21 março, 2011

FLORIPA: OUTRA AV. BEIRAMAR É POSSÍVEL?


CÉSAR FLORIANO, arquiteto, urbanista e professor na UFSC convida para conhecermos outra possibilidade de ocupação paisagística da Av. Beiramar Norte, fundamental via de circulação de automóveis (porque pedestres, ciclistas e veículos de transporte coletivo de massa têm sido, desde o sempre, preteridos pelas administrações municpais de Florianópolis).

Reproduzindo:


"PROPOSTA DE INTERVENÇÃO PAISAGÍSTICA PARA A BEIRA MAR NORTE

A Ilha de Santa Catarina, com suas belas paisagens naturais e culturais, apresenta um caráter que a qualifica como um dos mais belos cenários do Atlântico Sul. No entanto, a rápida descaracterização dos marcos paisagísticos, a ausência de uma política urbana e a falta de incentivo na criação de novos referentes arquitetônicos e artísticos, tem igualado a imagem urbana da Ilha de Santa Catarina a todas as demais grandes ocupações litorânea. A inserção inadequada de mobiliário urbano, a falta de acessibilidade, a poluição visual e a inexistência de um projeto paisagístico consistente, têm caracterizado o tratamento da borda d’água da cidade de Florianópolis como um todo.
Em setembro de 2007, no momento em que a cidade se mobilizava em torno à construção de um Plano Diretor Participativo, o Fórum de Criatividade e Imagem da Cidade realizou, em parceria com o Curso de Arquitetura da UFSC, a segunda Oficina de Desenho Urbano, tendo como foco a Orla Central da cidade. Entre os diversos trechos desenhados na oficina, constava a criação de um grande Passeio na Avenida Beira Mar Norte, equipado com trapiches, decks, equipamentos de lazer, esporte náutico e recreação infantil.
Iniciadas as obras de enrocamento e o melhoramento do passeio da Avenida Beira Mar, em 2010, por parte da Secretaria de Obras da PMF, constatamos que havia uma ausência de projeto paisagístico e de mobiliário qualificado. Faltava na ação da Prefeitura um desenho forte, um conceito articulador dos diferentes usos praticados e potencializados conforme as diretrizes tiradas da segunda oficina.
No intuito de contribuir com a Secretaria de Obras, em setembro de 2010, construímos um grupo de trabalho na Escola de Arquitetura UFSC, desenvolvendo o conceito de Projeto Paisagístico Integral. Isto é, criar na BEIRA MAR NORTE um Boulevard para contemplação da paisagem, das obras de arte, da cultura local e para vivência comunitária.
O projeto paisagístico de aproximadamente 4 km prevê a inserção de um gigantesco painel mural contando a história da cidade, de mobiliário e de equipamentos de lazer, todos concebidos como obras de arte pública. Além de inúmeros desenhos de lugares de vivência, como o jardim das bromélias, foram criadas algumas maquetes, das quais duas foram selecionadas para a presente exposição, por se tratarem de espaços referenciais: a área do Trapiche e da CASAN.
Entendemos que o esforço da Prefeitura em concluir a reforma da calçada da Avenida Beira Mar, apesar de ser um projeto singelo e sem expressão estética, merece nosso reconhecimento. Mas o local pede uma intervenção com melhor solução no desenho dos espaços públicos, no tratamento da cobertura vegetal e na inserção de obras de arte, que possam criar uma referência cultural na cidade e proporcionar um lugar qualificado ambientalmente.
Equipe:
Arq. Prof. Dr. Cesar Floriano – coordenador
David Sadowski, Vitor Sadowski, Felipe Rizzon, Felipe Miranda, Lucas Passold, Rafael Giaretta
Participação: Arq. Marisa Fonseca - FLORAM
"


QUANDO: a partir de hoje, 21/03/2011, às 17:00 h

ONDE: piso L1 do Shopping Beiramar Norte


Ps.: saiba mais clicando nos HYPERLINKS (palavras realçadas)

