A EDUCAÇÃO EM COSMÓPOLIS: acabaram-se os burros?
Ainda outro dia, quando estava apreciando mais uma atuação do meu glorioso Mancha F. C., um amigo disse-me que nem todos iriam entender
O artigo que escrevi sobre o fim do Cine Avenida. Respondi-lhe, talvez até de maneira deselegante, que eu havia estudado no GEPAN e que ele ainda funcionava no mesmo lugar. Minha intenção era dizer-lhe que o pouco que sei devo, principalmente, à escola pública e que o GEPAN, assim como as outras escolas do Município, continua com suas portas abertas.
Hoje, pensando no que disse, assaltaram-me algumas dúvidas: a quantas andará o meu também glorioso GEPAN? Como são seus mestres? Como são seus atuais formandos e formados?
Estamos presenciando, atualmente, mais um movimento do magistério público por melhores salários. Como sempre, o Estado jura que está preocupadíssimo com a situação do ensino público, mas não tem recursos. Como sempre, apenas uns poucos professores apresentam-se para a luta. Como sempre, os alunos só se preocupam se terão que repor aulas. Como sempre, a Sociedade se divide entre quem consegue manter o filho na escola privada, quem sonha com esta possibilidade e quem ainda tenta, desesperadamente, manter o filho, ao menos, na escola pública. Os “políticos”? Bem, estes são profissionais; não dão ponto sem nó. Na verdade, pouquíssimas pessoas estão preocupadas com os objetivos do tipo de educação que a rede pública tem oferecido.
Tenho ouvido muitos afirmarem que está havendo um desmantelamento do sistema educacional, que o Estado abandonou o ensino público. Ledo engano. Aqueles que ocupam cargos onde as decisões são tomadas, assim como aqueles que dão sustentação política, social e financeira a estes ocupantes de cargos têm objetivos claros: não querem dividir o reinado e, muito menos, largar o osso. Sabem qual é o tipo de estudante, professor, operário ou família que desejam. Enfim, sabem qual é o tipo de sociedade que permitirá que continuem nadando de braçada neste mar de lama que o país tem sido há 495 anos.
Comparada à maioria das cidades brasileiras Cosmópolis possui uma considerável estrutura de ensino de 1º e 2º graus e, além disso, está construindo uma unidade educacional que se pretende seja inovadora. Talvez estejamos vivendo o momento de iniciarmos um debate em busca de propostas adequadas às nossas potencialidades e necessidades. Pode ser que consigamos ir além da tradicional choradeira às vésperas de datas-base e vestibulares. Para sairmos desta pasmaceira intelectual é preciso que os estabelecimentos de ensino entreguem à sociedade algo além de futuros desempregados tecnicamente qualificados.
Bem sei que vão dizer que só critico, que, para mim, nada está bem. Então, fica aqui uma sugestão: que tal todos os interessados na questão, que eu sei são pouquíssimos, mobilizarem-se para a realização de, por exemplo, um SEMINNÁRIO MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO aberto a toda a sociedade cosmopolense?
Felizmente, há um saldo ecológico na situação: dificilmente um professor tem se sentido apto a chamar um aluno de burro, o que poupa a fauna de comparações pouco louváveis.
Com a palavra, os interessados. Ou os incomodados.
Shasça, 18/04/95
Ps 1: este artigo foi publicado num jornal de Cosmópolis – SP e GEPAN é o colégio onde estudei e tomei gosto por rabiscar minhas brincadeiras. Foi publicado no Jornal de Cosmópolis, em 22/04/1995.
Ps 2: apesar da magistérica efeméride comemorada no 15 de outubro de todo ano, a publicação do artigo não tem a intenção de homenagear aos homenageados do dia. Mesmo porque, muita coisa deve ter mudado de 1995 pra cá. Muita água passou debaixo da ponte do Pirapitingüi. Né mesmo?
Palavras brincantes, nem sempre sisudas. Às vezes, sim. Normalmente, não. No fundo, e no raso, não passa de meu playground. Como playground não é para ser curtido sozinho, todos estão intimados. Um detalhe: este blog não faz a menor questão do novo trambique ortográfico.
16 outubro, 2007
12 outubro, 2007
FELIZ DIA DE TODOS NÓS CRIANÇAS!!!
Certa vez, um camarada que, segundo me disseram recentemente, já foi passear antes do combinado me disse que todo homem tem um pouco da Síndrome de Peter Pan. Respondi-lhe de bate-pronto (coisa rara em mim):
- Cara, eu sou o Peter Pan!
