16 dezembro, 2009

QUAL O PAPEL DO PRODUTOR CULTURAL?

Acabo de ler, numa resenha, uma frase de VOLTAIRE a D’ALEMBERT: "É a opinião que governa o mundo...”.
A meu juízo, os ocupantes dos cargos públicos executivos ou legislativos, independente do partido ao qual pertençam, baseiam suas ações naquilo que julgam captar na OPINIÃO PÚBLICA; simplificando, nos desejos da população por eles governada ou normatizada. Os descontentes, a minoria, serão atendidos apenas quando aumentarem de número (porque voto não tem qualificação) e se tornarem a maioria da população. Enquanto isto não acontece, resta-lhes o direito ao JUS ESPERNIANDI.
No momento, está acontecendo a 1º PRIMEIRA CONFERÊNCIA NACIONAL DE COMUNICAÇÃO. Como o próprio nome diz, é a primeira vez que o Brasil, ou parte dele, reúne-se para discutir as alternativas e possibilidades de comunicação, bem como a regulamentação da mesma. Oportunidade imperdível para o segmento social interessado no quesito COMUNICAÇÃO e seus rumos e implicações.
Este momento também pode ser interessante para que produtores e consumidores culturais ponderem sobre quais têm sido seus esforços – e quais os avanços, no sentido de conquistar a participação da maioria do eleitorado que, no final das contas, ainda é quem define aquele que decide, entre outras coisas, se devemos ter um totem na avenida à beira do mar ou interromper o despejo no referido (o mesmo mar).
Que tal assistirmos LEVANTE SUA VOZ, legítima obra de arte de PEDRO EKMAN, e refletirmos sobre como tem sido nossa participação no sentido de transformar a opinião da maioria?


Um comentário:

Lillie disse...

Jus esperneandi foi a melhor coisa....adorei!!
Mas como falei pelo orkut...o papel do produtor cultural hoje, a meu ver é o do papel higienico...tentar limpar algo muito sujo, e sozinho só enrola, mas não limpa.