outra.
Pra quem não tem a mesma sina - e pros que têm, também - aí vai um mantra pacientemente elaborado por Shascívicus, mediano filósofo pré-socrático (Raquel, minha irmã de Americana e Unicamp deve se lembrar do nascimento deste filósofo). Pode ser utilizado como silenciosa trilha sonora para o meditar ao som de dentadas e goles. Ou não...
E que toda pessoa tenha muito mais de tudo o que deseja pra si.
<{8¬)

“QUEM RI POR ÚLTIMO...

- bom dia!
o nó da gravata
o muito trabalho
o parco salário
o saco do patrão
a prestação vencida
o apito
o fim do dia
e aquele pavor de cruzar
com um maldito trombadinha na esquina
mas...
- até amanhã!
e lá vai sorriso

- olá queridos!
a barba por fazer
o vício do filho
a gravidez da filha
o flagelo da esposa
o presente da amante
à noite
insônia
e aquele cotidiano desespero
de dormir para sempre
mas...
- hoje não querida
e lá vai sorriso

e prepara-se para os melhores dias
sorrindo por entre as rugas
insensatas trepadeiras
a esculpir-lhe o futuro inexorável

... RI O QUE SOBRA”


Ps.: a foto é um milagre da Bunitinha.