Diga lá, ó HUGO CARVANA, vais trabalhar?
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Palavras brincantes, nem sempre sisudas. Às vezes, sim. Normalmente, não. No fundo, e no raso, não passa de meu playground. Como playground não é para ser curtido sozinho, todos estão intimados. Um detalhe: este blog não faz a menor questão do novo trambique ortográfico.
05 outubro, 2014
01 julho, 2014
POR QUEM COCHILA O POVO DA ESTUFA
Não é fácil ouvir José Giannotti (é assim que se escreve?) dizer que os militares tinham mais caráter que os políticos de hoje, pois prometiam matar e matavam, mesmo.
Ouvi um tal José Petry (da Veja, só podia ser!) afirmar que nos EUA, ao contrário do Brasil, a Comunidade interfere na Política. Putz! Será que na redação deste energúmeno (quem não souber o significado, que googueie) nunca citaram um tal de Edward Snowden?!
Ouvindo uma alcatéia de reaças como esta, chego a sentir remorso de tripudiar com o pessoal que cochila na estufa. Pra onde mais poderiam ir, se estes são os seus alimentadores mentais?
Hector Babenco? Confira que pérola que tascou: "não existe imprensa brasileira contra o governo". "[A imprensa] é extremamente submissa, sem nenhuma responsabilidade com a verdadeira função jornalística". Será que se referiu à ex-TV Cultura ou à GloboVeja?
Enfim, do pequeno trecho que assisti, salvou-se a Glenda Mezarobba. Ela perguntou ao Janota, que havia afirmado que o caráter dos políticos brasileiros deteriorou, se este caráter era melhor antes, ao Respondo eu mesmo: para um tucano, a pior coisa é ouvir comparações. Né, não?
A quem interessa possa, o programa também pode ser visto no TV CULTURA CMAIS
15 junho, 2014
MEMÓRIA SELETIVA
Dentre alguns mitos desenvolvidos pela minoria que
usufrui o que é gerado pela maioria – como, por exemplo, a teoria na prática é
outra – temos um muito difundido e acreditado em Pindorama: o brasileiro não
tem memória. E o brasileiro, em geral, quase chega a ter prazer nesta crença,
pois, como não tem memória, não pode ser responsabilizado pelos seus atos.
Obviamente, alguém ganha com isto. Mais óbvio ainda, embora boa parte da
população prefira não perceber, é que a minoria é quem ganha.
As reações em relação à abertura da COPA DO MUNDO DE 2014, realizada no Brasil, confirma uma tese: o brasileiro tem, sim, memória; a
questão é que esta memória é seletiva. Alguém ou algum grupo, em algum lugar, controla
o seletor do que deve fazer parte memória da memória do brasileiro. Escolhe o que deve ser lembrado ou eclipsado. Em "1984",
GEORGE ORWELL trata desta questão. Sem querer provocar e já provocando, os fãs
do BBB sabem quem é Orwell?
Que a cerimônia de abertura foi chinfrim, fica difícil de
discordar. Porém, bradar aos quatro ventos que teríamos o maior espetáculo da
Terra caso tivessem contratado algum Joãozinho Trinta ressuscitado,
é mergulhar de vez nas sombras que pululam no fundo da CAVERNA PLATÔNICA.
Vejamos algumas razões?
1. Uma razão estrutural: como ficaria o gramado
onde, a seguir, seria realizado o jogo inicial do torneio?
2. Uma razão cultural: o Brasil dispõe de outros
cenógrafos, diretores e coreógrafos além dos que brilham na avenida.
3. A cerimônia tinha, por força de contrato, que
obedecer ao Padrão Fifa, por pior que ele seja.
Neste ponto do papo, sugiro que se compare a
abertura desta copa de 2014 com a de 2006, que ocorreu na Alemanha, país considerado por
muitos como exemplo a ser seguido,
apesar dos feitos da Siemens & ACMelhados. Experimente à vontade e tempere a gosto.
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