Para quem ainda não conhece - e para quem já - apresento um HURDY GURDY, a orquestra de um instrumento só, construído por Cumpadi Edão.
Palavras brincantes, nem sempre sisudas. Às vezes, sim. Normalmente, não. No fundo, e no raso, não passa de meu playground. Como playground não é para ser curtido sozinho, todos estão intimados. Um detalhe: este blog não faz a menor questão do novo trambique ortográfico.
19 novembro, 2015
06 setembro, 2015
CANÇÃO PEQUENA PARA INCOMODAR O SONO DOS GRANDES
A reflexão sobre o tema não é obrigatória, mas sugiro uma visitinha ao romance Oliver Twist, de CHARLES DICKENS aos que pensam que maltratar crianças é coisa de hoje.
CANÇÃO PEQUENA
(Edvaldo Santana)
Agora o
menino dorme
Na sua
postura correta
Sozinho na
noite enorme
Como quem
dorme
De forma
completa
Por não ter
havido outro jeito
Senão
crescer depressa e a esmo
Na escola da
rua e ter feito de si
O indefeso
refém de si mesmo
Por não ter
havido diferença
Entre as
coisas da vida e da morte
Foi morto
com bala de polícia
Mas podia
ter sido de crack ou de corte
Passarinho
não cantou
Nessa
madrugada
Foi um jeito
que ele arrumou
Pra ser camaradaPs.: Saiba mais navegando pelos HYPERLINKS (palavras realçadas). Há. inclusive, um disco do Edvaldo para download.
04 setembro, 2015
HÁ CRIANÇAS NAS PRAIAS, RUAS E CAMPOS
Muito se disse, se diz e se dirá a respeito da infâmia que a parte de cima da imagem encerra. Pouco foi, é e será feito para interferir nos motivos de existirem situações como esta.
Tem sido assim desde muito tempo, o que se pode constatar informando-se a respeito do que ocorreu durante o tráfico negreiro, na invasão da América pelos europeus, na Guerra NO Paraguai, na Guerra do Contestado ou e Canudos, para citar episódios mais próximos de nós, brasileiros. Na falta de tempo para folhear algum livro de História, basta olhar para as esquinas e ruas por onde trafegamos.
Esta tragédia existiu, existe e continuará a existir enquanto houver a possibilidade de enriquecimento com a mesma.
Para amenizar o papo, uma canção dos tempos em que refletir sobre uma letra de música não estava fora de moda: HAY UN NIÑO EN LA CALLE - CALLE 13, DE Armando Tejada Gómez, magnificamente interpretada por Mercedes Sosa e devidamente ilustrada pelo cotidiano.
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