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02 setembro, 2010

CONTADOR CONTA SOBRE DOSSIÊ VERÔNICA SERRA

Num esforço em colaborar com a solução de parte dos problemas surgidos nestas eleições de 2010 para presidente do Brasil, reproduzimos abaixo a entrevista que o CONTADOR que retirou cópia da Declaração de Imposto de Renda de VERÔNICA SERRA (filha do candidato José Serra) concedeu à FOLHA DE SÃO PAULO - sessão Poder. Como é de conhecimento de quase todos, a Folha de São Paulo não tem se apresentado como suspeita de ser simpatizante do governo federal atual. Isto tem ficado claro nos seus editoriais de há muitos anos.
A proposta é simples: aí está a transcrição da entrevista. As conclusões são de quem a ler. Também é interessante conhecer a OPINIÃO DA FOLHA sobre seu entrevistado.
Vamos lá?

{8¬?

"FOLHA.COM - PODER
01/09/2010 - 17h37
Contador diz que fez solicitação de procuração para 'um cliente'

LEONARDO SOUZA, DE BRASÍLIA / SILVIO NAVARRO, DE SÃO PAULO

O contador Antonio Carlos Atella Ferreira admitiu, em entrevista concedida há pouco à Folha, que levou à Receita Federal uma solicitação para obter cópias das declarações de Imposto de Renda da filha do candidato a presidente José Serra (PSDB), a empresária Verônica.

Ele disse, contudo, que apenas encaminhou um pedido feito por um advogado cliente seu e que não sabia que o documento tratava da filha de Serra. Atella afirmou também não lembrar qual cliente lhe encaminhou o documento com a solicitação, dizendo apenas que se trata de alguém "inescrupuloso".

"Eu não sabia que era a filha do Serra. Eu nem sabia que o Serra tinha filha. Eu sempre votei no Serra, sou eleitor dele. Eu quero encontrá-lo pessoalmente e lhe dar uma rosa", disse Atella.

Leia trechos de entrevista concedida à Folha.

Folha - Seu nome aparece como procurador da Verônica Serra?
Antônio Carlos Atella - Pois é... Estamos dando risada até agora.

O que aconteceu?
Sei lá, é uma brincadeira de mau gosto.

Mas o senhor assinou o documento?
Assinei e retirei o documento, mas não assinei como quem pediu o documento.

O senhor está dizendo que a assinatura não é sua?
Da retirada é. Mas não a de quem solicitou.

Mas o senhor não foi procurador da Verônica Serra?
Na verdade, não sei se é ou não. Como trabalho para advogados e etc e tal, os motoboys vêm e me entregam... Pediu eu estou tirando. Se o senhor pedir de quem quiser eu tiro. Se o senhor quiser a do senhor... Assinou, mandou para mim eu tiro. E a Receita tem que entregar. A Receita não é nem culpada, coitada. Não estou defendendo, mas a funcionária pega uma solicitação ela tem que cumprir o ato administrativo. Não estou defendendo ninguém, nem conheço a pessoa.

Quem pediu a da Verônica Serra?
Um cliente que pediu. Não sei quem é, algum advogado do Brasil.

Mas o senhor não lembra quem entregou o papel para o senhor?
Não lembro. Tenho 42 anos de profissão, tenho clientes de todos os lados, não vou lembrar um caso, o cafezinho que tomei lá atrás, mesmo porque faço de 15 a 20 por dia.

Qual é a sua profissão?
Contador, com direito a atuar justamente na área.[para para pedir uma água tônica]

Como é o seu trabalho?
O advogado me manda a procuração, eu vou lá e retiro o documento. Sou um office boy de luxo.

Quantas solicitações o senhor faz por dia?
Naquela época, que não tinha certificação digital, fazíamos de dez a 12 por dia. Agora caiu porque todo mundo faz, tem senha eletrônica.

Para que as pessoas pediam?
Para uso de interesse próprio.

O senhor mora em Mauá?
Não.