12 março, 2011

ESCOLAS DESATIVADAS NO CENTRO DE FLORIANÓPOLIS - SC

Por ser de suma importância, volto ao tema.
O amigo Jorge Campos deu sua opinião, pelo jeito, defendendo a desativação da escola que fica junto à Assembléia Estadual de Santa Catarina. Pode-se conferi-la no comentário que Jorge fez na postagem "SANTA CATARINA TEM MAIS ESCOLAS QUE PRECISA?"
Em 05/03/11, Marco Tebaldi, atual Secretário de Educação do Estado de Santa Catarina, enviou-me, via twitter, o seguinte comentário que tomo a liberdade de reproduzir:

"@mtebaldi Marco Tebaldi
@JorgeCampos @tiagomx @shasssa Poucos alunos, custo alto. Não dá para manter uma escola inteira com pouco mais de 90 frequentadores.
"

Pois bem. No centro de Florianópolis, mesmo com a concorrência do INSTUTO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO, existem várias escolas particulares repletas de alunos. Não será a queda da qualidade de ensino que fez com que os alunos das escolas públicas desativadas (porque é mais que uma) "fossem embora"? E mais: para onde foram, já que o IEE não comportaria todos os estudantes que deixaram de freqüentar, por exemplo, a já citada Escola de Educação Básica Celso Ramos?
Pergunto ao Secretário, bem como aos eleitores (professores, pais e alunos):


- se estas escolas desativadas forem transformadas em instituições educacionais funcionando em tempo integral, com professores valorizados e mínimas condições de ensino, continuarão a ser preteridas pelos alunos? se é esta a razão, obviamente.

- os pais que trabalham no centro de Floripa não gostarão de poder deixar seus filhos na escola pela manhã e buscá-los no final da tarde?

- qual é opinião dos sindicatos dos empregados no comércio e no serviço público desta que pretende ser a Capital do MERCOSUL?

- qual é a opinião da(s) entidade(s) que representa(m) os estudantes em Florianópolis?

- qual é a opinião da(s) entidade(s) que representa(m) os professores em Florianópolis?

- qual é a opinião dos eleitores de Florianópolis?

- qual é a opinião dos representantes políticos (de situação e oposição) eleitos pelos florianopolitanos?

- e, principalmente, quais as ações possíveis para modificar este triste quadro?

Ps.: saiba mais clicando nos HYPERLINKS (palavras realçadas)

10 março, 2011

DIA DAS MULHERES (MAIS UM)

Mesmo que atrasadim, quero postar um poema composto em agradecimento a estas criaturas (e criadoras) sem as quais nada do que há, haveria: as gurias.
Desejo que gostem.
{8¬)


"pra tu vê

deus
um cabôco de muita paciência
(um trem que poderia ter feito num vapt-vupt
acabou por levar uma semana da sua santa eternidade!)
fez o mundo e as coisas todas:
as paradas, as móveis e as imóveis
fez o homem
(os imóveis inventaram os automóveis)
e de uma lasca deste
fez a mulé

pronto o serviço
deu um passo pra trás
enxugou o suor da testa
(embora o sol só tivesse uma semana de brilho
tava de rachar mamona)
admirou aquela sua obra-prima
(até pensou umas besteiras mas...)
sorriu satisfeito e disse:
- cuida deste trem todo pra mim, minha filha

no sétimo dia
criou as férias e partiu pra curtir uma ilha famosa
chegou a ser visto flanando pela noite do centrinho da lagoa
(embora ninguém o tenha fotografado
há quem jure ter ouvido um cabel(barb)udo exclamar
ao ver um semelhante a enfiar sementes num barbante:
- jisuis! haja paciência!)

tava feito o paraíso

não fosse este bando de cornos
(alguns estabelecidos
outros candidatos a)
que teimam em não obedecer as gerentas
a gente tava nadando de braçada"


Ps.: talvez eu até já esteja repetindo este poema aqui no blog; de toda maneira, aí vai novamente.