Tá escrito lá na http://pt.wikipedia.org/wiki/SÃndrome_de_Peter_Pan :
"A Síndrome de Peter Pan foi aceite em psicologia desde a publicação de um livro escrito em 1983 The Peter Pan Syndrome: Men Who Have Never Grown Up ou "síndrome do homem que nunca cresce", escrito pelo Dr. Dan Kiley.
Esta síndrome caracteriza-se por determinados comportamentos, imaturos em aspectos comportamentais, psicológicos, sexuais ou sociais. Segundo Kiley, rasgos de irresponsabilidade, rebeldia, cólera, narcisismo, dependência, negação ao envelhecimento."
Como não sou de botar fé em paranóias, taí uma oferenda à curuminzada.
Desejo que curtam e leiam para a prole (vossa e alheia).
Deixem as farpas nos comentários. Também, se arrisquem a deixar alguma identificação.
E como dizem os manos, É NÓIS!
{8¬)
CANTIGA DE NINAR
nunca implorar pelo peixe
mas apreender o pescar
e conquistar o rio
avançar sempre menina
os conselhos vêm dos lados
à frente está o rio
não lamentar o que é ido
parar pra contar os mortos
é dar chance ao inimigo
cuidar as margens menina
saber dividir o rio
e esquecer o que digo
Ps1: esta brincadeira deseja expressar, a meu confessamente míope ver, o único conselho que se pode dar a uma criança, não importando a sua idade cronológica ou social.
Ps2: imagem “emprestada sem permissão” do site http://releitura.wordpress.com/
- Cara, eu sou o Peter Pan!
Tá escrito lá na http://pt.wikipedia.org/wiki/SÃndrome_de_Peter_Pan :
"A Síndrome de Peter Pan foi aceite em psicologia desde a publicação de um livro escrito em 1983 The Peter Pan Syndrome: Men Who Have Never Grown Up ou "síndrome do homem que nunca cresce", escrito pelo Dr. Dan Kiley.
Esta síndrome caracteriza-se por determinados comportamentos, imaturos em aspectos comportamentais, psicológicos, sexuais ou sociais. Segundo Kiley, rasgos de irresponsabilidade, rebeldia, cólera, narcisismo, dependência, negação ao envelhecimento."
Como não sou de botar fé em paranóias, taí uma oferenda à curuminzada.
Desejo que curtam e leiam para a prole (vossa e alheia).
Deixem as farpas nos comentários. Também, se arrisquem a deixar alguma identificação.
E como dizem os manos, É NÓIS!
{8¬)
CANTIGA DE NINAR
nunca implorar pelo peixe
mas apreender o pescar
e conquistar o rio
avançar sempre menina
os conselhos vêm dos lados
à frente está o rio
não lamentar o que é ido
parar pra contar os mortos
é dar chance ao inimigo
cuidar as margens menina
saber dividir o rio
e esquecer o que digo
Ps1: esta brincadeira deseja expressar, a meu confessamente míope ver, o único conselho que se pode dar a uma criança, não importando a sua idade cronológica ou social.
Ps2: imagem “emprestada sem permissão” do site http://releitura.wordpress.com/
26 setembro, 2007
CINEMA DE GRÁTIS
Voltando aos mucadim, aí vai mais uma das ótimas razões pra se morar em Floripa, além das praias, de cujas a ilha é refém. A meu juízo, que é pouco, bien sûr.
No Cineclube Sol da Terra (http://www.soldaterra.com.br/) é só chegar, sentar-se e curtir. Só se paga a pipoca que, aliás, não foi feita pra comer durante o filme. Hoje, assisti ao primeiro e é dos marvados.
Só quem é jogador de truco do interiorrrr sabe o que "marvado" significa.
Abaixo roliúdi e seu cineminha de corno fake! Vivamos o cinema!!!!
E parabéns ao SOL DA TERRA!

No Cineclube Sol da Terra (http://www.soldaterra.com.br/) é só chegar, sentar-se e curtir. Só se paga a pipoca que, aliás, não foi feita pra comer durante o filme. Hoje, assisti ao primeiro e é dos marvados.
Só quem é jogador de truco do interiorrrr sabe o que "marvado" significa.
Abaixo roliúdi e seu cineminha de corno fake! Vivamos o cinema!!!!
E parabéns ao SOL DA TERRA!

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