O senhor tem ligação com algum partido?
Não, tenho nojo de política. Mas eu voto no Serra viu? Sou eleitor dele desde que ele nasceu.

É filiado a algum partido?
Não. Mas agora vou querer ser vereador [risos]

Já tem partido?
Uma legenda boa para se eleger. Estou vendo que o negócio é bom...

O seu nome aparece envolvido no caso do sigilo...
Vou tirar proveito. Lembra-se do caso do 'veado' costureiro que roubou o cemitério e saiu para deputado federal? Acho que não sou dessa qualidade, mas posso.

O senhor responde a processos, em Rondônia, por exemplo.
Por que? Conhece algum? Sou advogado, me apresente.

No Tribunal de Justiça de Rondônia há quatro, dois em sigilo de Justiça.
Maravilha! Mas não sou obrigado a te responder. Sou advogado.

O senhor é filiado à OAB de São Paulo?
Não, não sou da banda podre.

Por que o senhor teve cinco CPFs?
Tinha, mas pedi para o delegado da Receita suspender com uma carta de próprio punho e ele deferiu. Já vi que o senhor não é da área, é desinformado.

Mas por que o senhor teve tantos CPFs?
Por um direito de qualquer cidadão, é a própria Receita. Onde se tira um CPF? Por que tenho dois? Quem me forneceu, foi o senhor?

O senhor conhece funcionários da Receita?
Conheço todo mundo, inclusive o Mantega, que tem sítio vizinho do meu em São Roque.

O senhor já falou com o ministro?
Não, não tive o desprazer ainda porque não gosto de política.

O senhor conhece o pessoal que trabalha na agência da Receita em Mauá?
Conheço no Brasil inteiro. Trabalho na área, pela força de trabalho seria difícil dizer que não conheço nenhuma pessoa que está na mídia, que é notável no momento. Agora é o meu momento de glória, igual foi com a menina da Uniban [Geyse Arruda].

Repetindo, o senhor conhece os funcionários de Mauá?
Posso dizer que conheço até o porteiro.

O senhor conhece as senhoras Antonia Aparecida dos Santos e Addeilda dos Santos?
Não conheço ninguém pessoalmente.

Mas já ouviu falar delas?
Já, quem é que não sabe. Quem mora em Santo André conhece funcionários do banco, da rua tal...

E como é o seu trabalho na Receita?
Protocolava, voltava para buscar, assinava a retirada e cumpria meu ato administrativo levando a quem pediu.

A senhora Verônica diz que a assinatura dela é falsa.
Não é a filha do Serra que fiquei sabendo hoje? Nem sabia que ela tinha filha. Voto nele desde pequenininho.

O senhor foi procurador deste documento?
Não. Eu retirei esse documento, solicitação de retirada deste documento.

Então quem pediu para o senhor retirá-lo?
O senhor sabe? Eu não sei quem foi o cidadão... Como eu não sei dos processos que você fala em Rondônia.

Estão no nome do senhor.
Para quem teve uma fazenda de 900 hectares com certeza tenho uns 40 processos contra alguém e uns quatro se defenderam contra mim. Tive fazendas lá. Não passei lá de avião em aeroporto. Tenho vida pregressa de trabalho, estou acima do bem e do mal.

O senhor foi servidor?
Não tive o privilégio de ser um vagabundo a mais.

O senhor confirma conhece algum político?
Já disse que tenho nojo de político. Só gosto do Serra, sou apaixonado pelo debate dele. Aliás, acho que Brasília não é o lugar dele, ele tem que ficar aqui, nasci aqui, sou paulista então quero que ele nunca saia daqui.

Quais são os escritórios para quem o senhor trabalha?
Diversos, trabalho aqui, no exterior, em todo lugar... onde sou chamado e bem pago.

No exterior?
Também. Se solicitar vou agora, só depende do honorário. Tem várias empresas brasileiras na África, em Luanda... Minha bateria está acabando, minha bateria está acabando."


Ps.: para mais informações, clique nos HYPERLINKS.

27 março, 2010

POR QUE LER A FOLHA?

