22 janeiro, 2009

BARACK OBAMA

“É preciso que alguma coisa mude para que tudo permaneça como está”
A frase está no clássico
O LEOPARDO, de Lampedusa. Vira-e-mexe, lembro-me dela. E, neste momento em que o mundo comemora a ascensão de Barack Obama, ela volta a rondar minha mente, dando razão ao Mestre Caio, dos tempos unicampianos, ao me chamar de “cético dos céticos” (um exagero), quando duvidei daquele final do clássico de Engels, A ORIGEM DA FAMÍLIA, DA PROPRIEDADE PRIVADA E DO ESTADO.
Assim como seus predecessores, Obama tem o jeitão de olhar o mundo como se este fosse o Velho Oeste, mirando índios ou qualquer outro povo que ameace a expansão da América, que é como eles chamam os Estados Unidos da América. Será que quando ele afirma que a América está pronta para liderar o mundo inclui a nosotros tupinincocos&bananas? Hummm...
Nos telejornais a posse mais parecia a entrega do Oscar, jorrando esperança por todos os canais. Um tal professor, que comentava a posse na RECORD NEWS, se não me engano, entre outras ingenuidades, disse que os EUA perderam a Guerra do Iraque. Ora, ele ainda deve estar nos tempos do Império Romano, do Persa e similares, quando a guerra buscava a expansão territorial, saques e escravos. O objetivo principal de guerras como a que ocorre no Iraque é a venda de produtos (armas, principalmente) e serviços (a reconstrução do que for destruído) e a garantir o fornecimento de insumos (petróleo, no caso). As indústrias de armamento, por exemplo, perderam? Nem o Bush perdeu, pois terminou seus dois mandatos, numa boa. A humanidade perdeu grande chance quando
Muntadar al-Zeidi xingou antes de arremessar o sapato.
Está até convidado para pescaria em águas nossas.
Parafraseando Cumpadre Edão: já imaginaram o Bush no barranco pescando e o Osama passa de canoa caçando capivara?!
Voltando ao Obama. torço muito para meus resquícios mineiros estejam equivocados...
Boa sorte pra nós todos!

4 comentários:

Fernando B.Delmonte disse...

Pois é meu caro! A tv adora tudo que vende. E em tempos de crise econômica a política se torna a grande estrela. E cá entre nós, Obama é simpático e talentoso demais pra não ser consumido como produto - a pior forma de consumi-lo. Num mundo de mudanças que não mudam só mesmo a esperança permanece. Ótimo post! Aliás os comentários da Record, hein? Prefiro o Bispo!

Panda disse...

Shasça

É o seguinte: A Americanada é profissional mesmo. O "produto Estados Unidos" estava com problemas de imagem, com o filme relativamente queimado após 20 anos de exercício de Potencia Hegemônica, levado a tal ponto que poderia apresentar algum ameaço de ruptura? Simples: Demoniza-se o Bush, como se ele nao fosse apenas a ponta do iceberg de trocentos interesses que continuarao falando alto pelo mundo e coloca-se um cara com pinta de bonzinho e cosmopolita, mas que representa interesses extremamente similares de hegemonia, dá-se um refresco para eles e tudo permance como dantes no quartel de Abrantes.
Voce citou Unicamp. Eu tinha um amigo de rep nos idos de 80 e pouco, o Joao Henrique, que compos uma singela melodia (pena que nao dá prá cantarolar) chamada "ESPERANÇA", que dizia assim:

'CAMBOJA, A PALESTINA
AMERICA LATINA UM DIA HÃO DE VER
AMERICANOS PORCOS, IMPERIALISTAS
VÃO SE F*ODER".

abrax

Panda

fernando pires disse...

Caro amigo de 30 anos atrás...O seu ceticismo é mesmo incurável.Se o branquelo republicano fosse o vencedor, voce também iria descer o cacete.Não temos nada que reclamar, muito pelo contrário, porque hoje um negro do continente africano é o homem mais importante politicamente falando.E isto pode calar a boca dos brancos que se acham superiores demais, e também calar a boca dos negros que se acham injustiçados demais, aliás estou até com medo de inventarem caixas preferênciais para negros em bancos e supermercados.
Mas medo mesmo eu tenho se a QUADRILHA do lulalá voltar a governar...coitadinhos dos meus netinhos , nunca mais terão um País chamado Brasil...
Sabe o "Pré Sal" o lula quer pegar pra ele e sua QUADRILHA.

Cida disse...

Eta irmão inteligente sô...eu queria ser assim bjs