30 abril, 2015

POR UMA BANCADA DA EDUCAÇÃO PÚBLICA


Como acontece com quase todas as pessoas – pois, sempre há os gurus de plantão – muitos são os fatos e as coisas que escapam à minha compreensão. Das principais, uma é a falta da Bancada da Saúde Pública e da Bancada da Educação Pública. Neste momento em acompanhamos o massacre dos professores da rede estadual paranaense, este sentimento incomoda ainda mais. Pela simples razão de que, com impossíveis exceções, todos os participantes freqüentaram instituições escolares e passaram um bom tempo de suas vidas em contato com professores. Da mesma forma, os espectadores das imagens e vídeos que mais pareciam ter saído de um filme de guerra.
A pergunta é: por que a Sociedade, cujo instrumento de ação é o Estado, tem tratado desta forma os responsáveis por parte considerável, e fundamental, formação de seus membros? E tudo isto acontece sob o manto da legislação elaborada representantes legítima e voluntariamente escolhidos e sustentados pelo eleitorado composto, em sua maioria, de pais, alunos e professores? Incluídos aí aqueles que votam nulo ou se abstêm, posto que isto nada mais é que optar pela participação pseudo-passiva.
Pergunta meio longa, né? E a resposta, então?
Já imaginou, você que me concede o privilégio de acompanhar meu raciocínio até aqui, se professores & simpatizantes da Educação Pública operassem no sentido de eleger ao menos um representante por estado para a Câmara de Deputados? Teríamos, no Congresso Nacional, uma bancada forte o suficiente para defender os interesses de professores e alunos das escolas públicas.
O mesmo poderia acontecer em relação à Saúde Pública. Que nos falta, preclaros cidadãos em condições de exprimir a própria vontade na urna?


6 comentários:

CorralesMontevideo disse...

Os profs deveriam se unir mais para eleger legítimos representantes seus. Os evangélicos fizeram isso e tá aí...

Anônimo disse...

COMPLETE POR FAVOR

'Pa-ra _ ná' bom-ba

não

'Pa-ra _ ná' bor-ra-cha

não

'Pa-ra _ ná' me-mó-ria

não

'Pa-ra _ ná' ré-gua

não

'Pa-ra _ ná' lou-ca a-ti-tu-de.

Fi-ca-rá na lou-ça e no lá-pis

'Pa-ra ná se li-xa com li-xo

'Pa-ra _ ná fi-cha

'Paraná que pe-na

Com (..................)
complete por favor

Roberto Pereira disse...

O exagero, o excesso da polícia em deter que os professores entrassem na assembléia do Paraná, é INJUSTIFICÁVEL!
Graças a Deus, por eu não ter "rabo preso" com partido político posso criticar com isenção essa politicalha, seja qual for o partido e sem seletividade...
Esse moleque do PSDB, ora governador playboyzinho e mimado do Paraná, com certeza, extrapolou o bom senso e mereceria uma análise mais profunda para ver se tal ordem não só contra os professores mas à cidadania e liberdade de manifestação não se enquadra em alguma tipificação penal, inclusive, até à abertura de um impeachment!
UMA VERGONHA, "sr." BETO RICHA, atitude digna de fascistas como os incoerentes HITLER, MUSSOLINI, STALIN e MADURO.
MERECE TODAS AS REPRIMENDAS!
Meu apoio e solidariedade aos professores e cidadãos do Paraná!
FORA, BETO RICHA!

Suzani disse...

Pois é! Eu 'opero' sim nesse sentido, usando o termo que vc utilizou, mas nem todos pensam assim! Mas o Brasil está mudando pra melhor. Eu estava na greve de 88 e nada aparecia na mídia. Viva as redes sociais come espaço alternativo do jornalismo sério!

sonia disse...

O dia que todos ou pelo menos a maioria tiver consciência que a escolha dos nossos representantes tem que ser pensada, analisada,tudo tende a melhorar. Enquanto ficarem de manhã botando fogo nos pedágios e à tarde votando no Alckmin,a baderna se instala e o caos se estabelece.

Luiz Leite disse...

A escravatura está sendo extinta, no Brasil, às custas de muito sangue, há 500 anos... É mais do que chegada a hora dos professores iniciarem a busca por sua liberdade, cientes e conscientes que acontecerão perdas.