Enquanto a entorpecida maioria das pessoas interrompia até mesmo as broncas nos respectivos filhos para acompanhar o jugamento do CRIME QUE ABALOU A NAÇÃO (estão sempre produzindo algum show deste tipo), outras coisas aconteciam em SÃO PAULO, cidade que se julga capital do BRASIL. Aproveito para lembrar que BRASÍLIA, a verdadeira capital do Brasil, está imersa no mesmo tipo de lodo. Até porque DEM e PSDB são sócios na POLÍTICA.



Como ainda tem muita gente que não acredita na existência, e resistência, do PIG (PARTIDO DA IMPRENSA GOLPISTA) que tal ler esta pérola de GILBERTO DIMENSTEIN, um dos caciques da intelectualidade tucana, postada no site FOLHAONLINE?

"Professores dão aula de baderna
Fico me perguntando como os alunos analisam as imagens de professores desrespeitando a lei e atirando paus e pedras contra a polícia, como vimos na
manifestação nos arredores do Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo --afinal, supostamente são os professores que, em sala de aula, devem zelar pela disciplina.
É claro que, nem remotamente, a agressividade daquela manifestação representa os professores. Trata-se apenas de uma minoria organizada e motivada, em parte, pelas eleições deste ano.
A presidente da Apeoesp (o maior sindicato dos professores estaduais), Maria Izabel Noronha, disse que estava ali para
quebrar a "espinha dorsal" do governador (Serra) e de seu partido (o PSDB) --ela que, no dia anterior, estava no palanque de Dilma Rousseff, pré-candidata do PT à Presidência da República.
Mas será que os alunos sabem disso? Será que vão imaginar que os professores são daquele jeito, sem limites, indisciplinados?
Todos sabemos como é difícil impor disciplina em sala de aula e, mais ainda, conter a violência. Não será com exemplos de desrespeito (de quem deveria dar o exemplo) que a situação vai melhorar. Muito pelo contrário: afinal, o que se viu foi uma aula de baderna.
Só espero que pelo menos essa lição os estudantes não aprendam."


E que tal ler dois dos comentários postados no mesmo FOLHAONLINE? Já que, segundo dizem, não existem fatos, apenas versões, aqui vamos!

"ROGÉRIO FREITAS:

A maioria dos professores entrou em confronto com a polícia? Acho que não. Então, o título de seu comentário demonstra que o senhor é contra os professores. É contra os pobres também. Com certeza, o senhor deve ser daqueles intelectuais que comentam sobre greves na França, Inglaterra, etc., mas não as aceitam quando são no Brasil.
Lembre-se que o governador José Serra já foi grevista. Também era baderneiro? Vi uma foto de um professor carregando uma policial que foi atingida pela própria polícia. Prefiro ficar com esta imagem. Professor é altruísta. Caso contrário não consegue permanecer nessa profissão.
Víamos no senhor um amigo. Infelizmente, no momento em que mais precisávamos de apoio o senhor preferiu ficar ao lado do poder econômico. Mostrou na prática que a cidadania é apenas no papel. Meus alunos me conhecem e sabem que não sou baderneiro. Antes, sou um pouco pai, psicólogo, amigo, irmão, etc., além de professor, com um salário cada vez menor.
Nossa greve é salarial. Por que o senhor coloca no título de um comentário algo deste tipo. Leio apenas: "Greve contra os pobres", "Vocês desrespeitam os professores", "Professores dão aula de baderna", francamente, estou decepcionado.
Por que não nos ajuda a lutar por melhores condições de vida? Na carreira? Suas opiniões apenas dificultam nossa vida já tão difícil. Conte sobre a realidade das escolas públicas. Sobre o professor Gasparzinho que sempre entra na minha aula, mas não o conheço. A indisciplina gritante dos alunos. Estudantes que são empurrados pelo sistema, sem ao menos saber ler, escrever e fazer contas. Professores que ganharam zero de bônus, ou melhor, não ganharam. Somente suas críticas. Professor que fica doente, perde bônus. Professor consegue licença-prêmio, perde bônus. Morre pai ou mãe de professor, perde bônus. Conte que apenas professores necessitam fazer provas para ganhar aumento.
Por que o senhor não comenta que juízes, promotores, policiais, fiscais, devem fazer provas para ganhar aumento? E os políticos? Acho que é mais confortável criticar professores. Somos mais fracos e pobres. Acho que o senhor é contra os pobres."

