11 setembro, 2006

TEATRO

qualquer ato
é um barato:
o ator olha
através
não para
o nexo por detrás da ação

o teatro cura-me
gargalho e
de pronto
calo-me
teso
anseio o golpe
mas não é ainda
relaxo-me

o tempo passeia
tenso

súbito
um punhal rasga o vil
agora
os ainda covardes punhais
vão surgindo do limbo da platéia
e avançam
freneticamente
por sobre toda a vilania deste mundo

enfim
o sangue por entre os dedos
reconfortante

esta noite
dormiremos tranqüilos



ps.: acabo de assistir um documentário dobre Antunes Filho, o mago do teatro: o cara não é fácil.

2 comentários:

Lua disse...

Eu também assisti, uma duas semanas atrás... bom, já que ele é objeto de estudo do Diego, ou melhor, seu método de direção é estudo do Diego, fico por dentro de alguns detalhes. Adoro esse teu poema!!! Desde pequena... :) Beijinhos da Lua

Anônimo disse...

Grande Antunes... quando estiver por aqui, vamos assisití-lo!!! O convite está feito. Beta