"OSMAR ALÉSSIO:

Prezado Senhor Gilberto Dimenstein,
Ilustríssimo Senhor, lendo sua coluna Professores dão aula de baderna. fiquei chocado com sua opinião que afirma que a greve é simplesmete uma questão de eleição. Claro que em ano eleitoral a chance de ter um aumento é maior que em anos não eleitorais. Porém, quero ressaltar que esta greve tem legitimidade no sentido de aumento salarial.
Vou começar com uma pergunta muito simples. Quanto ganha um Professor do Ensino Médio do Estado de São Paulo?
Resposta: R$ 1800,00 bruto, não estou mentindo, tenho três irmãos que são professores do ensino médio do estado de São Paulo.
A média salarial brasileira é mais ou menos R$ 1300,00.Você sabe osignifica isso?
Vou dar um exemplo do que está acontecendo e continuará acontecendo no ensino médio público em todo Brasil.
Alunos de graduação da matemática de qualquer escola pública, da melhor até pior, não irão dar aulas no ensino médio público. Então lhe pergunto. Por que será? Quem irá dar aulas no ensino médio público?
Sou Graduado em Licenciatura de Matemática pela UNICAMPMestre em Matemática pela UNICAMPDoutor em Engenharia Elétrica pela UNICAMP
Fui Professor da UNESP ilha Solteira, dava aulas para alunos de graduaçãoem Matemática.
Hoje sou professor da UFTM -Universidade Federal doTriângulo Mineiro, Antiga faculdade de Medicina do Triângulo Mineiro.
Atensiosamente,
Osmar Aléssio"

Ps.: saiba muito mais clicando nos HYPERLINKS (palavras realçadas)

11 junho, 2008

DUELA A QUEM DUELA?!

Seo Arthur, O Virgilante, sempre com suas piadas inteligentes e sempre afirmando que o que importa é a verdade dos fatos.
Pois ele poderia começar exigindo investigações sobre o CASO ALSTOM.
Os interessados podem obter mais informações em:
http://www.estadao.com.br/nacional/not_nac185054,0.htm ou http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u409869.shtml ou ainda em http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2008/06/04/em_sp_governistas_barram_convocacoes_no_caso_alstom_1338772.html

24 novembro, 2007

A MÁGOA É PROBLEMA SÉRIO...

Tá lá na página http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u348050.shtml :

FOLHAONLINE O23/11/2007 - 14h03 FHC critica "elitizinha" e prega reconciliação com o povo para retornar ao poder
"(...) Apesar de não citar o nome do presidente no discurso, FHC ironizou de forma indireta a baixa escolaridade de Lula ao rebater as acusações de que o PSDB é um partido de elite. "Aqui [no PSDB] há acadêmicos, e não temos vergonha disso. [...] Faremos o possível e o impossível para que saibam falar bem a nossa língua. É por isso que em Minas Gerais o ensino passou para nove anos, e não quatro. Queremos brasileiros bem-educados, e não liderados por gente que despreza a educação, a começar pela própria." FHC disse que uma "elitizinha apressada se abotoou no poder", numa referência direta ao PT. "Somos gente que estuda e trabalha. Trabalha e estuda."
(...)
O Príncipe FHC, O Magoado, bem poderia fazer uma apresentação do salto de qualidade que a educação no Estado de São Paulo deu a partir do governo Covas, que se ga(m)bava de ser filho de professora. A modernidade desta jóia dentre as unidades da Federação é espantosamente imperceptível aos não-sorbonnenses.
E mais: realmente, ele trabalhou mesmo. Além de passar, não se sabe por quais cargas d’água, de ateu a apóstolo e apreciador de buchada de bode.
E o eleitor paulista? Hein?
O eleitor paulista...

08 maio, 2007

DISSE-ME-DISSE

Meu povo, ao contrário do que se divulga, às vezes, consegue-se enganar a maioria por muito tempo, se o bom-mocismo é o meio.
Aí vai um artigo do Dimenstein com o qual tive dificuldades em concordar. O que, em se tratando deste incréu, não é raro acontecer.

O texto dele está em http://www1.folha.uol.com.br/folha/pensata/ult508u356.shtml e segue abaixo. Minha tentativa de resposta está em seguida e foi publicada no http://www1.folha.uol.com.br/folha/dimenstein/palavra/gd080507.htm juntamente com outras manifestações.

FOLHAONLINE - PENSATA, 08/05/2007
Rappers, pobres e violentos
Não gosto de rap, meu ouvido foi educado para outros ritmos. Gosto ainda menos daquela indumentária e dos trejeitos dos seus cantores, copiados dos americanos, numa servilidade colonizada --algo que se vê, na mesma medida, com nossa elite, curvada para o que vem de fora. Não consigo ver neles nada parecido com o encanto e, muitas vezes, a profundidade de nossos repentistas nordestinos.Mas, por outros motivos, aprendi a respeitar o rap e, por isso, considero injustas críticas lançadas contra o Mano Brown, acusando-o de ter incitado a violência na Virada Cultural. Tais críticas refletem uma visão preconceituosa não contra um estilo musical mas contra a periferia.A violência das letras de muitos rappers refletem o ambiente em que vivem, marcado pelo desrespeito e, por isso, estabelecem uma vinculação tão forte com jovens da periferia.Testemunhei como muitos rappers, como Mano Brown e Rappin Hood, se preocupam em difundir uma cultura de paz; Mano Brown, junto com o escritor Ferrez, criou uma biblioteca onde era antes um ponto de drogas. Não são fatos isolados. Fazem parte da própria cultura do hip hop, na qual se vê a arte como forma de integração. Cria-se assim um elo com quem não tem elo.O que aconteceu na Virada Cultura é culpa de um grupo de marginais que estavam esperando qualquer pretexto para extravasarem sua marginalidade --e, em certa medida, do poder público que programou o show para aquele horário e naquele lugar, sem saber que, em muitos desses espetáculos, existem conflitos, mas que poucos tomam conhecimento justamente porque acontecem na periferia, bem longe de nossos olhos.PS - Defendo, porém, que não se chame mais os Racionais para tocar em eventos públicos se não assumirem o compromisso de respeitar a platéia. Até onde sei, foram os únicos a se atrasarem. Que façam isso com dinheiro privado, é problema deles. Com dinheiro público, é nosso.
Gilberto Dimenstein, 48, é membro do Conselho Editorial da Folha e criador da ONG Cidade Escola Aprendiz. Coordena o site de
jornalismo comunitário da Folha. Escreve para a Folha Online às terças-feiras.


Sr. Dimenstein.
Qual a origem dos estilo das calças, camisas, ternos e sapatos que o Sr. usa? Tupiniquim, por acaso? Conforme a disposição do ouvido, Diário de Um Detento pode ser mais profundo, porque mais concreto, que um cordel sobre o cangaço. Já que seu ouvido não foi educado para a "barbárie", experimente ler a letra ao som de violinos. Eu, cá, provavelmente por alguma falha em minha capacidade de análise, consigo ver a mesma vibração pungente que há em Disparada, por exemplo.
É interessante saber que o Sr., mesmo respeitando os rappers por outros motivos, defenda que eles não mais sejam convidados - ou contratados, para "tocar em eventos públicos se não assumirem o compromisso de respeitar a platéia."
É a primeira vez que artistas (pelo que imagino, nem sei se assim os considera) atrasam-se em eventos? O Sr. também defende que todos os outros artistas que tenham atrasado, caso seja do seu conhecimento, também sejam excluídos dos eventos pagos com dinheiro público?
Ats.
Shasça